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30/06/2020

Google Doodle do dia: Tebas, o escravo arquiteto


Joaquim Pinto de Oliveira (Santos, 1721 São Paulo, 1811), também conhecido como Tebas, foi um escravo e artesão que, após a sua alforria, se tornou arquiteto em São Paulo durante o Brasil Colonial.
Joaquim Pinto de Oliveira, ou Tebas, como ficou conhecido, conseguiu a alforria aos 58 anos e deixou sua marca na cidade escravocrata. Responsável pela ornamentação de diferentes igrejas, ele teve participação em obras importantes como os projetos de restauração do Mosteiro de São Bento (1766 e 1798) e da antiga Catedral da Sé (1778). Joaquim nasceu na cidade de Santos como uma pessoa escravizada, que foi trazido do litoral paulista até São Paulo por Bento de Oliveira Lima, um mestre-pedreiro português de quem Tebas era escravizado. Em 1778, libertou-se da escravatura. Joaquim prestou serviços para as principais ordens católicas. Os Beneditinos, os Carmelitas, e os Franciscanos o contrataram para a construção do Largo São Bento, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, e o Largo de São Francisco, respectivamente. Joaquim também serviu à Igreja Católica, construindo uma das torres, e a reforma da primeira Igreja da Sé.
Especialista na arte e na técnica de talhar e aparelhar pedras, Tebas impactou de forma decisiva uma São Paulo até então erguida principalmente com taipas, construções de barro com possibilidades estéticas muito limitadas. Seu trabalho era requisitado, sobretudo, pelas ordens religiosas presentes na cidade desde a fundação.
Ele foi um construtor que chegou a São Paulo escravizado, vindo de Santos, trazido por um mestre pedreiro português que identificou na cidade uma oportunidade de trabalho”, conta o jornalista Abilio Ferreira, organizador do livro Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata, lançado em 2019 por ele, Carlos Gutierrez Cerqueira, Emma Young, Ramatis Jacino e Maurílio Chiaretti. “Na época, quem tinha recursos eram as corporações religiosas. Por isso, ele atuou nos três vértices do chamado triângulo histórico formado pelos conventos de São Bento, do Carmo e de São Francisco”, recorda o escritor. O trabalho cuidadoso com ornamentos transformou o pedreiro de ofício num arquiteto disputado, contratado pelos beneditinos, carmelitas, franciscanos e católicos.
Embora tenha tido seu talento reconhecido em vida, sua história foi perdida com o tempo até cair no esquecimento. Apesar disso, obras como as fachadas da Igreja da Ordem 3ª do Carmo e da Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, ambas no centro da capital, resistem ao tempo e continuam de pé. Seu trabalho mais conhecido não teve a mesma sorte. O Chafariz da Misericórdia, primeiro chafariz público da capital, foi demolido em 1866 após o processo de canalização de água no centro. A obra, erguida onde hoje está a Rua Direita, funcionava como um ponto de encontro de escravizados que buscavam água para seus senhores.
Longevo e talentoso, Joaquim Pinto de Oliveira exerceu seu ofício até os 90 anos. Morreu no dia 11 de janeiro de 1811, vítima de uma gangrena possivelmente causada por acidente de trabalho. E, apesar de ter definido os traços da arquitetura colonial paulistana, apenas foi reconhecido arquiteto mais de 200 anos depois, em 2018, pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), depois que documentos oficiais localizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) revelaram as relações de trabalho entre o arquiteto escravizado e as ordens religiosas. “É importante ressaltar que Tebas não era uma exceção. Os africanos transplantados para as Américas trouxeram consigo muitos conhecimentos, principalmente sobre o trabalho com pedras e metais”, afirma Abilio. “Ele é mais um personagem que nos oferece pistas que dignificam esse segmento da população esquecida”.
Após o lançamento do livro, o grupo de pesquisadores agora busca apoio para fortalecer as pesquisas e descobrir mais detalhes da trajetória, do legado e da história de vida de Tebas. “Ainda faltam muitas peças nesse quebra-cabeça. A pesquisa sobre essa figura histórica precisa ser estimulada. Há muitas perguntas sem respostas, como a sua religião, além de muitas outras obras, em São Paulo e Santos, que podem ser de autoria dele e sequer imaginamos”.
Fonte: Wikipédia

23/10/2015

Artetetura: a Arquitetura enquanto Arte

       A arquiteta e desenhista polonesa Klara Ostaniewicz transforma projetos arquitetônicos em arte.

http://architectsandartisans.com/blog/wp-content/uploads/klara-ostaniewicz/drawklara.jpg










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02/11/2014

As 10 bibliotecas com os design mais arrojados do mundo

A biblioteca The Geisel, em San Diego, na Califórnia, ganhou seu nome em homenagem a Theodore Geisel, criador do personagem Dr. Seuss

Mais de 6 mil buraquinhos foram feitos na fachada da biblioteca Kanazawa Umimirai, no Japão

