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04/08/2024

"Árvore da Vida"


Este registro do fotógrafo francês Yann Arthur-Bertrand foi feito no Parque Nacional de Tsavo, Quênia. Ela mostra bem ao centro uma acácia, com dezenas de caminhos até a árvore, que serve como sombra e fonte de alimento para animais herbívoros desta região. Os nativos a denominam a “Árvore da Vida”.

12/01/2012

Skin Canvas


Lindas mulheres que fizeram de sua pele tela de pintura. Formas de desejos, atitudes e personalidade. São sensuais e únicas.

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Imagens: via #enjoy. Fonte: obviousmag.org

08/01/2012

Sampa a 360 graus

Quem ainda não conhece São Paulo como a cidade que nunca dorme, onde se encontra de tudo 24 horas por dia? Rejeitada e desejada pelo baiano na música que diz como fica um coração quando cruza a Ipiranga e Avenida São João, o fotógrafo alemão Jochen Weber também desembarcou em Sampa para iniciar-se no caos nosso de cada dia.

 Joaquim na Sampa a 360 graus

Jochen Weber nasceu em Stuttgart em 1963. Porém, pode ser considerado um cidadão do mundo, por onde há vinte anos roda e fotografa seus quatro cantos. Suas câmeras ciganas já registraram muita coisa e muita gente por aí. Já foi inclusive premiado pela National Geographic. Recentemente dispôs-se a capturar o magnetismo caótico da cidade na qual vivem mais de dez milhões de habitantes, o planeta Sampa. Nas imagens vistas do alto temos a percepção exata da sua vivacidade voraz, frenética, 24 horas por dia, que por vezes nos faz notar um de seus edifícios gigantes; nas outras, no meio dos semáforos e buzinas, vemos o ritmo incessante no qual também seus moradores chegam à luz ou às trevas.
Diante da série de fotos intituladas Metrópolis, ficamos fascinados ao ver o retrato eloqüente desta São Paulo antropofágica, um planeta meteoro prestes a nos esmagar.

 Joaquim na Sampa a 360 graus

Sempre conectado à rotação centrífuga/centrípeta de São Paulo, Jochen, na série Copan, também refez o movimento sinuoso que Oscar Niemeyer concebeu para seu edifício colossal e devolveu-o através de três inusitadas mandalas de concreto que abraçam o espectador como uma jibóia ao mesmo tempo em que o envolvem na beleza absoluta de uma imagem abstrata circular, eterna e completa na sua ausência de começo ou fim.
Não é de se estranhar então que esta cidade que tem o dom de acolher e repelir como nenhuma e que, como num caleidoscópio, movimenta-se incessantemente para criar e destruir realidades, receba o olhar atento e sensível de mais um de seus novos cidadãos que a adotou e que por lá já foi adotado com o nome carinhoso de Joaquim.

 Joaquim na Sampa a 360 graus

 Joaquim na Sampa a 360 graus

Rita Barbosa, in obviouismag.org

06/01/2012

Surpreendente Sertão!

Fotos: Elilson Batista

Em uma simples casa sertaneja, impera uma majestosa árvore em todo o seu esplendor em flor, suplantando o artefato humano, a antena parabólica

Ao redor, a sequidão: o Milagre!

04/01/2012

Universos coloridos dentro de uma gota d'água

Splash! Este é o som de um mergulho de Verão, nas ondas de uma bela praia. Ou talvez da água largada num copo. Mas é também o som que parece sair das fotografias de Markus Reugels. Gota após gota, o artista torna um fenômeno de pequena dimensão numa explosão colorida.

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É fim-de-semana. Passa-se uma hora, passam-se duas horas, passam-se três horas. E Markus Reugels continua a fotografar incessantemente. À frente da objetiva, algo minúsculo ganha vida própria através da fotografia macro de alta velocidade. São gotas de água, mas transformadas em dinâmicas cromáticas, embaladas num ritmo próprio e servidas em formas arrojadas.
Ao primeiro olhar parecem cogumelos, explosões de bombas atómicas ou qualquer configuração abstrata que faça equilibrismo entre salpicos. Quando nos apercebemos de que são gotas de água, quase parece mágico demais para acreditar. Todos julgámos ver estes salpicos no quotidiano. Mas como fomos capazes de perder esta magia que agora se torna óbvia nas imagens de Reugels?
O fotógrafo alemão garante que estas esculturas de água não são fruto de manipulação virtual, mas sim o resultado de muita paciência e engenho. Tudo começa pela preparação das próprias gotas. A água leva corantes para adquirir as tonalidades vibrantes, mas também açúcar - o que permite que os salpicos ganhem maior dimensão.

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Depois disso, o truque é trabalhar na composição da imagem e na coordenação da cor de fundo com a cor do líquido usado nas fotografias. “Por isso é que preciso entre meia e uma hora, para ter as características de iluminação certas para a fotografia que quero tirar”, explica Reugels. Ao fim de cada série de três horas, saem cerca de cinco fotografias “perfeitas”, adianta ainda o fotógrafo. E “perfeição” é a palavra certa para descrever estas imagens.
Cada fotografia é única, à semelhança do splash que lhe deu forma. Não há dois salpicos iguais, tal como não há duas gotas de água iguais. Daí que, ao olhar o portfólio de Reugels, haja uma curiosidade incessante de ver mais e mais imagens. De nos deslumbrarmos mais e mais.
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“São imagens tão bonitas que não conseguimos ver com os nossos olhos, apenas são possíveis com fotografia de alta velocidade”, desabafa o artista, numa tentativa de explicar o que o fascina no trabalho que faz. A curiosidade de fotografar salpicos minúsculos surgiu através de uma comunidade online de fotografia. A partir daí, um mundo novo surgiu para Reugels. Um mundo que deu mais cor e magia ao mundo que julgávamos conhecer bem.
Azul, amarelo, vermelho, verde… Quantas cores cabem numa gota de água? A resposta poderia parecer simples, antes de nos depararmos com o trabalho do fotógrafo. Porém, agora, não há solução para a pergunta. Infinitas cores, em infinitas formas? Reugels continua a disparar a objetiva, à procura da resposta.

