Mostrando postagens com marcador Jazz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jazz. Mostrar todas as postagens

22/06/2026

Coltrane e Mingus


Jazz é vício. Não tem essa história de flertar com o lance, brincar com o material, dar uma cafungadinha e voltar, são e salvo, para o aprisco (bééé!) familiar.
Jazz é feito paquerar a cunhada, passar a mão na mulher do amigo, beijar no elevador a colega de trabalho: começa leve, mas deixa cicatrizes profundas.
Imaginem um garoto do Estácio, daqueles bem amalucados, com as canelas recém-cobertas pela calça comprida e ainda cheias de mercúrio cromo devido a um tombo de bicicleta em Paquetá, entrando na velha Palermo, no Largo da Carioca, e saindo com um embrulho de discos, as fotos deslumbrantes, Oscar Peterson,Dave Brubeck, Stan Getz, os primeirões.
No dia seguinte, a fera já está diferente. A mãe, intuitiva, desconfia que seu bebê começou a queimar fumo com os vagabundos do morro do São Carlos. Ainda não. Foi o jazz. A cara do adolescente parece coisa de filme B, “Invasores de Cassiopeia”, essas loucuras. Os amigos de esquina, sem o clássico dente da frente e sapatos tô-na-merda, ainda gostam de Elvis Prestes, talvez um parente distante do lendário líder comunista, e do Lirôu (o acento era aí mesmo) Richa – mas o bicho já viajou pra galáxias muito além do Carl Sagan.
Já que tocamos no assunto, não há no jazz, com a possível inclusão de Bud Powell e Charlie Parker, seres de planetas tão fascinantes como John Coltrane e Charles Mingus.
A série The very best of the Atlantic Years, presta serviço inestimável aos jovens jazzófilos lançando os discos dos dois gigantes. O ouvinte que continuar o mesmo depois de “My favorite things”, “Summertime” e “Body and soul” pode dirigir-se ao Jardim da Saudade e cavar a própria sepultura.Já está morto. O mesmo vale para “Pithecanthropus erectus”, “Reincarnation of a lovebird” e “Cryin’ blues”. No CD de Coltrane ainda podem ser ouvidos, de quebra, Wynton Kelly e o jovem (na época) McCoy Tyner, além das aulas de contrabaixo dadas por Paul Chambers. Dannie Richmond, um dos maiores bateristas de jazz de todos os tempos, bota – e tira – o trem nos trilhos para Mingus.
Os viciados conhecem de cor e salteado as faixas, mas jamais se cansam delas. Já os novatos começarão – garanto que é muito melhor que essas frescuras de magos na estrada de Damasco – a percorrer as sagas jazzísticas de Coltrane e Mingus: um aspirou atingir a divindade com seu sopro. Por ironia, e a história da música está repleta delas, quanto mais alto voava, piores as visões do inferno. O outro passou a vida toda no inferno sem saber que era um deus.

Aldir Blanc, em O gabinete do doutor Blanc sobre jazz, literatura e outros improvisos

