Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
31/08/2021
Composição e divisão
14/08/2021
Raciocínio circular
O raciocínio circular é um dos quatro tipos de argumentos falaciosos conhecidos como petição de princípio (Damer), em que a conclusão é tomada, implícita ou explicitamente, em uma ou mais das premissas. No raciocínio circular, ou a conclusão aparece de forma óbvia como premissa, ou – como é mais comum – é uma repetição da premissa, mas usando palavras diferentes. Por exemplo: “Você está completamente equivocado, pois o que falou não faz o menor sentido.” Nesse caso, as duas proposições significam a mesma coisa, já que estar errado e não fazer sentido têm o mesmo significado nesse contexto. O argumento está simplesmente afirmando que “por causa de x, portanto x”, o que não significa nada.
O argumento circular às vezes depende de premissas não declaradas, o que pode torná-lo mais difícil de detectar. Considere alguém que diz a um ateu que ele deveria acreditar em Deus porque, do contrário, irá para o inferno. A premissa não declarada por trás de alguém ir para o inferno é a de que existe um Deus capaz de mandá-lo para lá. Portanto, a premissa “existe um Deus que manda os descrentes para o inferno” é usada para apoiar a conclusão de que “Deus existe”. É como disse o comediante Josh Thomas à personagem Peg no seriado da TV australiana Please Like Me: “Você não pode ameaçar um ateu com o inferno, Peg. Não faz nenhum sentido. É como um hippie ameaçando socar a sua aura.”
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
04/08/2021
Ad hominem
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
28/07/2021
Apelo à hipocrisia
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
14/07/2021
Culpar por associação
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
07/07/2021
Falácia genética
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
27/06/2021
Nenhum escocês de verdade
Este argumento costuma aparecer quando alguém faz uma generalização sobre um determinado grupo e depois é desafiado com evidências que o desmentem. Em vez de reavaliar sua posição ou contestar a evidência, a pessoa foge do desafio redefinindo arbitrariamente o critério para se pertencer àquele grupo.
Por exemplo, alguém alega que programadores são criaturas antissociais. Se outra pessoa repudiar essa afirmação dizendo “mas o John é programador e extrovertido, sem dificuldade alguma de se relacionar socialmente”, isso pode provocar a seguinte resposta: “Sim, mas o John não é um programador de verdade.” Aqui, não está claro o que ele considera um verdadeiro programador; a categoria não é precisamente definida como, por exemplo, as de pessoas de olhos azuis. A ambiguidade permite que a mente teimosa redefina as coisas a seu bel prazer.
Essa falácia foi descrita pela primeira vez em 1975 por Antony Flew em seu livro Thinking about Thinking (Pensando sobre pensar), em que ele nos dá o seguinte exemplo: Hamish está lendo o jornal e se depara com uma notícia sobre um inglês que cometeu um crime hediondo, à qual reage dizendo: “Nenhum escocês cometeria algo tão terrível”. No dia seguinte, ele lê outra notícia em que um escocês é autor de um crime ainda pior. Em vez de mudar sua opinião sobre os escoceses, Hamish afirma: “Nenhum escocês de verdade faria tal coisa” (Flew).
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
21/06/2021
Apelo à ignorância
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
14/06/2021
Generalização precipitada
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
29/04/2021
Apelo ao medo
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
12/04/2021
Causa questionável
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
02/04/2021
Falso dilema
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
27/03/2021
Equívoco
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
14/03/2021
Apelo a uma autoridade irrelevante
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
06/03/2021
Falácia do espantalho
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos
26/01/2021
Argumento a partir das consequências
Ali Almossawi, in O livro ilustrado dos maus argumentos














