Mostrando postagens com marcador grafitte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grafitte. Mostrar todas as postagens

16/02/2013

Brasil ocupa lugar de honra em exposição parisiense dedicada ao grafite

A exposição "Grafite, quadros de mestres" reúne cerca de 60 quadros de artistas de grafite de Brasil, França e Estados Unidos

Grafite de Nunca

Apesar de alguns compararem a arte do grafite ao vandalismo do espaço urbano, as pinturas murais com aerossóis e as "tags" (assinaturas) são consideradas cada vez mais uma forma artística de vanguarda, sugere uma exposição em Paris que põe o Brasil em lugar de honra.
A exposição "Grafite, quadros de mestres" foi aberta ao público nesta sexta-feira no Palácio de Tóquio, em Paris, e reúne cerca de 60 quadros de artistas de grafite de Brasil, França e Estados Unidos, que serão leiloados na noite de segunda-feira em prol da associação SOS Racismo.
Os artistas brasileiros, país que ganhou fama internacional pela riqueza e diversidade de seu grafite, são os convidados de honra nesta exposição, que reúne alguns dos pioneiros desta arte. O grafite nasceu nos vagões dos metrôs de Nova York e, paulatinamente, ganhou espaços nos museus das grandes capitais.
O curador da mostra, Alain Dominique Galliza, um apaixonado por esta arte, disse à AFP que a estrela desta exposição é a obra do brasileiro Nunca, que "embelezou" duas partes do muro de Berlim. Para Galliza, o grafite é uma arte que tem códigos e uma linguagem específica, diferenciando os elaborados murais dos "tags" (as assinaturas) e das caligrafias.
A obra do brasileiro Nunca, que está estimada entre 250.000 e 350.000 euros, será leiloada na segunda-feira pela associação Pierre Verger, em prol do trabalho que desenvolve o SOS Racismo para ajudar às crianças de camadas desfavorecidas.
Do Brasil viajaram também Tinho, Pixação e Herbert Baglione, que deixaram sua marca nos muros de São Paulo.
Esses artistas, que estão entre os mais destacados autores desta arte urbana brasileira, vão pintar no sábado pela manhã um mural no bairro XIII de Paris, que há alguns anos tem uma rica cena de grafite.
O ex-jogador de futebol brasileiro Raí, que tem uma fundação no Brasil para ajudar crianças e jovens mais pobres a ter acesso à educação, chegou a Paris nesta sexta-feira, para assistir à performance dos artistas brasileiros, informaram os organizadores.
Entre os pioneiros nova-iorquinos presentes na mostra estão Crash, Sonic, Snake, Lady Pink, Bando, Seen, Taki 183, Duro, Blade, Revolt e Quik.
Participam também da exposição algumas lendas francesas, como ASH, Chaze, Spirit, Kongo, Swen, Lazoo, Shuck One, Skki e Shuck, que é gratuita e espera atrair dezenas de milhares de visitantes entre sexta-feira e domingo.
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br, de 15/02/2013

26/12/2012

A brilhante arte subversiva de Banksy

Quem disse que é preciso ser famoso para fazer sucesso? Apesar do aparente paradoxo, o grafiteiro Banksy se encaixa no perfil de artista que todo mundo conhece, mas ninguém sabe exatamente quem é. Seus grafites e intervenções urbanas são internacionalmente notórias, mas até hoje sua real identidade permanece em segredo.
Autor de diversas obras carregadas de críticas ao modelo capitalista (e da pra perceber que ele possui uma “amor” especial pelos EUA), à guerra e à desigualdade, seu anonimato torna-se compreensível na proporção de sua criatividade.



A começar pela sua especialidade, o grafite, que por si só representa a quebra da ordem na sociedade civilizada: se faz em lugares pouco propícios, retrata o inconsciente coletivo e cada vez mais - seja como forma de expressão artística, de denúncia social ou de ambos os aspectos - se solidifica como parte do cenário urbano.
Tal cenário é a principal tela de pintura de Banksy, que se apropria desde pequenas fendas nos muros de becos londrinos até visíveis fachadas de construções abandonadas. Mas o melhor é que sua arte-denuncia não se restringe ao desenho: suas ideias também são representadas em forma de esculturas, distribuídas até nos lugares mais improváveis (como quando ele colocou uma réplica de um guerreiro de Guantánamo em um dos parque de diversão da Disney, em 2006).







banksy2


Além de seu talento artístico e criativo, as obras de Banksy possuem aquela válvula de escape para elementos da sociedade com os quais convivemos - e ao mesmo tempo detestamos. É como se o “proibido” de repente tivesse assumido criativamente diferentes formas. Suas gravuras chocam pelo teor de realista, mas ao mesmo tempo transmitem a graça que qualquer obra de arte proporciona àqueles que a admiram bem de perto. Com aquele toque a mais de crítica, é claro.
Texto de Nathalie Bonome, in avantecultura.blogspot.com.br