Saudade (1899), de Almeida Júnior
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05/11/2023
O Realismo de Dupré
Julien Dupré (1851-1910), pintor francês, nascido em Paris, é um dos principais representantes do realismo francês na pintura do século XIX.
Dedicou a sua carreira artística à representação das tarefas dos camponeses franceses. A sua obra, juntamente com a de Breton e Millet, teve grande influência no desenvolvimento do tema agrário do realismo socialista, particularmente na União Soviética e na República Popular da China.
Fonte: acesse aqui.
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09/03/2023
16/02/2023
O realismo de Franz Kafka
Quando
visitava uma exposição de pintura francesa numa galeria de Praga,
Franz Kafka ficou diante de várias obras de Picasso,
naturezas-mortas cubistas e alguns quadros pós-cubistas. Estava
acompanhado na ocasião pelo jovem Gustav Janouch, escritor de quem
foi mentor na adolescência e que deixou um dos mais importantes
depoimentos sobre o poeta tcheco — Conversas com Kafka(1).
Janouch comentou que o pintor espanhol distorcia deliberadamente os
seres e as coisas. Kafka respondeu que Picasso não pensava desse
modo: “Ele apenas registra as deformidades que ainda não
penetraram em nossa consciência”. Com uma pontaria de mestre,
acrescentou que “a arte é um espelho que adianta, como um
relógio”, sugerindo que Picasso refletia algo que um dia se
tornaria lugar-comum da percepção — “não as nossas formas, mas
as nossas deformidades”.
A
observação do grande prosador do século XX coincidia, por
antecipação, com a famosa análise de Walter Benjamin, de 1934, no
sentido de que em Kafka “as deformações são precisas”. Isso
não desmente, antes confirma, o senso estético avançado do autor
de Praga, que — para dizer o mínimo — tinha uma noção exata do
que estava fazendo.
Mas
quando alguém bate na tecla do “realismo kafkiano” — que é o
caso dos maiores analistas de sua obra, como Wilhelm Emrich, Günther
Anders, o próprio Benjamin e Theodor Adorno(2) — a reação é de
estranhamento, quando não de descrença. O cavalo de batalha, nessa
hora, é A metamorfose, na qual o ficcionista transforma o
personagem Gregor Samsa, já na primeira linha — onde está
enterrada a chave da interpretação da novela —, num “inseto
monstruoso” (ungeheueres Ungeziefer, que não passa por
“barata” sem agredir brutalmente o original). Já discutimos essa
questão* na Sociedade Brasileira de Psicanálise, por ocasião do
centenário de nascimento de Franz Kafka, ensaio que deve ser
publicado no começo do ano pela revista Literatura e Sociedade,
do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP.
Não vale a pena insistir no tema. É preferível tentar mostrar como
o realismo kafkiano (sem dúvida “problemático”, uma vez que
colide com a expectativa do leitor sobre o que é o realismo —
mimese ou imitação da realidade, para simplificar as coisas) se
materializa num conto incluído no volume Um médico rural.
O
conto — na verdade um poema em prosa — é “Na galeria” (“Auf
der Galerie”) e consta de apenas dois parágrafos. Para as
finalidades desta exposição, eles precisam ser reproduzidos na
íntegra:
Se
alguma amazona frágil e tísica fosse impelida meses sem interrupção
em círculos ao redor do picadeiro sobre o cavalo oscilante diante de
um público infatigável pelo diretor de circo impiedoso de chicote
na mão, sibilando em cima do cavalo, atirando beijos,
equilibrando-se na cintura, e se esse espetáculo prosseguisse pelo
futuro que se vai abrindo à frente sempre cinzento sob o bramido
incessante da orquestra e dos ventiladores, acompanhado pelo aplauso
que se esvai e outra vez se avoluma das mãos que na verdade são
martelos a vapor — talvez então um jovem espectador da galeria
descesse às pressas a longa escada através de todas as filas, se
arrojasse no picadeiro e bradasse o basta! em meio às fanfarras da
orquestra sempre pronta a se ajustar às situações.
