Outros brasileiros:
Acaráuaçu, apaiari,
amazônico, faz careta, a florfeerir: verde-folha-de-café, manchado
de vermelho, riscado de preto, com pavonino espelho na cauda.
O bagre-do-arnês-estriado, do
Brasil Central, é o que mais se embebe: todavia vem do fundo, onde
há rocalha e sargaços em infusão.
A saumocarpa beckfordiana,
marajoara, se enfronha, sóbria de barbatanas, hábil traçadora de
retas.
Abre largas velas o acará-bandeira,
bicudo papilião e pomposo, tricintado de preto, suave deslizador; os
olhos têm setores vermelho, amarelo e azul, de incompleto
disco-de-Newton.
Acaraí — o peixinho que nada
com melhor sintaxe.
Guimarães Rosa, em Ave, Palavra
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