Título de uma antiga seção do velho
Braga na Manchete. Pois eu vou mais longe ainda do que ele. Eu
acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem
importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a
não fazer nenhum. O exercício da arte poética representaria, no
caso, como que um esforço de autossuperação.
É fato consabido que esse refinamento
do estilo acaba trazendo necessariamente o refinamento da alma.
Sim, todos devem fazer versos.
Contanto que não venham mostrar-me.
Mário Quintana, em Caderno H
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