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28/04/2013

O universo lírico do cordel é retratado em documentário

O documentário “Cordelíricas Nordestinas” foi lançado ontem em Mossoró, durante a programação de abertura do projeto “Estação do Repente”, na Estação das Artes Elizeu Ventania, às 20h.  Produzido pelo coletivo Caminhos Comunicação & Cultura, o documentário retrata a poesia popular, reunindo depoimentos de poetas e pesquisadores sobre os aspectos e a história do Cordel.

O cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativa
O cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativa

Com aproximadamente 50 minutos de duração, o documentário destaca a figura do poeta sertanejo e os diversos elementos que compõem a Literatura de Cordel, em uma espécie de passeio poético. Guiando essa jornada, estão o poeta mossoroense Antônio Francisco, um dos cordelistas de grande destaque no Nordeste, e o poeta Crispiniano Neto, que escreve versos há cerca de 20 anos.
A tradição do cordel, as normas técnicas, a métrica, a poética, as xilogravuras, entre outros aspectos são evidenciados através de depoimentos de cordelistas e também de pesquisadores da cultura popular com foco no cordel nordestino.
Para o projeto, foram entrevistados mais de 30 nomes representativos do cordel do Rio Grande do Norte e de outros estados nordestinos. Entre eles, os paraibanos Medeiros Braga, cordelista que publicou vários livros e mais de 80 títulos em cordel, e o escritor Bráulio Tavares, que além de compositor, também é cordelista e pesquisador dessa arte.
A equipe também ouviu repentistas, com destaque para o pernambucano José Edinaldo dos Santos, mais conhecido como o   Ceguinho Aboiador.
Além de Natal e Mossoró, a equipe realizou filmagens nos municípios de Parnamirim, Acari, Serra do Mel, Sítio Novo, Caraúbas, Santa Cruz e Venha-Ver.
O documentário Cordelíricas Nordestinas foi financiado com recursos do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura, na edição 2010, que homenageia o poeta Patativa do Assaré.
Fonte: www.tribunadonorte.com.br

19/11/2011

O Rapadura Cult celebra o Dia do Cordelista


A data foi criada em homenagem ao pioneiro Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865.

Fonte: Besta Fubana




Na cidade de Macaé 
Antigamente existia 
Um duque velho invejoso 
Que nada o satisfazia 
Desejava possuir 
Todo objeto que via.

Esse duque era compadre 
De um pobre muito atrasado 
Que morava em sua terra 
Num rancho todo estragado 
Sustentava seus filhinhos 
Na vida de alugado.

Se vendo o compadre pobre 
Naquela vida privada 
Foi trabalhar nos engenhos 
Longe da sua morada 
Na volta trouxe um cavalo 
Que não servia pra nada.

Disse o pobre à mulher: 
- Como havemos de passar? 
O cavalo é magro e velho 
Não pode mais trabalhar 
Vamos inventar um "quengo" 
Pra ver se o querem comprar.

Foi na venda e de lá trouxe 
Três moedas de cruzado 
Sem dizer nada a ninguém 
Para não ser censurado 
No fiofó do cavalo 
Foi o dinheiro guardado.

Do fiofó do cavalo 
Ele fez um mealheiro 
Saiu dizendo: - Sou rico! 
Inda mais que um fazendeiro, 
Porque possuo o cavalo 
Que só defeca dinheiro.

Quando o duque velho soube 
Que ele tinha esse cavalo 
Disse pra velha duquesa: 
- Amanhã vou visitá-lo 
Se o animal for assim 
Faço o jeito de comprá-lo!

Para saber como termina essa estória, clique aqui.

06/04/2011

O Poeta tem Razão

Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.


E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.


O juazeiro, seu moço,
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito da independência
Do sertanejo que luta
Na frente da Emergência.


Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão. 
É hotel de retirante
Que anda de pé no chão,
O general da caatinga
E o vigia do sertão.


Vinha eu de Canindé
Com sono e muito cansado
Quando vi...


             Para saber o que o Poeta Antônio Francisco viu, leiam a continuidade dessa grande Saga no livro Os Animais Têm Razão (transcrição autorizada pelo autor).