O verdadeiramente livre no espírito também pensará livremente sobre o espírito mesmo, e não esconderá de si algumas coisas terríveis quanto à origem e direção dele. Por isso os outros talvez o considerem o pior inimigo do livre-pensar e lhe apliquem o nome injurioso e apavorante de “pessimista do intelecto”: habituados, como são, a não designar alguém por sua força e virtude proeminente, mas por aquilo que para eles é mais estranho nele.
Friedrich Nietzsche, em Humano, demasiado humano II
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