Paulo Freire, em Pedagogia da autonomia — Saberes necessários à prática educativa
13/07/2026
Primeiras palavras
29/01/2026
Educação pobre
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
24/09/2024
Educação pobre
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
01/08/2024
Anatomia x erotismo
O professor ensina a anatomia do mundo. O educador ensina a erótica do mundo. O educador quer acordar a anatomia erótica do corpo: “o máximo de sabor possível”. O objeto do educador é o corpo do aluno. Ele deseja produzir um corpo que saiba sentir prazer e alegria. “Os saberes – que os professores ensinam – nos dão meios para viver. Os sabores – que os educadores ensinam – nos dão razões para viver.”
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
26/07/2024
A educação, a felicidade e o sonho
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
05/07/2024
Os sabores da educação
O educador é cozinheiro que deseja iniciar o seu discípulo nos sabores do mundo – sabores que podem ser a contemplação da simetria de uma teia de aranha, o conhecimento do movimento dos planetas, a habilidade para resolver um problema teórico ou prático, a beleza de As quatro estações. O objetivo final da educação, assim, não é a produção e transmissão de saberes. Esses são apenas meios necessários. É a criação de um corpo sábio, isto é, capaz de distinguir, discriminar, separar o digno de ser degustado, aprovado, do indigno de ser degustado, re-provado.
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
29/06/2024
Descobridor de novos mares
Ensinar a pesquisar: essa é uma das grandes alegrias do professor, somente comparável à do pai que vê o filho partindo sozinho, como pássaro jovem que, pela primeira vez, se lança sobre o vazio com suas próprias asas. O professor vê o discípulo partindo para o desconhecido, para voltar com os mapas que ele mesmo irá fazer, de um mar onde ninguém mais esteve. É isso que deve ser uma pesquisa e uma tese: uma aventura por um mar que ninguém mais conhece.
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
23/06/2024
12/06/2024
Saberes
Minha filosofia da educação pode ser resumida assim: o objetivo da educação é aumentar as possibilidades de prazer e alegria. Os professores começam por ensinar saberes. O ensino dos saberes é a transmissão de uma herança. Os velhos ensinam saberes para que os jovens possam começar a navegar a partir do porto onde eles chegaram. O que, para os velhos, foi porto de chegada, será para os jovens porto de partida: para que possam ir além deles mesmos. Vem, então, a hora de ensinar os saberes não sabidos: “Mas vem em seguida outra, em que se ensina o que não se sabe”. Mas como é possível ensinar saberes que não sei? O navegador voltou de suas viagens trazendo nas mãos os mapas que desenhara nos mares onde navegara. Mapas são metáforas do mundo dos saberes. São úteis. Neles encontramos as rotas a serem seguidas, caso deseje. Chegam os alunos. Desejam aprender os mares do mundo. O professor lhes mostra os seus mapas e fala sobre aquilo que sabe. Os alunos aprendem. Mas, de repente, um aluno inquieto aponta para um vazio indefinido, sem contornos, no mapa. “Qual é o nome daquele mar?”, ele pergunta. O professor responde: “O nome daquele mar eu não sei. Nunca fui lá. Não o naveguei. Não o conheço. Por isso, nada tenho a dizer. É mar desconhecido, por navegar. Mas, com o que sei sobre os outros mares, vou lhe ensinar a se aventurar por mares desconhecidos: essa é a aventura suprema. Para isso nascemos”.
Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba
05/05/2024
Aos líderes de comunidades
Rubem Alves, in Ostra feliz não faz pérola
12/03/2024
Ver
Walt Whitman assim descreveu suas primeiras experiências na escola: “Ao começar meus estudos me agradou tanto o passo inicial, a simples conscientização dos fatos, as formas, o poder de movimento, o mais pequeno inseto ou animal, os sentidos, o dom de ver, o amor – o passo inicial, torno a dizer, me assustou tanto, e me agradou tanto, que não foi fácil para mim passar e não foi fácil seguir adiante, pois eu teria querido ficar ali flanando o tempo todo, cantando aquilo em cânticos extasiados...”.
Rubem Alves, in Ostra feliz não faz pérola
14/08/2023
13/08/2023
09/06/2021
Ser professor nos tempos do cólera
Ruth Manus, in Um dia ainda vamos rir de tudo isso