Mas
uma vez que não é assim, uma bela dama em branco e vermelho entra
voando por entre as cortinas que os orgulhosos criados de libré
abrem diante dela; o diretor, buscando abnegadamente os seus olhos
respira voltado para ela numa postura de animal fiel; ergue-a
cauteloso sobre o alazão como se fosse a neta amada acima de tudo
que parte para uma viagem perigosa; não consegue se decidir a dar o
sinal com o chicote; afinal dominando-se ele o dá com um estalo;
corre de boca aberta ao lado do cavalo; segue com olhar agudo os
saltos da amazona; mal pode entender sua destreza; procura adverti-la
com exclamações em inglês; furioso exorta os palafreneiros que
seguram os arcos à atenção mais minuciosa; as mãos levantadas,
implora à orquestra para que faça silêncio antes do grande
salto-mortal; finalmente alça a pequena do cavalo trêmulo, beija-a
nas duas faces e não considera suficiente nenhuma homenagem do
público; enquanto ela própria, sustentada por ele, na ponta dos
pés, envolta pela poeira, de braços estendidos, a cabecinha
inclinada para trás, quer partilhar sua felicidade com o circo
inteiro — uma vez que é assim o espectador da galeria apoia o
rosto sobre o parapeito e, afundando na marcha final como num sonho
pesado, chora sem o saber.**
Tanto
o primeiro como o segundo parágrafo têm o mesmo cenário e no fundo
narram o mesmo acontecimento, embora as perspectivas sejam diferentes
e a atmosfera dos dois não seja a mesma. No primeiro, a atividade
circense da “amazona” se dá sob a coação de um chefe
impiedoso e de um público infatigável; no segundo, é apresentado
um espetáculo edificante de destreza artística de uma cavaleira
jovem e bela, bafejada pela sorte, pelo amor abnegado do diretor
e pelas homenagens do público.
A
leitura indica que no primeiro movimento do conto-poema é aventada a
possibilidade de um espectador da galeria interromper, por meio de
uma intervenção física, esse show infernal. No segundo,
porém, o mesmo espectador não se mostra satisfeito (nem feliz) com
o que se desenvolve no picadeiro; pelo contrário, ele desvia o olhar
da arena e chora sobre o parapeito da galeria.
Esse
comportamento contraditório do espectador só parece incompreensível
na medida em que o leitor não consegue atribuir um sentido
aos matizes do entrecho. Tudo indica que ele só pode se aproximar da
explicação se relacionar o conteúdo do que é narrado com o
recorte concreto da composição. Pois é apenas nesse momento que se
manifesta o teor de verdade estético-crítico da peça.
Em
relação à forma verbal do texto, a primeira impressão que
se tem é a de sua disposição em duas camadas solidárias e opostas
que, no caso, correspondem ao conteúdo duplamente articulado do
texto. A partir desse reconhecimento, é possível examinar os traços
que coincidem e discrepam uns dos outros.
Os
dois longos períodos que compõem os parágrafos têm uma construção
praticamente idêntica, uma vez que ambos consistem — os termos
aqui usados são obviamente um empréstimo — de uma premissa,
ou parte introdutória minuciosa, e de uma conclusão, ou
parte final, sintética e separada da primeira por um travessão. Na
premissa de cada parágrafo, o assunto de que se trata é o que
ocorre no picadeiro, e na conclusão o tema é o comportamento do
espectador da galeria.
Entretanto,
ao passo que o primeiro parágrafo tem um caráter hipotético,
possível mas não factual, dado pela conjunção “se”, pelo
indefinido “alguma” (irgendeine, “uma qualquer”), pelo
verbo no subjuntivo — que em alemão, tanto quanto em português,
designa mais a “irrealidade” do que o “real” — e pelo
“talvez” da conclusão ou parte final, o segundo parágrafo,
veiculado no modo indicativo (ou da “realidade” consensual),
começa com a declaração categórica “mas uma vez que não é
assim”, que desautoriza tudo o que foi dito antes no primeiro.