03/04/2020

Garoto de ouro


O essencial está na música. A gente lê a biografia ou autobiografia pelo trivial. Miles Davis escrevendo sobre o seu caso com a Juliette Greco: “Eu saía com Sartre e com Juliette e nós sentávamos nos cafés de calçada e bebíamos vinho e comíamos e conversávamos. Juliette me pediu para ficar. Até o Sartre disse: Por que você e Juliette não se casam?”. Ajuda se Jean-Paul Sartre faz parte do seu trivial. Chet Baker não tem nada parecido com Jean-Paul Sartre, Juliette Greco e cafés de calçada em Paris nas suas Memórias Perdidas. Ao contrário de Miles (cuja autobiografia, imagino, não saiu em português porque o tradutor não saberia o que fazer com tanto motherfuckers, ou saiu?), Chet também não conta muito do trivial que mais interessa a quem gosta de jazz: detalhes de gravações, histórias de outros músicos, preferências, influências. Tem-se, isto sim, muito detalhe sobre a sua luta diária por drogas, remédios que substituem drogas, como conseguir drogas em diferentes cidades europeias. E nada sobre o que levou a usá-las. Nem um chavão psicológico: infância infeliz, fragilidade emocional, dificuldade de relacionamento, frustração profissional. Chet foi uma criança amada e sem problemas, fez sucesso popular e crítico desde cedo, tinha cara de artista de cinema e também fazia sucesso com as mulheres. Começou com drogas, supõe-se, só porque elas eram parte da cultura do jazz. Durante um tempo, antes de se popularizar, maconha e heroína eram coisas de músico nos Estados Unidos, uma musa do barato correspondente à “musa sedenta” que deu título a um livro sobre os escritores americanos e a bebida. Chet não explica nem se desculpa pela trivialização das drogas na sua vida, mas elas eram claramente sua preocupação principal. Ele não conta nem como elas afetavam sua música. Para o leitor, é uma trivialidade apenas deprimente.
Miles, na sua autobiografia, conta que quando encontrou Chet pela primeira vez este se mostrou embaraçado por ter sido escolhido pela revista Downbeat como o melhor trompetista de 1953, já que os dois sabiam que o melhor de todos era Dizzy Gillespie. Repetia-se, um pouco, com eles o que tinha acontecido anos antes, quando Louis Armstrong era o grande trompetista do jazz mas o mais festejado pelo público — pelo menos por um curto espaço de tempo até sua morte precoce — era Bix Beiderbecke, bonito como Chet, outro motherfucker branco tirando o lugar de um negro melhor do que ele. Segundo Miles, Chet o copiava. Não é exatamente verdade. Chet tocava sem vibrato, como Miles, mas não dava para confundir os dois. O fraseado era diferente. Chet era um grande improvisador, um dos melhores da história do jazz, mas lhe faltava o que Miles tinha. Pegada, está aí. Musicalmente, não quer dizer nada, mas é a palavra exata.
Chet venceu o concurso da Downbeat pela primeira vez no ano da sua primeira gravação, com o famoso quarteto sem piano de Gerry Mulligan. Pequena trivialidade pessoal: foi o primeiro disco de “jazz moderno” que comprei, nos Estados Unidos. Pacific Jazz, 10 polegadas. Ainda me lembro do deslumbramento. Não era só a novidade da ausência de piano ou qualquer outro instrumento harmônico, com os dois sopros (Gerry no sax barítono, também uma novidade como instrumento solista) equilibrando-se em cima da linha do baixo. Era todo aquele clima ao mesmo tempo cool e lírico, a pretensão intelectual de solos em contraponto mais para música erudita do que para dixieland, uma revelação de possibilidades sonoras insuspeitadas para alguém que, como eu, ouvia Armstrong, Benny Goodman, Coleman Hawkins e nem sabia que existia o Charlie Parker. A origem do que veio a se chamar West Coast Jazz, jazz da costa ocidental, da Califórnia — do qual o quarteto de Gerry Mulligan foi uma das primeiras manifestações — era uma gravação feita por Miles e um noneto, arranjos de Gil Evans e Mulligan entre outros, no fim dos anos 40. Um refinamento do be-bop, com arranjos mais pensados e uma maior preocupação com matizes e combinações de som, baseados no trabalho de Gil Evans para a orquestra de Claude Thornhill. Mas o próprio Miles não foi para a Califórnia com o estilo que lançou, ficou no leste e ajudou a lançar o hard bop, a contrapartida negra e com pegada ao West Coast Jazz predominantemente branco e cerebral. Em 1953, quando Miles e Chet se encontraram, Miles estava no pior do seu período obscuro, com problemas de saúde pela dependência da heroína, e do qual saiu espetacularmente com uma apresentação triunfal no Festival de Jazz de Newport do ano seguinte. Daí em diante seria a maior e mais influente estrela do jazz, lançando estilos novos até o fim. Chet estava no auge, era o recém-descoberto garoto de ouro do jazz californiano, mas já era um dependente irreversível e em pouco tempo começaria a sua rotina de prisões, internamentos, exílios temporários, voltas catastróficas e novos exílios, até morrer em 1988, com a cara de quem já tinha morrido algumas vezes.
Chet fala um pouco de Charlie Parker, que lhe deu o primeiro trabalho, escolhendo-o para trompetista da sua banda quando se apresentou na Califórnia, e tentou protegê-lo da droga, apesar de ser um viciado lendário. E fala mais de Gerry Mulligan, da sua vinda de carro de Nova York, da formação do quarteto inesquecível (Carson Smith era o baixista, Chico Hamilton, o baterista), dos seus galhos com mulheres e drogas. Mas fala bem mais de uma certa lady Isabella MacDougal Frankau, uma mulher de 75 anos, cabelos brancos e porte de executiva, que apesar do nome e da aparência de grande personagem, só entra na história porque é quem fornece receitas de cocaína e heroína para Chet, dentro do programa de tratamento gradual de viciados na Inglaterra. O essencial está na música.
Luís Fernando Veríssimo, in Banquete com os deuses

