Mostrando postagens com marcador Luiz Gonzaga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Gonzaga. Mostrar todas as postagens
27/12/2025
30/01/2025
27/04/2023
30/06/2022
Asa branca | Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947
Maior
sucesso do Rei do Baião e um dos nossos “hinos nacionais
populares”, “Asa branca” foi composta por Luiz Gonzaga e
Humberto Teixeira, em 1947, a partir de um tema folclórico que o
sanfoneiro conhecia desde a infância. Após uma década e meia
longe, Luiz Gonzaga (1912-1989) tinha visitado a cidade de Exu, no
sertão pernambucano, onde nasceu, e, ao retornar ao Rio, mostrou ao
parceiro a canção. Teixeira mexeu em alguns versos, acrescentou
outros, consolidando o lirismo e as fortes imagens da seca que
castigava sem tréguas a região e forçava a imigração de seu povo
para o Sul. Em ritmo de toada, a música tocou fundo no coração dos
brasileiros. Além das muitas gravações de Gonzaga, foi adotada por
intérpretes de diferentes estilos e gerações, ganhou até versões
sinfônicas, virando um hino do Nordeste e de sua gente.
Radicado
no Rio de Janeiro desde 1940, Gonzagão sobrevivia a duras penas,
tocando valsas, polcas, tangos, foxtrotes e boleros em bares da zona
de prostituição. Na época, os ritmos nordestinos que tinham feito
tanto sucesso nas duas primeiras décadas do século XX estavam
relegados à sua região, eram vistos como cafonas no Sudeste
brasileiro. Até que, uma noite, atendendo aos pedidos de um grupo de
estudantes nordestinos de passagem pela então capital federal,
Gonzaga voltou aos sons de pé de serra que seu pai Januário tocava.
Para sua surpresa, conseguiu empolgar a plateia e percebeu que aquele
diferencial era um filão a ser explorado. Já em 1941 compôs os
chamegos “Pé de serra” e “Vira e mexe” – tendo, este
último, lhe rendido o primeiro prêmio no programa de calouros de
Ary Barroso e um contrato para gravar na RCA Victor.
Nos
anos seguintes, com seu repertório de chamegos, xotes e baiões,
adotou um visual próprio, com roupas de couro, adereços de
boiadeiro e chapéu de cangaceiro, que, segundo um de seus fãs,
Gilberto Gil, fez dele o primeiro popstar brasileiro. Essa
metamorfose se completou em fins de 1945, quando conheceu o seu
principal letrista, o advogado cearense Humberto Teixeira
(1915-1979). No ano seguinte, a dupla fez “Baião”, lançada pelo
grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa, com Gonzagão tocando sanfona.
A canção popularizou um ritmo e uma dança que faziam sucesso no
Nordeste desde o fim do século XIX. O Brasil inteiro aprendeu como
se dança o baião, e Luiz Gonzaga virou rei de vez em 1947, nas asas
de “Asa branca”.
Nélson Motta, in 101 canções que tocaram o Brasil
28/02/2021
31/10/2020
25/06/2019
26/05/2019
25/02/2019
17/08/2016
28/04/2016
Lulinha Alencar - Cem Gonzaga*
*Belíssimo CD de Lulinha Alencar, grande sanfoneiro potiguar, de Rafael Godeiro, que afirma no encarte: "Nasci no sertão potiguar no dia treze de dezembro e fui batizado como nome de Luiz. Não deve ser por acaso que esse meu primeiro disco seja uma homenagem a outro Luiz também nascido em treze de dezembro, no sertão pernambucano. Reside nessa ligação afetiva e artística o motivo para o Cem Gonzaga, que faz um trocadilho com a influência e ao mesmo tempo a ausência de um dos maiores mestres da música brasileira."
26/04/2016
15/03/2013
13/02/2013
13/12/2012
Os novos Lua
O
mundo era infinitamente maior quando Luiz Gonzaga do Nascimento deixou
sorrateiramente sua Exu, no Sertão de Pernambuco, em 1930, com o coração
partido por não poder casar-se com uma moça da região e revoltado com os pais
pela surra que levara ao confessar seus planos. Não havia fax, SMS nem whatsapp
para mandar um recado e dizer por onde andava. Ferramentas que podem ser de grande
valia para Cosme Martins, Edcarlos Rodrigues, Mateus Cassiano, Eduardo Costa e
Sérgio Luís se quiserem seguir a mesma estrada do conterrâneo. Estrada em que
eles, com Gonzagão quase como oxigênio, ainda não acertaram a bússola. Um misto
da timidez típica dos sertanejos aliada a uma surpreendente falta de
conhecimento a respeito da figura que estampa suas camisas mostram que
proximidade física e informação nem sempre caminham lado a lado.