Portanto,
o segundo parágrafo entra em movimento com uma definição —
que vai receber o reforço de uma repetição no início da
parte final ou conclusão. O gerúndio como preferência verbal do
autor escora essa afirmação. É visível que a principal
característica do primeiro parágrafo é seu emprego abundante:
“sibilando sobre o cavalo”, “atirando beijos”,
“equilibrando-se na cintura” etc. Sabe-se que esse tempo do verbo
(pouco usado em alemão) tem a faculdade de exprimir algo não
acabado, aberto, flutuante — “irreal” — que aponta para outra
direção.3 É a vocação do gerúndio que potencia o aspecto de
irrealidade expresso pelo subjuntivo. (Vale lembrar que, para alguns
especialistas, Kafka desrealiza o real e realiza o irreal — mas é
justamente aí que ele desmascara a ideologia, visto que esta,
enquanto fachada, tende a contrabandear a aparência como realidade.)
Voltando
ao conto: em contraste com o primeiro, o segundo parágrafo só
aparece no modo indicativo, que é o espaço afirmativo da
realidade. Mas não só isso como também se caracteriza por
particípios passados, adjetivos, e não por gerúndios. Uma das
exceções é representada pela conclusão, na qual se anuncia —
agora em relação ao espectador da galeria e não ao que evolui no
picadeiro — que ele “apoia o rosto no parapeito, afundando
na marcha final como num sonho pesado” etc. Nessa frase, como o que
se observou na parte introdutória do primeiro parágrafo, o gerúndio
fortalece a tendência do subjuntivo para o reino aberto do não real
e do “sonho”(4).
A
articulação sintática dos dois parágrafos mantém estreita
relação com o ritmo dos períodos, marcado pela pontuação.
Mais especificamente: os ingredientes verbais da primeira premissa
estão separados, no máximo, por vírgulas, e os da segunda, quase
todos, por ponto e vírgula. Essa circunstância assinala que a
leitura interessada no sentido da segunda premissa exige pausas mais
longas para o encadeamento temporal de suas imagens. Assim é que no
primeiro parágrafo a “corrida” do período — que diagrama a
corrida da amazona na arena — tem a gesticulação verbal de uma
marcha irresistível, que vai em frente, como se os
acontecimentos narrados fossem quase simultâneos. Prova disso é a
existência, aqui, do advérbio “finalmente”, que sugere não um
encavalamento, mas uma sequência particularmente rápida.
Em
suma, o ritmo irresistível e flutuante da primeira premissa
contrasta com o que há de segmentado e “truncado” na segunda.
Mas é exatamente o oposto que sucede na conclusão das duas
passagens — a ponto de alguém imaginar que Kafka as trocou de
lugar por algum motivo. Pois a conclusão da primeira premissa está
como que cortada ao meio pela exclamação “basta!”, e a da
segunda desliza sem tropeços até o fim.
Na
dialética armada pelo texto, porém — ou na tática de inversão
típica de Kafka —, o mundo real, o mundo propriamente
dito, se manifesta na hipótese do primeiro parágrafo. Veja-se
que nela o narrador não nomeado, à la Flaubert, afirma que
as mãos são, na verdade, “martelos a vapor”
(bate-estacas). É por meio dessa metáfora violenta que a realidade
do segundo parágrafo é abalada, suspensa ou negada pela irrealidade
apresentada no subjuntivo do primeiro, pois as mãos que batem palmas
não são propriamente, na verdade, martelos a vapor.
Além
disso, é nesse primeiro parágrafo do conto que se abre o campo para
a técnica, assinalada pelo bramido dos ventiladores e pelo
ruído das fanfarras. É possível que ela se infiltre até na
maneira como a amazona fica entregue à lei impiedosa de um mecanismo
impessoal: “durante meses sem interrupção” ela permanece
girando — como a cavaleira no quadro Le Cirque, de Georges
Seurat, que Kafka certamente viu, no Louvre, numa de suas duas únicas
viagens a Paris — “pelo futuro cinzento que adiante se abre sem
parar”. Esse inferno do movimento automático e incessante é
sustentado pelo ritmo da premissa do primeiro parágrafo, que
também não sofre interrupção.