16/11/2017

Exilados

Sidney Bechet 

Há uma estátua de Sidney Bechet em algum lugar de Paris. Ele e Josephine Baker, em épocas diferentes — Josephine foi antes — foram os dois maiores exemplos de artistas negros americanos adotados por Paris. Onde, além de um refúgio do racismo, encontraram fama e favores como não tinham em casa. Até hoje Bechet tem mais reputação na França do que nos Estados Unidos. Era um tipo curioso, que cultivava com cuidado a própria singularidade. Para começar, tocava saxofone soprano, um instrumento raro no jazz ainda hoje. (Por favor, se você lembrou do Kenny G, pare de ler imediatamente.) Até John Coltrane começar a usá-lo com regularidade, só Bechet, Eric Dolphy e outros poucos jazzistas tocavam o sax soprano. Bechet era um mestre. Conhecido pela sua vaidade, tanto quanto pelo temperamento explosivo e a excentricidade, Bechet nunca discordou dos franceses que o idolatravam. Sua interpretação mais famosa é da sua própria composição Petite fleur.
Bechet é um bom exemplo do outro lado da relação de Paris com os seus expatriados. Para alguns o exílio em Paris foi uma liberação e uma educação, para outros Paris acabou sendo um retiro quase provinciano, e um atraso. É enorme a lista das vanguardas que floresceram na cidade, embora seja relativamente pequeno o número das que nasceram lá, mas muitos — principalmente os americanos — só aproveitaram de Paris o pitoresco e o aluguel baixo. Com a possível exceção de Gertrude Stein, cuja sensibilidade já era meio europeia, todos os outros brancos (Hemingway, Fitzgerald, Miller, etc.) provavelmente fariam o que fizeram com ou sem o seu rito de passagem por Paris. E se para estes Paris foi só paisagem, para artistas tipo Bechet, mimado além da conta por razões que não tinham a ver com a música, Paris foi um mundo protegido, diminuído e finalmente diminuidor.
Para os seus contemporâneos no jazz, Bechet morreu como uma curiosidade, mais uma mania francesa do que um grande músico. O pianista Bud Powell, supostamente o modelo para o personagem do filme Round about Midnight, teria tido o mesmo destino de Bechet se não preferisse voltar para Nova York, a sujeira, as drogas, o ódio racial e a realidade. Morreu moço e louco, mas com a reputação de gênio. Para Bechet o exílio foi uma espécie de abstenção. E ele foi um precursor da estranheza americana com o gosto francês em americanos que culminou com as exegeses críticas da obra de Jerry Lewis. Em Paris, Bechet estava longe da zona de combate, onde a sensibilidade jazzística brigava com o crasso comercialismo, a incompreensão, a discriminação e o embrutecimento, mas onde as reputações que contavam eram feitas.
Muitos exilados em Paris eram isso, combatentes longe da ação. Viviam no centro do mundo com a sensação de que sua vida devia estar acontecendo em outro lugar. O próprio Bechet se livrou da síndrome porque era tão vaidoso, dizem, que achava que era, pessoalmente, o centro do mundo.
Em Paris há uma academia de música russa cujo refeitório é aberto ao público. Comida previsível — o estrogonofe, fica-se sabendo, não foi uma invenção de anfitriãs brasileiras nos anos cinquenta, é russo mesmo —, mas boa e barata. Come-se no porão da academia em meio a retratos de compositores russos e uma decoração pobre mas evocativa. Bonecas e balalaicas e um velho rádio de madeira no qual jamais se ouvirá que o tzar voltou. Há algo de melancólico nestes enclaves de nostalgia para refugiados de outros tempos, embora ninguém à nossa volta parecesse muito russo ou ressentido. Justamente por ser a cidade mais cosmopolita do mundo, Paris acabou sendo uma confederação de deslocados, de pequenas comunidades desterradas, cada uma com suas saudades e suas queixas em mau francês.
Todas as diásporas do século dos refugiados se cruzaram em Paris. Pode-se mesmo fazer uma recapitulação deste século cruel através das lembranças de terras abandonadas grudadas nas suas paredes. Russos corridos da sua terra pela História, portugueses corridos da sua terra pela miséria, brasileiros exilados amaldiçoando o frio e o feijão-branco e sonhando em voltar para retomar suas vidas consequentes, ou pelo menos se atualizar com a gíria. A vida de verdade acontecendo longe de todos eles. A vida cosmopolita sendo, como para Sidney Bechet, um sinônimo de irrelevância.
Na saída da academia russa dá-se com a Torre Eiffel do outro lado do rio. A torre foi inaugurada no começo do século dos refugiados. O exílio foi o fato intelectual do século XX e provocou ou inspirou os artistas que não diminuiu.
Mas ô século desgraçado.
Luís Fernando Veríssimo, in Diálogos impossíveis

06/09/2016

24/02/2016

Eliane Elias - Chega De Saudade



Que grande pianista e intérprete! E DESCONHECIDA NO BRASIL! Mas foi a única brasileira a vencer um Grammy 2016, com seu disco Made in Brazil, que foi o escolhido na categoria de melhor álbum de jazz latino. Por tudo isso, E EM RECONHECIMENTO, repliquei esse vídeo no blog. Vale a pena conferir outros vídeos no Youtube.

