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31/08/2015

O Teatro Mágico - Partilha



Quem vem lá
Que em mim se alastra
Quem vem lá
Partilhar.

Restaura a pedra do peito
A luz, o lamento, a sombra
Volta tal qual
Chuvas de Janeiro
Silêncio, anseio, som e eu
Quem vem lá.

Gigante, miúda, me reanima
Liberta o instante, revigora.

Se o acaso nos distanciar
E a sorte nos fechar a porta
Releve o que não importar
Vai, dê meia-volta e volta

Coração pulsa por saber
Almeja ser razão e ser capaz
Permita experimentar
A soma de você comigo é mais.

14/08/2015

O Teatro Mágico - Quando a Fé Ruge



Se é na sutileza,
Que reside a exuberância.
Busco ressonância,
...nos ideais do amor.
Liquidificaram,
As relações da lida.
Não há mais-valia
Há agonia, há temor.

Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!

Nossa emancipação!
Nossa emancipação!

Parece que enferrujou,
A bala perdida que me alcança
A ferradura que me calça,
A alça, a lança tranca,
A resistência necessária

Oxidou,
A ponte, a fonte,
A chance de fundir o que rachou
E difundir pra gerações
A demanda do mundo é amar!

Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!

Nossa emancipação!
Nossa emancipação!

Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!

12/11/2012

Os opostos se distraem, os dispostos se atraem

De ontem em diante serei o que sou no instante agora.
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa,
sem a ideia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas, separadas pelo canto de um galo velho.
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho, do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro:
O antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro.
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches é minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria.
Meu banho no tanque é lavar carro com mangueira.
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã... Hoje, eu quero a fruta inteira.
E da fruta eu tiro a polpa, da puta eu tiro a roupa.
Da luta não me retiro...
Me atiro do alto e que me atirem no peito!
Da luta não me retiro...
Por que todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras
E das besteiras que fizemos ontem.
Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)