Seja
como for, a evolução verbal e as imagens do segundo parágrafo
despertam no leitor, por meio da submissão canina e do
sentimentalismo cor-de-rosa do diretor, a impressão de algo falso e
inautêntico: “Uma bela dama em branco e vermelho entra voando por
entre as cortinas que os orgulhosos criados de libré abrem diante
dela” — enquanto o diretor, que busca abnegadamente seus olhos,
suspira ao seu encontro e ergue-a cuidadosamente, como se ela fosse a
neta amada acima de tudo, que parte para uma viagem perigosa etc.
Não
é exagero dizer que muita coisa aqui lembra as apresentações
suntuosas e ordinárias dos auditórios de tevê dominados tanto
pelas câmeras e refletores como pelas divas da mídia, que
caem como uma luva nesse deletério “paraíso artificial”. A esta
altura é plausível arrematar que os dois parágrafos, integrados
num regime de oposição, só se iluminam quando confrontados um com
o outro, já que é da montagem de ambos que pode sair, como
de um casulo, o sentido da narrativa.
Um
passo adiante, se o leitor é capaz de vislumbrar, no mundo do circo,
um símile do próprio mundo em que vive, então a realidade
“propriamente dita” do primeiro parágrafo, em comparação
com a realidade “aparente” do segundo, expõe sibilinamente a
ferida da alienação contemporânea, vincada pelo atropelo e
crueldade que ou não são captados pelo público (pois é dele o
ponto de vista de tudo) ou então se veem despachados com um
artifício que nada tem a ver com a verdade e que por isso mesmo
invoca, aqui, o modo subjuntivo da irrealidade. “O gênero humano/
não pode suportar tanta realidade”(5), escreve T. S. Eliot. Seria
possível até assumir que, neste caso, se trata de uma Grande Recusa
de caráter regressivo.
É
viável, ainda, supor que a imagem do circo kafkiano aponta para o
mundo da arte (no original, a palavra “amazona” ou “artista a
cavalo” é designada pelo composto Kunstreiterin. Kunst
significa “arte” e reiterin, “cavaleira”). Dentro
desse quadro a figura “frágil” e “tísica”, vista pelo
público (que a rejeita), pode representar a atividade artística,
que prefere o imaginário ao que é falso. A atitude básica do
público, aliás, se distingue pela falta de “visão” (que o
espectador da galeria tem, do seu lugar privilegiado no alto do
circo) — tanto no que diz respeito ao embotamento como no martelar
mecânico do seu aplauso “bate-estacas”.
Por
outro lado, a realidade “propriamente dita” (na contracorrente do
modo subjuntivo), que informa o primeiro período, é encoberta pela
“aparência” do segundo, que o público-massa não consegue
penetrar (como se disse dos quadros de Picasso) e que, por isso
mesmo, toma como sendo verdadeira. É esse o motivo pelo qual
Kafka usou aqui o modo indicativo. Claro que, por esse prisma, a
miséria aparece forçosamente como felicidade, a fragilidade e a
doença como beleza, a crueldade como cuidado amoroso.
O
único “personagem” que se descola do comportamento do público é
o jovem espectador da galeria. Kafka indica que ele poderia
interromper o desatino que se repete ao infinito na arena do circo.
Mas diante da bela ilusão (ou fantasmagoria, para a teoria
social) que aí prevalece, ele afunda no sono e “chora sem o
saber”. Uma reação como essa torna evidente que ele não é
engolido pelo entusiasmo manipulado (e aceito pela multidão), mas
sim tocado pela tragédia anônima da amazona proletária, embora já
não tenha forças nem para enfrentar a própria sensibilidade diante
do que sabe que é feroz e veraz.
A
conclusão do primeiro parágrafo, por sinal, diz que ele “talvez”
se arrojasse ao picadeiro e bradasse o basta! àquele show de
degradação. Se não o faz, é porque é incapaz de impedir o
sofrimento do mundo reificado, que esconde a verdade atrás de uma
fachada que a “imitação” muitas vezes duplica para não
“deformar”.
Mas
o autor-narrador está empenhado em abrir os olhos do leitor para o
que interessa, dando-lhe a medida de sua responsabilidade e para que
grite o basta! no picadeiro em que o mundo-espetáculo se
transformou e se consolida. Com certeza é nisso que residem o
realismo de Kafka e sua capacidade de intervenção: ele mostra,
no próprio corpo de obras-primas como essa, as coisas como elas são
e as coisas como elas são percebidas pelo olhar alienado.
