De
uma feita, descobri nas costas da folhinha o seguinte precioso
informe:
“O
açúcar de beterraba foi descoberto em 1747 por Margraff.”
Desde
então, nunca mais pude esquecê-lo.
E
quando procuro, ansioso, entre os nevoeiros da memória, uma data
esquecida, um nome, uma citação, ei-lo que aparece, implacável,
esse Margraff, à prova de balas e de esconjuros. Por quê? Estarei
ficando...?
Ou
será o pobre Margraff que tenta desesperadamente sobreviver,
transformando-se em ideia fixa?
Mário Quintana, em Sapato Florido
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