Na biblioteca Joe and Rika Mansueto Library, em Chicago, nos EUA, braços mecânicos retiram livros do sistema de armazenamento subterrâneo

Vários nichos suspensos garantem um ar modernista para a Bishan Public Library em Cingapura

A Library of Birmingham, na Inglaterra, tem uma fachada feita de metal que parece um trabalho de filigrana 

A Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, tem uma biblioteca com um teto de vidro gigante

A biblioteca da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, tem rampas irregulares. Parece um museu com ares moderno

A Biblioteca Central de Seattle, nos EUA, fica em um prédio feito de vidro e aço e tem 11 andares. Ela pode comportar até 1,4 milhão de livros e foi inaugurada em 2004 

A entrada da biblioteca Méjanes, em Aix-en-Provence, na França, é guardada por três grandes clássicos da literatura francesa 

A biblioteca Stadtbibliothek, em Stuttgart, Alemanha, tem várias escadarias em níveis desencontrados que parecem ter saído de um filme do Harry Potter.

Fonte: glamurama.uol.com.br 

09/08/2013

Alguns dos edifícios mais estranhos do mundo

Estranhos, insólitos até, mas sobretudo originais. Ambiciosos projetos que romperam barreiras arquitetônicas e resultaram em construções que dificilmente passam despercebidas. Diferentes formas e feitios, muito ou pouco coloridos, dos Estados Unidos, Japão e Europa.

edificios bizarros
"The Crooked House" ("A casa torta") - Sopot, Polônia

edificios bizarros
"The Basket Building" ("Edifico Cesto") - Ohio, Estados Unidos

Post completo aqui.

28/03/2013

Nova edição da Revista Formas

A Formas está aí mais uma vez com uma edição bem dedicada ao que temos de melhor: os projetos de ambientação e interiores, sem esquecer a multiplicidade de temas que sempre estampam nossas páginas.
Começamos com entrevista de um dos arquitetos mais comentados nos últimos meses. Ricardo Dantas é o responsável pelo projeto de dois dos três atuais estádios de futebol em construção. O outro é o Arena das Dunas.
Nas ambientações, um caprichado projeto de Cypriana Pinheiro para uma residência voltada ao mar, cercada do que há de melhor.
As arquitetas do escritório de Franzé Arquitetos elaboraram a ambientação de um apartamento de 120² amparadas no fator sobriedade e funcionalidade, sem deixar de lado o conforto.
Larissa Cardoso fornece boas dicas para montagem de um living, cheio de sofisticação e um projeto luminotécnico diferenciado.
Se você quer dar uma repaginada em uma antiga residência sem tirar dela o charme da época, Luzia Emerenciano e Mychelle Araújo mostram como se faz nas próximas páginas.
Maria Luzia Negreiros transformou um amplo apartamento em um espaço clean e ao mesmo tempo arrojado no uso de materiais modernos.
Se o seu estilo primar mais pelo conservadorismo e o gosto pelas peças clássicas, os arquitetos Anderson Costa e Patrícia Diniz dão algumas ideias de como montar sua ambientação.
Para fechar, mais uma vez contemplamos um município potiguar para mostrar suas riquezas naturais, potenciais turísticos e características peculiares. Desta vez é Patu, detentor de alguns recordes mundiais.
É isso.
Boa leitura!


29/01/2013

Revista Formas - Edição 145

A Revista Formas também sabe curtir o verão à sua maneira, e junto aos seus leitores. Nossa programação de veraneio segue pelas próximas páginas, com dicas de ambientação, de design, lançamentos imobiliários e de diversão no aconchego de sua casa, apropriado para a estação.
Também demos destaque à entrevista desta edição, com o novo gestor da Capitania das Artes, Dácio Galvão. Ele comenta os planos para o carnaval, projetos e a criação da Secretaria de Cultura.
Nossos arquitetos mostram e dão dicas de mesas para o veraneio. São diferentes modelos para compor lugares apropriados para a estação.
Andréa Cariello participa desta edição com a inauguração do luxuoso Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro e Marília Bezerra mostra seu traço na ambientação de uma casa de praia modernosa e em sintonia com o mar.
Gracita Lopes e Carolina Melo elaboraram projetos para varandas em casas de praia, de estilos diferentes, para lhe proporcionar inspirações variadas.
Também um projeto de reforma para unir a cozinha gourmet ao home theater, elaborado por Bruna Gosson.  E a ambientação de um apartamento em Pirangi, por Zandra Caldas, Gabriela Caldas e Kamyla Nelson. Ainda as novidades do plano publicitário da Cyrela Plano&Plano com a Campanha In Mare Verão 2012/2013, com diversas atividades em praias do litoral potiguar; todas as informações para você seguir a trilha do Lajedo Soledade e encontrar as pinturas rupestres.
Bom veraneio e boa leitura!