Para quem está imerso em convicções
verídicas, o menor e mais comum preceito é suficiente para
lembrá-lo de se libertar da tristeza e do temor. Por exemplo:
“Às folhas, atira-as o vento ao
chão; […]
Assim nasce uma geração de
homens; e outra deixa de existir.”
Folhas são seus filhos. São aqueles
que clamam como se fossem dignos de crédito, que louvam ou que
amaldiçoam, culpam e zombam secretamente. São quem recebe e
transmite a fama de um homem para a posterioridade. As folhas “nascem
quando a estação da primavera sobrevém”, diria o poeta. Então,
o vento as derruba e a floresta faz nascer outras em seus lugares.
A existência de todas as coisas é
breve. Ainda assim, você as evita e as persegue como se fossem
eternas. Fechará os olhos em instantes. Logo outro lamentará a
morte daquele que lamentou a sua.
Marco Aurélio, em Meditações
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