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12/02/2020

Novas representações

Pensa por ex. mais na morte, — & seria estranho em verdade que não tivesse de conhecer por esse fato novas representações, novos âmbitos da linguagem.
Wittgenstein (Epígrafe de As intermitências da morte, de José Saramago)

09/07/2016

Descobrir o segredo

Filosofar é como tentar descobrir o segredo de um cofre: cada pequeno ajuste no mecanismo parece levar a nada. Apenas quando tudo entra no lugar a porta se abre.”
Ludwig Wittgenstein

22/10/2014

Respostas

“Uma resposta que não pode ser exprimida supõe uma questão que tampouco pode ser exprimida. O enigma não existe. Se uma questão pode ser inteiramente colocada, ela pode também encontrar a sua resposta.”
Ludwig Wittgenstein, in Tratado Lógico-Filosófico

13/08/2014

A linguagem

“A linguagem disfarça o pensamento. E principalmente de tal forma que, segundo a forma exterior da roupagem, não é possível concluir sobre a forma do pensamento disfarçado; porque a forma exterior da roupagem visa a algo bem diferente do que permite reconhecer a forma do corpo. Os arranjos tácitos para a compreensão da linguagem quotidiana são de uma enorme complicação.”
Ludwig Wittgenstein, in Tratado Lógico-Filosófico

09/06/2014

Filosofar

“Filosofar é como tentar descobrir o segredo de um cofre: cada pequeno ajuste no mecanismo parece levar a nada. Apenas quando tudo entra no lugar a porta se abre.”
Ludwig Wittgenstein

25/02/2013

Música: sine qua non na minha existência


"Só sei que a música é um sine qua non na minha existência. Redefine a percepção que tenho de mim mesmo, ou melhor, aquilo que eu busco no transcendental. Por outras palavras, demonstra-me a realidade de uma presença, de um "além" factual, que resiste à circunspecção analítica ou empírica. Esta realidade é simultaneamente um lugar-comum, trivial, algo de palpável e de ulterior. Exerce um singular domínio sobre nós. Nem a psicanálise nem o descontrucionismo ou o pós-modernismo conseguiram dizer algo de esclarecedor sobre a música, o que me parece um fato crucial. Esses jogos linguísticos de decifração subversiva, de suspeita na esteira da Nietzsche e Freud, são praticamente impotentes no que toca à música. Permanecem encurralados, na sua arrogância, dentro da esfera linguística que dizem relativizar ou deslindar. Por que razão os havemos de levar a sério a nível humano ou filosófico?
Outra coisa se poderá inferir - como o fez Wittgenstein quando nos contou que, mais de uma vez, o lento movimento do Terceiro Quarteto de Brahms o arredara da ideia do suicídio. A música autoriza, convida à conclusão de que as ciências teóricas e práticas ou a investigação racional jamais conseguirão decifrar completamente a existência. (...)
Os argumentos filosóficos desde a antiguidade até aos nossos dias - de Platão, de Nietzsche, por vezes de Wittgenstein - podem ter uma cadência e musicalidade distintas. As afirmações de que a arquitetura é "música congelada", de que a poesia aspira à condição de música enquanto tautologia perfeita de forma e conteúdo (sendo que na música a forma é o conteúdo e vice-versa), são imagens que exprimem verdades profundamente sentidas mas não fundadas na razão.
Quem pode definir a "alma"? Mas quem é que não percebe intuitivamente a apóstrofe de Shakespeare contra aqueles que "não têm música na alma", uma ideia cristalizada pela designação "música soul"? Não ouso sequer imaginar as limitações, a miséria humana infligida pela cegueira, mas interrogo-me se a surdez não será a mais escura das escuridades."
George Steiner, in Errata: Revisões de uma vida

26/12/2012

02/02/2012

Horizontes de eternidade

“A morte não é um acontecimento da vida. A morte não pode ser vivida. Caso se compreenda por eternidade não uma duração temporal infinita, mas a intemporalidade, quem vive no presente é quem vive eternamente. A nossa vida é tanto mais sem fim quanto mais o nosso campo de visão não tem limites”. 
Ludwig Wittgenstein, in Tratado Lógico-Filosófico

16/08/2011


“Filosofar é como tentar descobrir o segredo de um cofre: cada pequeno ajuste no mecanismo parece levar a nada. Apenas quando tudo entra no lugar, a porta de abre”.
Ludwig Wittgenstein