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27/02/2020

Reconstituições de Banksy, na vida real, por Nick Stern

Vejam as brilhantes recriações reais de Banksy do fotógrafo britânico Nick Stern, que reside em Los Angeles. O olho afiado do fotógrafo por detalhes e admiração fotográfica pelo famoso artista de rua está de volta com onze novas adições à coleção cada vez maior de imagens de sua série You Are Not Banksy. Stern, com suas criações, continua a atualizar tridimensionalmente o controverso comentário de Banksy.
Do soldado criança com artilharia adulta à mão, carregada com giz de cera no lugar de balas, a um policial corrupto cheirando seu vício do chão arenoso, Stern consegue capturar cada imagem icônica, satírica e politicamente dirigida. Suas encenações são quase idênticas em cor, figurino, forma e figura às obras originais de grafite estampadas. Um divertido jogo de espectador surge da justaposição das obras de Banksy e Stern, onde o espectador encontra alegria em comparar os dois e em reconhecer a atenção verdadeiramente notável do fotógrafo aos detalhes.












Fonte: acesse aqui.

01/10/2018

Street Art: Spy Booth (A cabine espiã), de Banksy, em Londres, desaparece misteriosamente


Um mural de Banksy, uma peça especialmente famosa que satiriza a vigilância do Governo sobre a população, desapareceu do local onde estava instalado em Cheltenham, a 175 quilômetros de Londres, mas ainda não está claro se foi destruído ou retirado do edifício com fins lucrativos. O mural gozava do status de obra protegida desde o ano passado por decisão municipal.
O Spy Booth (A cabine espiã), título da obra de arte urbana criada na parede de um imóvel de Cheltenham (cidade de 110.000 habitantes) pelo grafiteiro mais célebre do mundo, foi objeto de polêmica desde que apareceu em uma manhã de abril de 2014 junto a um edifício tombado do século XIX. Os moradores fizeram uma campanha para conseguir a proteção oficial da pintura a spray que desde então atraiu muitos turistas e curiosos, transformando o imóvel em um dos mais fotografados do país. O mural também foi vítima de repetidos atos de vandalismo que tentaram encobrir a sinistra imagem que retratava: um grupo de espiões, trajados à maneira dos filmes dos anos 1950 (óculos de sol, capas de chuva...) e equipados com todo tipo de aparelhos de vigilância, grampeando o telefonema do usuário de uma cabine telefônica real.
O mural desaparecido no último fim de semana foi pintado pouco depois das revelações do ex-agente americano Edward Snowden sobre o envolvimento britânico na espionagem de pessoas, e colocado precisamente a apenas cinco quilômetros da sede um dos três serviços de inteligência de Reino Unido, o GCHQ. A montanha de entulhos que apareceu onde antes havia uma parede fez pensar inicialmente que o Spy Booth tinha sido destruído. Entretanto, a escassez de restos com traços de pintura acabou expondo a segunda hipótese, de que a obra foi arrancada.
Alex Chalk, deputado pela circunscrição local, exigiu uma investigação para solucionar o mistério. “Já tínhamos falado com o dono”, afirmou Mark Nelson, membro do conselho municipal de Cheltenham. “A proteção da obra de Banksy sempre foi uma de nossas prioridades, e o dono sabia que era obrigação protegê-la durante a reforma”, comentou.
Matéria completa no site de El País.

10/03/2017

A mais recente obra de Banksy: o "Hotel Murado", na Cisjordânia

O “Walled Off Hotel” (trocadilho em inglês que lembra o famoso Hotel Waldorf, em Nova York, e que se traduz literalmente como “hotel murado”) em Belém, na Cisjordânia, está localizado exatamente em frente à controversa barreira de concreto que Israel construiu no território que disputa com a Palestina, a chamada “zona ocupada”.


A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina, governo palestino reconhecido internacionalmente, cujo principal grupo, o Fatah, é laico. No entanto, parte de suas terras são ocupadas por Israel desde 1967.
Em seu panfleto, o estabelecimento de Banksy se vende como o hotel com “a pior vista do mundo” e foi financiado e decorado pelo famoso artista britânico conhecido como Banksy.
Em cada um dos quartos deste hotel há um trabalho do artista, contendo uma mensagem direta contra a parede construída em frente ao edifício.
Neste hotel damos calorosas boas vindas às duas partes do conflito nessa região”, disse Banksy em um comunicado para a imprensa.
A polêmica barreira tem sido parte da estratégia de Israel para prevenir ataques contra seu território, segundo diz o governo, mas os palestinos a consideram uma forma de limitar a área em disputa. A Corte Penal Internacional já considerou o muro ilegal.
Os quartos do “Hotel Walled” também contam com o apoio de outros artistas que colaboraram com o projeto.
De acordo com a declaração do artista, o hotel irá abrir as suas portas para acomodar os hóspedes a partir do próximo 20 de março.
Além disso, o prédio também funciona como uma galeria de arte e como uma declaração política contra a parede, já que o hotel está dentro da área da Cisjordânia controlada por Israel.
Israel começou a construir o muro de separação em 2002, em meio a uma onda de atentados palestinos.
A barreira é o símbolo da ocupação israelense mais detestado pelos palestinos.







Acesse a matéria da BBC Brasil aqui.