Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

27/11/2015

R$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

Crime ambiental no Rio Doce

O poder encolhe os ombros: quando este planeta deixar de ser rentável, mudo-me para outro.”
Eduardo Galeano

20/06/2012

A garota que calou o mundo na ECO Rio92 está de volta

O discurso da garota canadense Severn Suzuki, de apenas 12 anos, alertou os representantes da Eco Rio92 para o males que a humanidade estava cometendo contra a natureza e a Mãe Terra. Será que, após 20 anos desse memorável discurso, os dirigentes ainda não aprenderam a lição? Quantas Severn Suzuki serão necessárias para reafirmarem os alertas para o Rio+20 e os futuros(!) eventos? (EJB).



Há 20 anos, a canadense Severn Cullis-Suzuki ficou conhecida como "a menina que silenciou o mundo por cinco minutos" por seu discurso feito para delegados e chefes de Estado na Rio 92. Aos 12 anos de idade, conseguiu emocionar os presentes no Riocentro com frases marcantes como "sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm".
Já crescida, com 32 anos, mãe de dois filhos e pós-graduada em etnobotânica, Severn retorna ao Brasil para a Rio+20, e quer mais uma vez a atenção dos chefes de Estado para alertar que desde 1992, quase nada mudou. Antes, na terça-feira (12), em preparação à cúpula da ONU, faz uma palestra na TedXRio+20, realizado no Forte de Copacabana, dentro do projeto Humanidade 2012.
Nas duas oportunidades, a ativista tentará alertar que o mundo não conseguiu superar seus problemas ecológicos existentes há duas décadas, já que os governantes "pensam apenas na incerteza econômica, não na ambiental". Em entrevista ao G1, ela afirma que a população ainda não percebeu o significado da crise ecológica e que "estamos vivendo um novo evento de extinção em massa no planeta".
Sobre ao Brasil, Severn diz que o país tem, na Rio+20, a chance de assumir a liderança ambiental, mesmo, segundo ela, o governo tendo comprometido a Amazônia ao mudar o Código Florestal e autorizar as obras da hidrelétrica de Belo Monte, que considera uma "tragédia para o mundo".
Discurso
Severn conta que seu discurso na Rio 92 ocorreu após convite das Nações Unidas, que tentava reajustar o cronograma das plenárias de chefes de Estado. Ela, que estava no Brasil junto com outros adolescentes da ONG Eco (Environmental Children's Organization, fundada por Severn) foi escolhida para falar aos delegados e utilizou o período de cinco minutos para abordar questões importantes como o buraco na camada de ozônio e o impacto da mudança climática em seu país, o Canadá.


Severn, que se graduou em etnobotânica, com o filho Ganhlaans (Foto: Arquivo pessoal)
Severn, que se formou em Etnobotânica, com o filho Ganhlaans. Foto: arquivo pessoal

"Vi que muitas pessoas choraram após o discurso. Desde então, milhões de pessoas viram o vídeo [que está no YouTube e já teve mais de 23 milhões de acessos]. Ainda recebo correspondências sobre isso, mas 20 anos depois, o que mudou? Ainda procuro provas de que minhas palavras fizeram diferença".
Severn afirma que nas duas décadas que se passaram, a comunicação e a velocidade da informação melhoraram devido à internet. Mas, na perspectiva ecológica, o mundo continua "em sérios apuros". Para ela, "nosso estilo de vida está com prazo estourado e não seremos capazes de sustentá-lo, pois nossos ecossistemas estão no limite".
Ela comenta que a mudança climática é um crime "intergeracional", ou seja, que passará por várias gerações, e se diz envergonhada com a atitude do governo do Canadá ao se retirar do Protocolo de Kyoto, em dezembro de 2011, por não conseguir cumprir as metas de redução de gases de efeito estufa."Estou absolutamente envergonhada. Em 20 anos, meu país deixou de ser um campeão da sustentabilidade para se tornar um retardatário ambiental".
Brasil e Rio+20
Sobre a discussão ambiental no Brasil, Severn diz que empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará, só demonstram que o mundo não valoriza os serviços ambientais da Amazônia. Ela se diz desapontada com o andamento da construção e com mudanças recentes nalegislação ambiental (Código Florestal) que "irão comprometer a floresta devido ao aumento da exploração madeireira"."É o pulmão do mundo e devemos pagar para que a Amazônia permaneça intacta".
Sobre a Rio+20, a canadense afirma que a conferência só conseguirá êxito se os governos deixarem de pensar nas crises econômicas e passarem a planejar uma forma de socorrer o meio ambiente nos mesmos métodos aplicados para socorrer bancos, com a injeção de dinheiro. "Devemos reduzir nossa pegada ecológica e começar a usar a nossa voz."
Questionada sobre qual será o cenário do mundo daqui 20 anos, na Rio+40, Severn foi enfática: "verei isto a partir da próxima semana".
Fonte: www.g1.globo.com

05/05/2012

A ditadura ruralista

Poderíamos também chamá-la "A Ditadura dos Latifundiários"! O fato é que uma minoria que detém privilégios medievais e representa menos de 2% da população brasileira domina o Congresso Nacional, que deveria ser do POVO, caso vivêssemos, de fato, em uma DEMOCRACIA, e determina os destinos de nossa Nação. Isso, diante dos olhos de toda população brasileira, atônita, ignorante e apática! Isso, diante dos olhos do Poder Judiciário, omisso e inoperante, e que deveria ser o baluarte do Estado de Direito e da Democracia.

