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22/07/2017

A vida é este momento

Ensino que a vida jamais deveria ser modificada ou esmagada devido à promessa de outro tipo de vida futura. O imortal é esta vida, este momento. Não existe uma vida após a morte, uma meta para a qual esta aponta, um tribunal ou julgamento apocalíptico. Este momento existe para sempre e você sozinho é a plateia sua.”
Irvin D. Yalom, in Quando Nietzsche chorou

25/11/2016

O imortal é esta vida

Ensino que a vida jamais deveria ser modificada ou esmagada devido à promessa de outro tipo de vida futura. O imortal é esta vida, este momento. Não existe uma vida após a morte, uma meta para a qual esta aponta, um tribunal ou julgamento apocalíptico. Este momento existe para sempre e você sozinho é a plateia sua”.
Irvin D. Yalom, in Quando Nietzsche Chorou

13/09/2016

Quanta verdade consigo suportar?

- O senhor olhou os meus livros. Compreende que escrevo não porque seja inteligente ou erudito. Não, é porque tenho a ousadia, a propensão de me apartar do conforto do rebanho e de encarar inclinações fortes e maléficas. Investigação e ciência começam pela descrença. No entanto, a descrença é inerentemente estressante! Só o forte consegue tolerá-la. Sabe qual é a verdadeira questão para um pensador? – Não esperou por uma resposta. – a verdadeira questão é: quanta verdade consigo suportar? Não é ocupação para aqueles seus pacientes que desejam eliminar o estresse, viver uma vida tranquila.”
Irvin D. Yalom, in Quando Nietzsche Chorou

07/07/2016

Às vezes, ser duro

Às vezes – respondeu Nietzsche -, os mestres precisam ser duros. As pessoas precisam receber uma mensagem dura porquanto a vida é dura e morrer é duro”.
Irvin D. Yalom, in Quando Nietzsche Chorou

12/06/2016

Ousadia

- O senhor olhou os meus livros. Compreende que escrevo não porque seja inteligente ou erudito. Não, é porque tenho a ousadia, a propensão de me apartar do conforto do rebanho e de encarar inclinações fortes e maléficas. Investigação e ciência começam pela descrença. No entanto, a descrença é inerentemente estressante! Só o forte consegue tolerá-la. Sabe qual é a verdadeira questão para um pensador? – Não esperou por uma resposta. – a verdadeira questão é: quanta verdade consigo suportar? Não é ocupação para aqueles seus pacientes que desejam eliminar o estresse, viver uma vida tranquila.”
Irvin D. Yalom, in Quando Nietzsche Chorou

17/05/2016

Desidealização do futuro

Balançou a cabeça, triste. Era verdade, ele nunca tinha realmente desfrutado o momento, nunca tinha sentido o presente, nunca pensou: ‘É isso, agora, hoje, é isso o que eu quero! Os velhos bons tempos são hoje, exatamente agora. Vou ficar nesse instante, vou criar raízes nesse lugar para sempre’. Não, ele sempre achou que o melhor da vida ainda estava por ser descoberto e ansiava pelo futuro, quando estaria mais velho, mais inteligente, maior, mais rico. E então veio a revolta, a grande virada, a súbita e dramática desidealização do futuro e o início do doloroso desejar o que já tinha sido.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

11/05/2016

Do gênio e do talento

O filósofo tinha muito a dizer da diferença entre o homem de gênio e o de talento. Além de comentar que o homem de talento atinge um alvo que os outros não conseguem, enquanto o gênio atinge um alvo que os outros não conseguem ver, disse que o homem de talento é moldado conforme as necessidades da época e capaz de atender tais necessidades, mas a geração seguinte de leitores já não conhece a sua obra. (…) O homem de gênio brilha no tempo como um cometa entre os planetas. (…) Não pode seguir lado a lado da cultura, mas bem à frente dela.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

14/04/2016

Nós, humanos infelizes

Nietzsche uma vez escreveu que a maior diferença entre o homem e a vaca era que a vaca sabia como existir, como viver sem angústia (isto é, sem medo) no bendito presente, sem o peso do passado e a preocupação com os horrores do futuro. Mas nós, humanos infelizes, somos tão perseguidos pelo passado e pelo futuro que só podemos passar rapidamente pelo presente. Sabe por que sentimos tanta saudade da maravilhosa infância? Segundo Nietzsche, porque foi a única época despreocupada, ou seja, sem preocupação antes de termos lembranças tristes e graves do lixo do passado.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schoppenhauer

