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25/04/2020
28/04/2013
O universo lírico do cordel é retratado em documentário
O
documentário “Cordelíricas Nordestinas” foi lançado ontem em Mossoró, durante a
programação de abertura do projeto “Estação do Repente”, na Estação das Artes
Elizeu Ventania, às 20h. Produzido pelo coletivo Caminhos
Comunicação & Cultura, o documentário retrata a poesia popular, reunindo
depoimentos de poetas e pesquisadores sobre os aspectos e a história do Cordel.
O cordelista
Antônio Francisco conduz momentos da narrativa
Com
aproximadamente 50 minutos de duração, o documentário destaca a figura do poeta
sertanejo e os diversos elementos que compõem a Literatura de Cordel, em uma
espécie de passeio poético. Guiando essa jornada, estão o poeta mossoroense
Antônio Francisco, um dos cordelistas de grande destaque no Nordeste, e o poeta
Crispiniano Neto, que escreve versos há cerca de 20 anos.
A
tradição do cordel, as normas técnicas, a métrica, a poética, as xilogravuras,
entre outros aspectos são evidenciados através de depoimentos de cordelistas e
também de pesquisadores da cultura popular com foco no cordel nordestino.
Para
o projeto, foram entrevistados mais de 30 nomes representativos do cordel do
Rio Grande do Norte e de outros estados nordestinos. Entre eles, os paraibanos
Medeiros Braga, cordelista que publicou vários livros e mais de 80 títulos em
cordel, e o escritor Bráulio Tavares, que além de compositor, também é
cordelista e pesquisador dessa arte.
A
equipe também ouviu repentistas, com destaque para o pernambucano José Edinaldo
dos Santos, mais conhecido como o Ceguinho Aboiador.
Além
de Natal e Mossoró, a equipe realizou filmagens nos municípios de Parnamirim,
Acari, Serra do Mel, Sítio Novo, Caraúbas, Santa Cruz e Venha-Ver.
O documentário Cordelíricas Nordestinas
foi financiado com recursos do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do
Ministério da Cultura, na edição 2010, que homenageia o poeta Patativa do
Assaré.
Fonte: www.tribunadonorte.com.br
07/12/2011
19/11/2011
O Rapadura Cult celebra o Dia do Cordelista
A data foi criada em homenagem ao pioneiro Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865.
Fonte: Besta Fubana

Para saber como termina essa estória, clique aqui.
Na cidade de Macaé
Antigamente existia
Um duque velho invejoso
Que nada o satisfazia
Desejava possuir
Todo objeto que via.
Antigamente existia
Um duque velho invejoso
Que nada o satisfazia
Desejava possuir
Todo objeto que via.
Esse duque era compadre
De um pobre muito atrasado
Que morava em sua terra
Num rancho todo estragado
Sustentava seus filhinhos
Na vida de alugado.
De um pobre muito atrasado
Que morava em sua terra
Num rancho todo estragado
Sustentava seus filhinhos
Na vida de alugado.
Se vendo o compadre pobre
Naquela vida privada
Foi trabalhar nos engenhos
Longe da sua morada
Na volta trouxe um cavalo
Que não servia pra nada.
Naquela vida privada
Foi trabalhar nos engenhos
Longe da sua morada
Na volta trouxe um cavalo
Que não servia pra nada.
Disse o pobre à mulher:
- Como havemos de passar?
O cavalo é magro e velho
Não pode mais trabalhar
Vamos inventar um "quengo"
Pra ver se o querem comprar.
- Como havemos de passar?
O cavalo é magro e velho
Não pode mais trabalhar
Vamos inventar um "quengo"
Pra ver se o querem comprar.
Foi na venda e de lá trouxe
Três moedas de cruzado
Sem dizer nada a ninguém
Para não ser censurado
No fiofó do cavalo
Foi o dinheiro guardado.
Três moedas de cruzado
Sem dizer nada a ninguém
Para não ser censurado
No fiofó do cavalo
Foi o dinheiro guardado.
Do fiofó do cavalo
Ele fez um mealheiro
Saiu dizendo: - Sou rico!
Inda mais que um fazendeiro,
Porque possuo o cavalo
Que só defeca dinheiro.
Ele fez um mealheiro
Saiu dizendo: - Sou rico!
Inda mais que um fazendeiro,
Porque possuo o cavalo
Que só defeca dinheiro.
Quando o duque velho soube
Que ele tinha esse cavalo
Disse pra velha duquesa:
- Amanhã vou visitá-lo
Se o animal for assim
Faço o jeito de comprá-lo!
Disse pra velha duquesa:
- Amanhã vou visitá-lo
Se o animal for assim
Faço o jeito de comprá-lo!
06/04/2011
O Poeta tem Razão
Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.
E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.
O juazeiro, seu moço,
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito da independência
Do sertanejo que luta
Na frente da Emergência.
Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão.
É hotel de retirante
Que anda de pé no chão,
O general da caatinga
E o vigia do sertão.
Vinha eu de Canindé
Com sono e muito cansado
Quando vi...
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.
E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.
O juazeiro, seu moço,
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito da independência
Do sertanejo que luta
Na frente da Emergência.
Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão.
É hotel de retirante
Que anda de pé no chão,
O general da caatinga
E o vigia do sertão.
Vinha eu de Canindé
Com sono e muito cansado
Quando vi...
Para saber o que o Poeta Antônio Francisco viu, leiam a continuidade dessa grande Saga no livro Os Animais Têm Razão (transcrição autorizada pelo autor).
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