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Marisa Figueiredo, in obviousmag.org

13/12/2011

O Show de Arthur Moreira Lima em Pau dos Ferros

A abertura do Show foi com Francisco Fernandes, deficiente audiovisual, grande artista pauferrense






Eu entregando uma rapadura ao Maestro e explicando o intuito do blog 

09/11/2011

Fotos de um ângulo estrastosférico

O fotógrafo belga Edouard Janssens teve uma ideia: lançar um balão de gás hélio “tripulado” por uma câmera fotográfica e uma filmadora a uma altura capaz de registrar a curvatura do planeta Terra – mecanismo parecido com o de um balão meteorológico.


Como o próprio nome sugere, o Stratos-Sphere é um projeto fotográfico realizado diretamente da estratosfera, a segunda camada da atmosfera, compreendida a uma altura entre 17 e 50 quilômetros do solo. O balão criado pelo fotógrafo belga chega aos 33 quilômetros.



A câmera é programada para disparar fotos a cada sete segundos durante 2h30. Cerca de 1h30 depois do lançamento, o balão explode, um paraquedas se abre e todo o equipamento retorna à superfície em total segurança. E, por ser monitorado via satélite, ele é recuperado poucas horas depois, num raio entre 50 e 100 quilômetros da base de lançamento. Segundo Edouard, ele tem autorização oficial para realizar tal façanha. E tranquiliza os mais preocupados com segurança: “Um avião, como um Airbus ou um Boeing, suportaria um possível impacto contra meu balão”. 



Fonte: gooutside.oul.com.br

05/10/2011

KAP - fotografias aéreas com pipas

KAP é o nome da modalidade fotográfica que permite fazer capturas aéreas usando uma pipa. O resultado são imagens que parecem ter sido feitas por um pássaro, que estimulam a imaginação e nos fazem descobrir que coisas impressionantes podem ser feitas quando juntamos trabalho e divertimento.



KAP – Fotografias Aéreas com Pipas
Morro Branco em Beberibe, Ceará

Nos subúrbios do Rio de Janeiro, os campeonatos ainda são bastante comuns. Oficiais ou extraoficiais, poucas coisas são mais empolgantes que a disputa linha a linha. Basta uma começar a despencar do céu para os meninos de todos os tamanhos saírem desabalados pelas ruas, pelos telhados, aos gritos de avoou, avoou! Na China antiga, as pipas iam para o alto com a função de enviar mensagens aos exércitos. Na Europa, conhecido como papagaio de papel, as crianças já soltavam cafifas desde o século XII e Benjamin Franklin inventou o para-raios com a ajuda desse velho brinquedo. Mas, se a imaginação subir junto com as cores e o papel, pode surgir uma curiosidade: como deve ser olhar o mundo pelo ângulo dos voos de uma pipa.


KAP – Fotografias Aéreas com Pipas
O dândi Arthur Batut e seu excêntrico projeto, 1868

Como não existe curiosidade ingênua (todas são potencialmente subversivas e criativas), alguém resolveu tentar descobrir como era, se não voar como uma, ao menos ver a vida lá em baixo como uma pipa. Assim surgiu a KAP, sigla para Kite Aerial Photography.
"Olá pessoal gostaria de compartilhar um pouquinho de meu trabalho com vocês. Esta é uma modalidade de fotografia pouco conhecida; a fotografia aérea com pipa”, escrevia José Vladimir em 2006 pelos fóruns brasileiros de fotografia. Naquela época, o curitibano (que é técnico em eletrônica) divulgava um trabalho que se iniciava; hoje Vladimir transformou a paixão em trabalho: montou sua própria empresa de fotografias em pipas e oferece serviços para planejamentos imobiliários, para paisagismo e eventos ao ar livre. O mote: é muito mais barato e divertido do que alugar um helicóptero.
Embora soe como mais uma novidade tecnológica dos nossos tempos, a fotografia aérea com pipas surgiu no século retrasado. Em maio de 1888, o inglês Arthur Batut resolveu acoplar uma câmera diretamente na pipa e, com a ajuda de um altímetro, montou a escala de exposição que lhe parecia ideal para uma boa imagem lá de cima; depois do disparo, um sistema improvisado acionava uma bandeirinha que avisava a conclusão do disparo, ou seja, a hora de trazer a pipa de volta. As primeiras imagens saíram turvas, mas, após alguns ajustes, a técnica frutificou em belas imagens aéreas da pequena ville de Labruguière.


KAP – Fotografias Aéreas com Pipas

Hoje, com todas as especializações da fotografia digital, controles remotos, geringonças complementares e até das próprias pipas, a KAP ganhou mais adeptos e tem sido difundida – principalmente na comunidade fotográfica do Flickr. Para pessoas como José Vladimir, a brincadeira acabou se tornando também uma profissão depois que as funcionalidades práticas da técnica foram reconhecidas. Mas o que fica para nós é essa delícia da união entre os conhecimentos técnicos, cálculos e aplicabilidades tão típicas da vida adulta com a inocência cheia de brisa dessa brincadeira que fez parte da história de crianças de todo o mundo.



KAP – Fotografias Aéreas com Pipas

KAP – Fotografias Aéreas com Pipas
A fotografia aérea com pipa mais famosa: San Francisco em ruínas após o terremoto de 1906

Priscilla Santos, in revistaobviousmag.org