30/06/2026

Cruel amor

Um dia, da ponta daquela mesa comum de hóspedes, dona Glorinha me interpelou:
Seu Mario, o senhor ainda não leu o CRUEL AMOR?
Não, eu nunca tinha lido o CRUEL AMOR!...
Pois tudo o que falta à minha vida, toda a imperfeição em que ainda me debato, vem de eu nunca ter lido o CRUEL AMOR... de ter achado ridículo o título... de ter achado ridícula a transcendental pergunta de dona Glorinha…

Mário Quintana, em Sapato Florido

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