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31/08/2014

Humildade

Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.
Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.
 

Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.

Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.
Mauro Mota

25/04/2012

Jogo Noturno

Ilumina-se o campo
Para o futebol da aldeia.
Aparece a bola branca,
Feita de algodão e meia.
Meninos poetas jogam
Com a bola da lua cheia.
Mauro Mota, in Itinerário