Evidentemente
não se trata do realismo dos grandes mestres do século XIX, embora
Kafka se considerasse “parente de sangue” de Flaubert e Kleist. O
século XX já era um outro mundo, e os moldes de um Balzac ou de um
Tolstói, por exemplo, não podiam dar conta dele, sob pena de um
acomodado anacronismo estético-histórico. Sendo assim, era preciso
criar novos modos de olhar e narrar, e Kafka criou o dele —
inconfundível —, que, por ser novo e renovador, aberto às
ocorrências que surgiam em estado de casulo, causou espanto e
estranheza quando foi chamado de “realista”.
Notas:
1.
Janouch, g. Conversas com Kafka. Trad. Celina Luz. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1983.
2.
Emrich, w. Franz Kafka, a Critical Study of his writings. New York:
Frederic Ungar Publ. Co., 1968; anders, g. Kafka: pró e contra.
Tradução e posfácio de Modesto Carone. São Paulo: Cosacnaify,
2007; adorno, t. w. “Anotações sobre Kafka”. In: Prismas —
crítica cultural e sociedade. Trad. A. Wernet e J. de Almeida. São
Paulo: Ática, 1998; e idem. “Posição do narrador no romance
contemporâneo”. In: Notas de literatura I. Trad. J. de Almeida.
São Paulo: Duas Cidades/Ed. 34, 2003.
3.
Cf. Cunha, Celso. Nova gramática do português contemporâneo. 2ª
ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p. 481: “O aspecto
inacabado do gerúndio permite-lhe exprimir a ideia de progressão
infinita, naturalmente mais acentuado se a forma vier repetida”.
4.
Ibidem, p. 453: “Quando nos servimos do modo indicativo,
consideramos o fato expresso como certo, real, seja no presente, seja
no passado, seja no futuro. Ao empregarmos o modo subjuntivo, é
completamente diversa a nossa atitude. Encaramos então a existência
do fato como uma coisa incerta, duvidosa, ou, mesmo, irreal”. Cf.
também a nota anterior.
5.
“Quatro quartetos”. In: Poemas. Trad. Ivan Junqueira. 4ª ed. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 200.
**kafka,
f. Um médico rural [Ein Landarzt]. Trad. Modesto Carone. 2ª reimpr.
São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 22-3.
Modesto Carone, in Lição de Kafka
17/01/2023
A Arte Realista com indígenas de Jeremy Winborg
Jeremy
Winborg, n. 1979, Salt Lake City, UT (Estados Unidos). Ele é mais
conhecido por seu trabalho figurativo de temas nativos americanos que
misturam realismo com fundos abstratos. Winborg tem paixão por criar
arte desde criança.
Ele
cresceu em Utah trabalhando em um estúdio de arte ao lado de seu
pai, que era ilustrador. Winborg começou a receber prêmios e
homenagens ainda jovem. “Ser artista foi a única profissão que
considerei quando estava crescendo.”
Winborg
foi inspirado a começar a pintar figuras nativas americanas quando
sua sobrinha Navajo, Layla, nasceu. Seu trabalho é focado na criação
de peças nativas americanas que preservam um pouco da história em
cada tela. Suas pinturas apresentam nativos americanos vestidos com
roupas tradicionais e autênticas, com foco em ser historicamente
precisos.
Winborg
é conhecido por suas pinceladas ousadas e trabalho com facas de
paletes em seus fundos interessantes e coloridos. Ele gosta da
justaposição de retratos realistas e fundos abstratos e soltos:
“Gosto de enlouquecer com meus planos de fundo. Os fundos abstratos
são emocionantes de se ver e há uma tranquilidade nas figuras e
rostos onde seus olhos podem descansar.”
Winborg
e sua esposa, Danielle, fizeram de Cache Valley, Utah, sua casa. Eles
moram lá com seus cinco filhos. Winborg gosta do ar livre. Pesca com
mosca, escalada e fotografar belas paisagens são seus passatempos
favoritos quando não está pintando.
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