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18/06/2017

Fazer poemas

“Ora (direis) fazer poemas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi também
Que, por fazê-los, muitas vezes despertou
E encontro os bolsos sem nenhum vintém.

Mas vou seguindo o meu futuro incerto
Compondo versos, muito mal ou bem,
Enquanto vejo algum fulano esperto
Nadando em cifras que tão poucos têm.

Direis agora: - Sendo assim desiste!
O que procuras, tresloucado amigo,
Pode ser nobre, mas também é triste!

E eu vos direis: Amai!… Amai primeiro!
Pois só quem ama pode ter consigo
Tantos poemas e nenhum dinheiro!
Marcos Ferreira, poeta mossoroense

08/03/2016

Mulheres


Eu amo nas mulheres não somente
Aquilo que há de belo e de elegante,
De humano, de sublime e fascinante,
De frágil, de sutil ou de evidente.

As amo por completo simplesmente,
Assim como devoto e como amante...
Em cada circunstância, a cada instante,
A todas hei de amar perdidamente.

Amemos as mulheres, todas elas.
Quer vivam em palácios ou favelas,
São seres igualmente especiais.

Portanto, assim prossigo a cada dia,
Sem medo e sem nenhuma economia,
Amando as mulheres muito mais.
Marcos Ferreira, poeta mossoroense

30/05/2011

Noite de Natal

É Noite de Natal... O mundo se alumia.
Sentamo-nos tranquilos em redor da mesa.
Alguém sugere um brinde, com delicadeza.
As taças se entrechocam em desarmonia.

Remoto um galo tece uma oração baldia,
e aqui nos irmanamos sob a luz acesa.
Há vírgulas de pranto, olhos de incerteza,
perante esta cadeira agora assim vazia.

Já quase meia-noite, o vinho tinto exala
um cheiro de saudade que percorre a sala
e vem se amotinar no coração da gente.

É Noite de Natal, é meia-noite e meia,
e todos contemplamos, junto à Santa Ceia,
a foto na parede de meu pai ausente.

Marcos Ferreira, poeta mossoroense

04/05/2011

Extra! Extra! Pré-lançamento do CD Camboar no Rapadura Cult!

            O cantor e compositor Genildo Costa está prestes a lançar o seu novo trabalho musical, o CD Camboar, que está em fase de mixagem final, em Natal, nos estúdios do multi-instrumentista e arranjador Eduardo Taufic. Participam também da feitura sonora os violões de 06 e 12 cordas de Cacá Veloso e a percussão marcante de Samir Taric, nesse já tão esperado CD, que, certamente, terá o reconhecimento do público. O cantador Genildo generosamente cedeu ao Rapadura Cult, como degustação, a belíssima Epitáfio. Apreciem sem moderação, até que venha o prato principal, o CD Camboar.

Nos palcos dessa vida eu fui somente
Um astro sem luz, uma chama morta
Coberto pelas cinzas do presente
Afeito a mendigar de porta em porta.

Amei com meu amor a muita gente
Mas sei que nada disso mais me importa
E agora que me encontro qual semente
Debaixo desse chão que me conforta.

Vivi como quem vive a contragosto
Sorrindo um falso riso no meu rosto
Mas tendo muitas lágrimas no peito.
                                     
Portanto eu fui na vida mesmo assim
Tal qual este epitáfio sobre mim  
Tão triste e solitário desse jeito...!

Letra: Marcos Ferreira

Música: Genildo Costa