Desflorestamento.jpg

Falo, é óbvio, da fragorosa derrota da inteligência contra a burrice, da aprovação de um projeto indecente que permitirá a eliminação de 50% da Floresta Amazônica, esse arremedo de código florestal que só beneficia os poderosos, escondidos covardemente em sua máscara de defensores dos pequenos agricultores do Brasil. Falo dessa excrecência legal que anistiará todos os crimes cometidos contra nossa maior riqueza, o Meio Ambiente, que agora estará exposto e vulnerável a novas investidas da motosserra contra o que resta do Cerrado e da Amazônia. Já na expectativa desse assalto, os ruralistas aumentaram, só em Mato Grosso, em 96%, a devastação do pouco que resta naquele estado do Blairo Maggi...
Quem perde nesse "negócio entre iguais" (aqueles que se acham "mais iguais do que os outros") é a Nação Brasileira, é o Povo Brasileiro, são as gerações vindouras, que não terão direito aos recursos naturais que herdamos de nossos pais e que estamos usurpando de nossos filhos! Os estúpidos ruralistas não percebem que esse "tiro no pé" os atingirá também, e muito mais breve do que se imagina... as mudanças climáticas já são evidentes em todo o planeta, e serão aceleradas agora, no momento em que as mais importantes conquistas ambientalistas são jogadas na latrina da História do Brasil.
Justamente no momento em que o Mundo toma consciência do desastre ecológico que se avizinha, no ano em que se realizará no Brasil a "RIO+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável", o Brasil dá esse terrível passo em falso e entra na contramão da História, demonstrando que não somos dignos de nos considerarmos uma Nação Contemporânea, Moderna, comprometida com a preservação da vida no planeta. Demonstramos que somos ainda subdesenvolvidos intelectualmente e não somos dignos de compartilhar da Comunidade Internacional. Todos os esforços diplomáticos para nos alçar à categoria de Nação do Primeiro Mundo, de liderança desse processo único da História, foram definitivamente perdidos.
O mais irônico é que estamos destruindo nosso maior patrimônio: os recursos naturais! Pouquíssimas são as nações que podem se comparar ao Brasil em riquezas naturais: biodiversidade, geodiversidade, solos férteis, água em abundância... e estupidamente querem esses traidores da pátria acabar com tudo e nos transformar em uma imensa terra devastada pela SOJA, pelo GADO, pela CANA DE AÇÚCAR, pelas valas escavadas das montanhas, pelos rios poluídos e mortos, servindo a interesses inconfessáveis dos ruralistas, das mineradoras, das madeireiras e de toda corja de políticos corruptos, seus porta-vozes.
Pois essa ditadura é muito pior do que a DITADURA MILITAR que esfacelou com a sociedade brasileira nos anos 60 e 70 do século passado. Aquela era ideológica, nefasta como todas as ditaduras, mas passou; e o povo brasileiro se recompôs das tragédias, das perdas de vidas humanas. Esta, a Ditadura dos Ruralistas, demonstra que somos incapazes de preservar um estado de direito, de justiça social e de respeito ao cidadão e à Natureza, e seus efeitos serão sentidos para sempre, inexoráveis, irreversíveis...
Apesar de todas as manifestações de intelectuais, ambientalistas, cientistas e especialistas em meio ambiente, o Congresso demonstrou que não é digno do povo que o elegeu, e que o povo não é digno para escolher corretamente os seus representantes. Essa é a falência de nossa parva "democracia" e a ascensão definitiva da classe abastada e ignorante ao poder. Enquanto isso, os abestalhados magnatas do gado e da agroindústria estarão festejando essa Vitória de Pirro, acreditando que o tempo lhes será favorável para usufruir do que nos foi roubado, à luz do dia e dos holofotes da imprensa nanica que temos em nosso país. Nem mesmo os jornalistas são dignos de respeito, pela sua omissão e indiferença.
Que o futuro tenha pena de nós...
João Carlos Figueiredo, in lounge.obviousmag.org

