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21/07/2016
25/10/2015
16/05/2014
"Esse mundo é pequeno demais para nós dois": conheça os duelos mais famosos da história - parte 1
Se
você já assistiu a filmes de faroeste, como os de John Wayne e Sergio Leone,
conhece bem os duelos: desentendimentos nos saloons, cada cowboy conta
vinte passos e dispara. Bem, para começar o Velho Oeste real não era tão hollywoodiano assim,
mas esses filmes mostraram ao mundo uma dramática e “ritualizada” maneira de
resolver certas diferenças. Mas isso vem de muito antes.
Duelos
pela “reparação da honra” foram, ao longo da história, parte da vida – e razão
da morte – de muita gente. Quem era desafiado poderia até recusar, claro, mas
ficaria marcado como covarde para sempre.
O
desafio era lançado; as armas escolhidas; quase sempre ao amanhecer; a presença
de “padrinhos” (encarregados de levar as armas e tentar a reconciliação); às
vezes, até médicos de prontidão. Aí, sim, o pau podia comer entre os
dois. Matar não era, necessariamente, o objetivo final: antes de mais nada, o
duelo era para recuperar a honra, sem mortes. Mas, claro, “acidentes”
aconteciam.
Confira alguns
dos duelos que entraram para a história.
1552. Isabella de
Carazi versus Diambra de Petinella
Em Nápoles,
Itália, duas jovens da nobreza, Isabella de Carazi e Diambra de Petinella, se
apaixonaram pelo mesmo homem, um tal de Fabio de Zeresola. Nenhuma das duas
queria abrir mão do rapaz e decidiram resolver o triângulo amoroso em um duelo
de espadas. O trágico evento contou até com a presença do vice-rei espanhol,
Marqués del Vasto, e só terminou com a morte de Isabella.
1598. Ben Johnson versus Gabriel Spenser
Por motivos que
não chegaram até nós, o dramaturgo inglês Bem Johnson, autor da comédia “Volpone”
e grande rival de Shakespeare, duelou contra o ator Gabriel Spencer. Resultado:
a morte de Spencer e a prisão de Johnson, que só conseguiu se safar ao se
converter ao catolicismo – e doar todas as suas propriedades para a Igreja.
1804. Aaron Burr versus Alexander Hamilton
Esse duelo entrou
para os anais da política. O vice-presidente dos Estados Unidos Aaron Burr
acusou o ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton de insultá-lo em um
artigo. Hamilton alegou não se lembrar do incidente, recusou-se a pedir
desculpas e foi desafiado para um duelo. No dia e hora marcados, Hamilton foi
até o local resolver pacificamente a questão. Porém, foi recebido com um tiro
no estômago e morreu na tarde seguinte.
1806. Charles
Dickinson versus Andrew Jackson
Charles Dickinson
– não é o escritor homônimo – era um homem violento e que gostava de resolver
as coisas na bala. As estimativas de duelos que participou variam de 5 a 100.
Um tal de Andrew Jackson, que viria a ser o sétimo presidente dos EUA, acusou o
valentão de insultar sua esposa e o desafiou para um duelo. Resultado: a
surpreendente morte de Dickinson e uma bala alojada próxima ao coração de
Jackson, que nunca pode ser extraída.
1837. Aleksandr
Pushkin versus Georges d’Anthès
O romancista
russo Aleksandr Pushkin – autor de “Boris Godunov” e “Eugene Onegin” – estava
irritado com os rumores que corriam “a boca pequena” de que sua esposa o traía
com o próprio cunhado, um oficial francês chamado Georges d’Anthès. Resolveu
tirar a limpo a história e desafiou o oficial. Pushkin estava confiante,
afinal, era um duelista experiente. Mas o destino foi cruel: atingido na
barriga por um tiro de d’Anthès, morreu dois dias depois do fatídico duelo.
1832. Évariste
Galois versus Perscheux d’Herbinville
O
matemático francês Évariste Galois, responsável pelas bases do que ficou
conhecida como a “Teoria de Galois”, era um ávido republicano em época de
monarquia, o que lhe dava inúmeras dores de cabeça – além de seguidas prisões
sob acusação de “conspiração contra o rei”. Após uma delas, Galois travou um
duelo com Perscheux d’Herbinville. Acabou morto. Alguns dizem que o duelo foi
pela disputa do coração de uma dama. Mas, o que correu pelas ruas de Paris, é
que essa história foi um pretexto para encobrir as razões políticas de sua
morte.
Veja a parte 2 da matéria na revista
Superinteressante aqui.
26/04/2013
Uma breve história do western
O
western é o gênero mais completo e cultuado da sétima arte que remete o início
das fundamentações políticas, sociais e culturais dos Estados Unidos como uma
nação.
O Grande Roubo do Trem (Edwin S. Porter,
1907)
A
primeira obra conhecida do gênero foi o filme ''Kit Carson',' mas foi a obra O
Grande Roubo do Trem (The Great Train Robbery), de 1907, que selou o gênero nos
anais da história do cinema. Este filme não é só um marco do western, mas
também é um marco do cinema mundial, pois provou que o cinema poderia ser uma
nova forma de arte. O filme foi dirigido por Edwin S. Porter (1870 - 1941) que
antes de se tornar o pioneiro da sétima arte, foi operador de câmera de Thomas
Edson (1847 - 1931) que foi quem inventou o cinetógrafo, a primeira câmera
cinematográfica bem sucedida e funcional. Assim o gênero evoluiu e grandes
obras-primas foram feitas, a primeira foi o filme da era do cinema mudo ''Vento
e Areia'' (The Wind , 1928) dirigido pelo pai do cinema sueco, o genial Victor
Sjöström (1879 - 1960). A época de ouro do Western nos EUA começou ao final dos
anos 1930, e durou até o final dos anos 1950.
O
filme que definiu e popularizou o gênero foi a primeira obra-prima de John Ford
(1894 - 1973), Nos Tempos das Diligências (Stagecoach, 1939) que trazia o jovem
e desconhecido John Wayne (1907 - 1979), o transformando num astro
internacional. Este filme foi o primeiro que John Ford gravou no Monument
Valley, uma reserva ambiental dos índios Navajo. Depois disto, John Wayne
firmou uma amizade e uma colaboração profissional com John Ford que duraria 50
anos. Foram os filmes do cineasta, que era um fervoroso defensor do estilo de
vida norte-americano, que fizeram de John Wayne uma lenda nos EUA, um ícone
cultuado por milhares de estadunidenses até os dias atuais. Os principais
westerns que realizaram juntos foram as obras-primas do gênero Rastros de Ódio
(The Searchers, 1956), Rio Grande (1950), O Homem que Matou Fascínora (The Man
Who Shot Liberty Valance, 1962), Nos Tempos das Diligências (Stagecoach, 1939),
Sangue de Herói (Fort Apache, 1948) e Legião Invencível (She Wore a Yellow
Ribbon, 1948).
Nos Tempos das Diligências (John Ford,
1939)
Matéria completa aqui.
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