12/04/2016

Desejar, e desejar de novo

Kierkegaard dizia que algumas pessoas têm duplo desespero, isto é, estão desesperadas, mas nem sabem. Você deve estar nesse desespero duplo. Quero dizer o seguinte: grande parte do sofrimento de uma pessoa vem por sentir desejo, realizá-lo, ter um instante de saciedade que logo se transforma em tédio e, por sua vez, é interrompido pelo surgimento de outro desejo. Schopenhauer achava que era essa a condição humana universal: desejar, saciar-se, entediar-se e desejar de novo.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

22/03/2016

Acerca de homens e porcos-espinhos

Não pense que estou questionando a existência de necessidades interpessoais básicas. Schopenhauer disse que os bípedes – termo dele – precisam se juntar em volta do fogo para se aquecer. Mas avisou do perigo de se machucarem por ficarem muito perto do fogo. Ele gostava dos porcos-espinhos, que se encostam para se aquecerem, mas usam os espinhos para manter uma distância.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

16/03/2016

Sub especie aeternitatis

Spinoza gostava de usar uma expressão latina, sub especie aeternitatis, que significa do ponto de vista da eternidade. Dizia que os fatos perturbadores do cotidiano ficam menos complicados se forem vistos sob a perspectiva da eternidade.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

05/03/2016

Em quem ama

Platão observou que o amor está em quem ama e não em quem é amado.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

03/03/2016

Muitas ligações

Ter muitas ligações é fundamental para uma uma vida plena e evitá-las por achar que causarão sofrimento é uma boa receita para viver só pela metade.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

28/02/2016

Excludentes

Talvez estivesse ensinando ao filho que as escolhas são excludentes, para todo sim existe um não.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

22/02/2016

Possuído e possuídor

(…) a relativa felicidade tem três origens: o que se é, o que se tem e o que se é para os outros. Ele sugere que nos fixemos apenas no primeiro, item, não em ter e no que os outros pensam de nós, porque não podemos controlar essas coisas, elas podem e serão tiradas de nós, da mesma forma que o envelhecimento vai levando a beleza. Na verdade, diz ele, possuir tem um outro lado, pois o que possuímos acaba nos possuindo.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

14/02/2016

Amar seu destino

Entendeu que as palavras de Nietzsche significavam que era preciso escolher sua vida – ele tinha de usufruí-la em vez de ser usufruído por ela. Em outras palavras, tinha que amar seu destino. E, acima de tudo, havia a pergunta que Zaratustra sempre fazia – se gostaríamos de repetir a mesma vida eternamente. Uma ideia curiosa e, quanto mais Julius pensava nela, mais seguro se sentia: a mensagem de Nietzsche para nós era viver de forma a querer a mesma vida sempre.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

11/02/2016

Solidão

No passado, quando eu queria a companhia dos outros, pedia o que eles não iam dar, ou melhor, não podiam. Aí sim, vi o que era solidão. Vi muito bem. Não precisar de ninguém é nunca estar só.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

01/02/2016

Manipulação

Schopenhauer disse que, usando um pouco de amizade e afeto, é possível manipular as pessoas da mesma forma que é preciso aquecer a cera para usá-la.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer

28/01/2016

A condição humana universal

Kierkegaard dizia que algumas pessoas têm duplo desespero, isto é, estão desesperadas, mas nem sabem. Você deve estar nesse desespero duplo. Quero dizer o seguinte: grande parte do sofrimento de uma pessoa vem por sentir desejo, realizá-lo, ter um instante de saciedade que logo se transforma em tédio e, por sua vez, é interrompido pelo surgimento de outro desejo. Schopenhauer achava que era essa a condição humana universal: desejar, saciar-se, entediar-se e desejar outra vez.”
Irvin D. Yalom, in A Cura de Schopenhauer

24/01/2016

O conhecimento e a estupidez

Num jantar, um jovem perguntou algo ao filósofo e teve como resposta apenas  'Não sei'. O jovem então comentou: - Ora, pensei que o senhor, um grande sábio, soubesse tudo. Schopenhauer disse então: - Não, o conhecimento é limitado. Só a estupidez é ilimitada.”
Irvin D. Yalom, in A cura de Schopenhauer