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16/02/2015

Escrever para ninguém e para nada

“Era ser cada dia um trapaceiro cheio de artifícios e às vezes até um assassino sem cadáver nem corpo do delito, cujos únicos vestígios resultavam em apenas algo menos do que ilegíveis – páginas e páginas de uma caligrafia tão falsamente recatada que se esforçava em não dizer o que dizia. Escrever para ninguém e para nada: foi assim que aprendeu a tornar-se invisível.”
Xavier Velasco, in Diabo Guardião

09/02/2015

Saber e sentir

“Sou a última pessoa autorizada a andar dizendo o que eu sinto e o que eu não sinto. Saber e sentir são coisas diferentes. Quando se sente, não se sabe, e quando se sabe, e quando você acredita que sabe, já deixou de sentir. Ou se sente outra coisa, o que dá no mesmo, porque na verdade você continua sem tomar conhecimento.”
Xavier Velasco, in Diabo Guardião