A maioria das coisas que a multidão admira são comuns, mantidas íntegras por coesão ou por uma organização natural, como pedras, madeira, figueiras, videiras e oliveiras. Já os homens um pouco mais razoáveis admiram aquelas que são unidas por um princípio vivo, como rebanhos e manadas. Homens ainda mais instruídos apreciam as que são unificadas pela alma racional — pela racional, e não pela universal, pois ela é uma alma hábil em alguma arte e especialista em algo ou, simplesmente, porque possui uma série de escravos. Por último, aquele que valoriza a alma racional — universal e adequada para a vida política — não considera nada acima de manter sua alma em condições e atividades compatíveis com a razão e a vida social e coopera com seus semelhantes para esse fim.
Marco Aurélio, em Meditações
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