Matéria completa aqui. Vejam os principais momentos da vida de Luiz Gonzaga na linha do tempo.
O Rei Centenário
Um
homem de personalidade forte e um coração do tamanho do Brasil, que mudou a
geografia cultural do país ao exaltar o Nordeste e ser imortalizado como Rei do
Baião. O Velho Lua foi responsável por elevar a autoestima do imigrante
nordestino, que seguiu para o 'sul maravilha' fugindo da seca; devolveu o
orgulho e tornou-se porta voz de todo um povo. Hoje é reverenciado de Norte a
Sul, e exatamente neste 13 de dezembro comemora-se 100 anos de seu nascimento
na distante Exu (PE) há 650km a Oeste do Recife.
A
trajetória do famoso filho de Seu Januário, aquele mesmo dos oito baixos, fama
de durão, se confunde com a história do forró, é referência obrigatória para se
conhecer a essência da música nordestina, e sua relação com o Rio Grande do
Norte surpreende pela firmeza dos laços criados ao longo das décadas: Gonzaga
fez parcerias, interpretou e teve discos produzidos por potiguares.
Depois de passar mais de 10 anos como instrumentista, Luiz Gonzaga conseguiu contrato para se tornar cantor
Matéria completa aqui.
12/12/2012
28/11/2012
Gonzaga, pai e filho
Na tela explodem corações. Na plateia,
lágrimas pela história comovente e canto silencioso pelas belíssimas canções.
Dois talentos da música popular brasileira, que a vida juntou pelo sangue e
desuniu no dia a dia da carreira de um e do crescimento do outro. Desencontros
familiares levados ao extremo.
Um
era o Luiz Gonzaga, ídolo maior de gerações de brasileiros. Este, quando as
astúcias cruéis do mercado acenavam com o ostracismo, teve as mãos do filho
para trazê-lo de volta aos palcos com o nome de Gonzagão para contrastar com o
filho, Gonzaguinha. Para voltar a ser considerado grande teve que se unir ao
moleque.
O Luizinho eu
conheci, lá pelos idos de 1968, batendo na porta de um apartamento em
Copacabana. Queria falar com o Milton Nascimento para lhe pedir que cantasse
sua música, O trem, num festival estudantil da antiga TV Tupi. Mas o Milton
estava em Minas por alguns dias. Eu e a namorada passávamos um tempo no pequeno
apartamento da Travessa Angrense. Depois de três tentativas ele desistiu e
resolveu cantar ele mesmo a canção. Assisti pela televisão à sua vitória e ao
início de seu sucesso.
Os
anos se passaram e nos tornamos amigos absolutos. Morou primeiro em minha casa,
na Cachoeirinha, já com intenção de morar em Minas. Depois, com a companheira
mineira, fez sua própria casa, lugar de encontro, por 10 anos, de muitos amigos
da vida cultural de Belo Horizonte. Na cozinha de minha casa, sentávamos ele,
eu e minha mulher em uma pequena mesa de pequenas cadeiras, de minhas filhas, e
passávamos horas em conversas sobre o mundo, o Brasil, a vida e tudo o mais.
Assisti ao constante aprimoramento de sua
delicadeza. Sua história era repleta de mágoas, injustiças. Mas ele guardou bem
o amor e a generosidade de Dina e Xavier, que o criaram no Morro de São Carlos.
Foi tecendo aos poucos sua obra original, conquistou multidões, embalou
corações.
Ao mesmo tempo, foi costurando a abertura
do livro de sua vida, começando por gravar uma série de diálogos ásperos e
elucidadores com o pai Gonzaga. Romperam-se todos os diques e, sem nenhuma
psicanálise, foram os dois compondo um acerto de contas com o passado comum.
Das trevas do desentendimento foram
surgindo pequenas luzes de compreensão, de respeito, peitos abertos para o que
viesse. E o que veio foi a união dos dois diante de um tempo novo. E os dois
cantaram juntos a canção imortal de brasilidade e beleza. E o povo cantou com
eles: é a vida, é a vida, é a vida. Minha vida é andar por esse país pra ver se
um dia me encontro feliz.
Obrigatório
assistir ao filme Gonzaga, de pai para filho.
Fernando
Brant, in Caderno EM
Cultura - Jornal Estado de Minas - 28/11/2012
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)