22/06/2012

Instrumental Jazz na Festa Junina


Ontem, quinta-feira, em meio ao caos sonoro junino no centro da cidade, o Pitombeira Trio, de Natal, se apresentou no Cafezal. De princípio, os músicos tentaram se apresentar, mas o equipamento de som instalado se mostrou deficiente para o evento. Resultado: mais de meia hora para a equipe técnica acrescentar duas caixas de som que, aliás, estavam ao lado, desligadas (entender quem há de!). Enfim, música instrumental de qualidade na festa junina! E viva a diversidade. O trio é formado por Paulo César PC nos teclados, Rogério Pitomba na bateria e Felipe Morais no contrabaixo. Houve diversas participações especiais de músicos mossoroenses, notadamente Allison Brazuca na guitarra e Gustavo Almeida na bateria. Não levei minha filmadora para o evento, mas eis um vídeo que demonstra o talento dos jovens músicos do Pitombeira Trio. 

30/01/2012

Aquarela do Brasil, por Django Reinhardt


Jean "Django" Reinhardt (Liberchies, 23 de janeiro de 1910  Paris, 16 de maio de 1953) foi um guitarrista de jazz belga de origem cigana. Considerado um dos melhores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, ele também influenciou vários músicos e inovou ao ajudou a criar o estilo gypsy jazz.
É tido como o pai do jazz na Europa, e também um dos primeiros músicos não negros nesse estilo musical. De descendência cigana, Reinhardt nasceu na Bélgica e acompanhou sua caravana até chegar aos arredores de Paris. Nessa cidade, começou a tocar banjo logo aos doze anos na vida noturna. Em sua primeira gravação conhecida (de 1928) ele toca o banjo. Após um incêndio no mesmo ano, ele perdeu a mobilidade de dois dedos da mão esquerda, o que o forçou a desenvolver uma técnica própria. Fez sucesso posteriormente com o Quintette du Hot Club de France; com o início da Segunda Guerra Mundial, o grupo se separou. Django faleceu em 1953, vítima de uma hemorragia cerebral.

28/11/2011

Wave*


*Bossa Nova? Jazz? É a musicalidade universal desse imortal Dominguinhos, com o auxílio luxuoso de Yamandu Costa, fenômeno do violão, que afirmou: "Reaprendi a tocar com Dominguinhos".

26/11/2011

O maior acervo de vídeos de jazz da internet

O Jazz Music Tube é o maior acervo de vídeos clássicos de jazz da internet. Os vídeos são listados por estilo, pelo nome do artista, ou podem ser pesquisados pela busca do site. Um passeio pela história do jazz de 1920 a 2010, de Earl Hines a colagens jazzísticas dos anos 2000. Cerca de 10 mil vídeos estão disponíveis. Destaque para os 100 melhores vídeos de jazz de todos os tempos. Para acessar: http://bit.ly/ellBDg.
Você pode assistir músicos brasileiros, como o Brasil Jazz Trio.

29/10/2011

As 100 maiores canções de jazz da história (com vídeo e áudio incorporados)

Os sites Jazz24 e NPR Música fizeram uma enquete mundial para eleger as 100 melhores canções de jazz em todos os tempos. 1500 canções foram citadas por cerca de 10 mil participantes. No topo da lista aparece “Take Five”, composição escrita por Paul Desmond e apresentada pelo The Dave Brubeck Quartet, no álbum “Time Out”, de 1959. “Take Five” foi o primeiro single de jazz da história a vender 1 milhão de cópias. O segundo lugar da lista ficou com “So What”, de Miles Davis, gravada no álbum “Kind of Blue”, também de 1959.  Em terceiro lugar aparece “Take The a Train”, composta  por Billy Strayhorn e gravada por Duke Ellington, no álbum “Uptown”, de 1952. John Coltrane é o músico que aparece mais vezes, com oito canções. A lista traz ainda uma galeria de lendas como Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Chet Baker, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Benny Goodman, Oliver Nelson, Herbie Hancock, Coleman Hawkins, Bill Evans, Ahmad Jamal, Glenn Miller, Ray Charles, Charlie Parker, Errol Garner,  Billie Holiday, Thelonious Monk e Nina Simone. Para acessar os vídeos: http://bit.ly/lSDqTi. Para acessar o áudio: http://tny.gs/lm3vil. Para acessar apenas o resultado: http://bit.ly/hqlB76.

01/10/2011

A melhor rádio on-line do mundo

A Accu Jazz é considerada a maior e melhor rádio de jazz on-line do mundo.  São mais de 50 canais divididos em dezenas de categorias como estilo, instrumento,  compositor, região e período. Faça um passeio pela história do jazz, do Dixieland da década de 1910, passando pelas Big Bands dos anos 30, pelo Bebop dos anos 40, pelo  Jazz latino das décadas de 50 e 60, pelo  Fusion das décadas de 70 e 80 até os ritmos jazzísticos dos dias atuais. Para ouvir gratuitamente: http://www.accujazz.com.