Who knows how long I’ve loved you
You know I love you still
Will I wait a lonely lifetime
If you want me to I will
For if I ever saw you
I didn’t catch your name
But it never really mattered
I will always feel the same
Love you forever and forever
Love you with all my heart
Love you whenever we’re together
Love you when we’re apart
And when at last I find you
Your song will fill the air
Sing it loud so I can hear you
Make it easy to be near you
For the things you do endear you to
me
You know I will
I will
Alan-a-Dale. O trovador vagando pela
Floresta de Sherwood na lenda de Robin Hood. Sou eu mesmo. Nesta
canção ativei o meu modo menestrel.
Existe uma tese de que as canções de
amor mais interessantes são aquelas sobre um amor que deu errado.
Não concordo com isso. Esta canção é sobre a alegria do amor. Às
vezes, essas canções são rotuladas de piegas, doces ou açucaradas.
Sim, eu compreendo isso. Mas o amor pode ser a força mais poderosa e
intensa do planeta. Agora mesmo, no Vietnã ou no Brasil, pessoas se
apaixonam. Muitas vezes, querem ter filhos. É uma força universal e
profunda. Não tem nada de piegas.
Quando eu me sento para tentar compor
uma canção, é comum eu pensar: “Ah, como eu gostaria de capturar
aquele sentimento de estar apaixonado pela primeira vez”. Esta
canção foi iniciada em fevereiro de 1968, quando eu estava na Índia
com Jane Asher. Pelo que eu me lembro, a melodia já existia havia um
tempo e a música ganhou forma bem rápido. Continua sendo uma de
minhas melodias favoritas que eu compus. Escrever a letra levou mais
tempo. Sei que parece estranho, porque é um conjunto de ideias bem
básico. O cantor folk Donovan, que passou algum tempo conosco em
nossa viagem para visitar o Maharishi Mahesh Yogi, contribuiu com uma
versão inicial da letra, mas não foi aproveitada. Era mais básica
ainda, com rimas do tipo “moon/June”.
De novo, só porque eu estava
envolvido com Jane na época, isso não significa que esta canção
seja dedicada a Jane ou sobre ela. Quando estou compondo, é como se
eu definisse o texto e a música para o filme que estou assistindo em
minha cabeça. É uma declaração de amor, sim, mas nem sempre para
alguém em especial. A menos que seja para a pessoa que estiver
ouvindo a canção. E ela tem que estar pronta para isso. Com certeza
quase absoluta não é para a pessoa que disser: “Lá vem ele de
novo com aquelas canções de amor bobinhas”. Então, este sou eu
no meu modo menestrel.
Paul McCartney, em As Letras: 1956 até o presente

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