quarta-feira, 11 de março de 2026

Dor e esperança

Temos uma capacidade quase infinita de suportar a dor, desde que haja esperança. Diz­-se que a esperança é a última que morre. Mas o certo seria dizer: a penúltima. Há uma morte que acontece antes da morte. Quando se conclui que não há mais razões para viver. Quando ­morrem as razões para viver, entram em cena as razões para morrer.

Rubem Alves, em Do universo à jabuticaba

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