12/03/2012

Pode detonar que Deus recupera


Qualquer pessoa, minimamente perceptiva, que observar a realidade ambiental, haverá de descobrir que esta frágil placenta em torno do planeta, como um líquen envolvendo um rochedo, e que dá sustentação à vida, está passando por um processo de desgaste superior à sua capacidade de regeneração.
Sem o auxílio de equipamentos tecnológicos, nem estudos sistematizados, pode se ver os rios apodrecendo com nossos dejetos. Outros sendo assoreados até perder a calha para virar águas andarilhas, transformando vastas planícies em alagados inúteis. Terras antes férteis sendo levadas por erosões furiosas, cedendo lugar a ravinas que não param de crescer. A dizimação de áreas verdes, a poluição do ar, o calor crescente, as tempestades cada vez mais hostis. Córregos secando, desaparecimento de espécies num ritmo cada vez mais embalado. Tudo isso testemunha um desastre anunciado.
É possível também constatar, ou pelo menos deduzir num nível que se permite tirar conclusões bastante convictas, de que a ação do homem neste momento civilizatório tem o poder de acelerar ou retardar o processo de desordem nos sistemas de suporte da vida. Por isso os cientistas chamam este momento de Era Antropozóica. Quando se amplia os sentidos com as ferramentas de prospecção, ou se adiciona ao entendimento as informações sistematizadas e as conclusões das pesquisas científicas, a situação se apresenta escancarada: a continuar o modelo desenvolvimentista atual, é questão de décadas para que nossos biomas entrem em colapso. Se toda a população da Terra atingir o nível de vida (nível de consumo) dos americanos, precisaremos de 5,3 planetas para sobreviver. E o que é mais grave: não sabemos a hora exata em que ocorrerá o ponto de virada. Quando o próprio sistema de apodrecimento se auto alimentará, sem nos dar chances de um arrependimento eficaz. Mais grave ainda: não localizamos meios ambientes alternativos, onde possamos resguardar os nossos descendentes.
Diante de sua capacidade de intervenção, para o bem e para o mal; de posse da razão que lhe concede a capacidade de entender a realidade e por ela guiar seus atos, parece óbvio que o Homo sapiens tem o dever moral de buscar fórmulas de atender suas necessidades e desejos, respeitando os parâmetros da sustentabilidade ambiental. No entanto, isto está longe de ser uma prática. A insensatez parece se apropriar de todos os instrumentos que a inteligência inventa e acelera cada vez mais o vandalismo contra a casa que nos abriga.
Neste e nos próximos artigos, tentarei alinhar alguns fatos, algumas “falhas morais” de nossa cultura, que levam o homem a cavar a própria cova numa escala planetária. E não apenas para si mesmo, mas para várias outras espécies contemporâneas.
Desde os primórdios da civilização, pelos menos a partir do surgimento das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo), o Homo sapiens vem tentando se distanciar de sua condição natural (filho da natureza, como a ameba, o lagarto e o orangotango) e encontrar suas semelhanças divinas.
No entanto, a teoria da evolução das espécies, a cada dia mais, vem provando que o ser humano é mesmo um filho do processo evolutivo. Podemos até ter a imagem e semelhança de Deus, mas somos também à imagem e semelhança dos bonobos, dos gorilas, orangotangos e chimpanzés. Se Deus participou do processo, não foi como o mágico serelepe da lamparina (faça-se isso, faça-se aquilo, faça-se o homem, etc.), mas como o gestor cioso e paciente de um longo processo que vem de muito longe a inda está em pleno andamento.
O meio ambiente e sobretudo nós teríamos muito a ganhar se acreditássemos que somos filho da natureza e que não podemos viver apartados dela. Que somos apenas a ponta de um ramo evolucional, como tanto outros, presentes ou já extintos, que persistimos apenas porque nos apresentamos aptos neste momento, enquanto persistirem as condições ambientais que garantem, ou pelo menos toleram o nosso estilo de vida. Se nos tornarmos inconvenientes demais, seremos varridos do mapa das espécies, como disse o filósofo Lao Tsé (604 – 531 a.C): "Céu e terra (a natureza) não têm atributos e não estabelecem diferenças: tratam miríades de criaturas como cachorros de palha” (o cachorro de palha era detonado ao fim de rituais de meditação). Vale lembrar que Lao Tsé era taoísta e pregava a compaixão, a moderação e a humildade, e postulava a integração com a natureza, a harmonia da humanidade com o cosmo.
Só para se ter uma ideia da ojeriza que nutrimos por nossa condição natural, uma pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup, por ocasião dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin (2009), apenas 39% dos americanos responderam acreditar na teoria da evolução. A pesquisa apontou também que quanto menor a escolaridade, maior desprezo pela teoria. Quanto mais religioso, maior a desconfiança nos princípios constatados pelo pai da Biologia Moderna. Imagine qual seria o resultado de uma pesquisa semelhante em nosso país, que, em relação aos Estados Unidos, apresenta um superávit de religiosidade considerável e um déficit pedagógico descomunal. Lembrando que em anos recente o governo de um de nossos Estados mais cosmopolita simplesmente proibiu o ensino da teoria da evolução das espécies nas escolas estaduais.
Não custa lembrar que tal teoria é uma das formulações mais sobejamente comprovadas. Seja pela existência dos dinossauros e outros fósseis, seja pela a medição pelo carbono-14, ou pelo urano-235, pela aquisição de resistência das bactérias aos antibióticos e tantos outros fenômenos comprobatórios de que os organismos vivos estão em processo de evolução.
O fato é que há uma teologia que se opõe, ao invés de se aliar à ciência, na base de nossa civilização. Nesse obscurantismo que ainda vige em pleno século 21, estamos muito mais propensos a crer que na hora H, um Deus interventor, triunfalista e marqueteiro nos salvará da ira da natureza, do que tomar medidas prudenciais que evitariam uma “catástrofe natural”. 
Edival Lourenço, in Revista Bula