25/05/2026

6 — Esquizofrenia, como foi dito



Era uma e meia da madrugada quando um homem de jaleco branco com um cavanhaque pontudo entrou no consultório da famosa clínica psiquiátrica, recentemente construída às margens do rio nos arredores de Moscou. Três enfermeiros não despregavam os olhos de Ivan Nikoláievitch, sentado em um sofá. Ali mesmo também se encontrava o poeta Riúkhin, extremamente alvoroçado. As toalhas com as quais Ivan Nikoláievitch fora amarrado estavam amontoadas no mesmo sofá. Os braços e as pernas de Ivan Nikoláievitch estavam livres.
Quando Riúkhin avistou o homem, empalideceu, deu uma tossidinha e disse timidamente:
Olá, doutor.
O doutor curvou-se a Riúkhin, mas, quando se inclinou, não olhou para ele, mas sim para Ivan Nikoláievitch. Este, sentado, totalmente imóvel, de cara amarrada, sobrancelhas carregadas, não mexeu um fio de cabelo quando o médico entrou.
É isso, doutor — cochichou Riúkhin, sabe-se lá por quê, de forma misteriosa, olhando assustado ao redor, para Ivan Nikoláievitch —, o famoso poeta Ivan Bezdômny... é isso, o senhor está vendo... tememos que seja delirium tremens...
Andava bebendo muito? — o doutor perguntou entre os dentes.
Não, até tomava uns tragos, mas não tanto assim...
Ficava correndo atrás de baratas, ratazanas, diabinhos ou cachorros aloprados?
Não — respondeu Riúkhin, estremecendo. — Eu o vi ontem e hoje de manhã. Estava totalmente são...
E por que está de ceroulas? Vocês o tiraram da cama?
Ele apareceu no restaurante desse jeito, doutor...
A-hã, a-hã — disse o doutor, com muita satisfação. — E por que ele está com escoriações? Brigou com alguém?
Caiu de uma cerca e no restaurante bateu em um... e depois em outro...
Certo, certo, certo — disse o doutor e, voltando-se para Ivan, acrescentou: — Olá!
Saudações, traidor! — respondeu Ivan bem alto, perverso. Riúkhin ficou tão sem graça que não teve coragem de erguer os olhos para o educado doutor. Mas este não ficou nem um pouco ofendido e, com um gesto corriqueiro e esperto, tirou os óculos, levantou a barra do jaleco, escondeu-os no bolso traseiro da calça e depois perguntou a Ivan:
Quantos anos você tem?
Saiam todos vocês da minha frente, vão para o diabo! — gritou Ivan, grosso, e deu-lhes as costas.
Mas por que tanta fúria? Por acaso eu disse algo desagradável?
Tenho vinte e três anos — falou Ivan, exaltado — e vou dar queixa contra todos vocês. Sobretudo contra você, seu porco! — referindo-se só a Riúkhin.
Ah, é? E do que é que o senhor deseja se queixar?
De que eu, homem são, fui agarrado à força e arrastado para um hospício! — respondeu Ivan, tomado de ira.
Riúkhin olhou para Ivan e gelou: decididamente, não havia nenhum sinal de demência nos olhos dele. De turvos, como estavam na Griboiêdov, voltaram a ser os de antes, límpidos.
Pai do céu!”, pensou Riúkhin, assustado. “Será que ele é realmente normal? Que bobagem! Para que fomos arrastá-lo para cá? Ele é normal, normal, só está com a cara esfolada...”
O senhor se encontra — disse o médico, com calma, sentando-se em uma banqueta branca cujo pé brilhava — em uma clínica, e não em um hospício, e ninguém vai detê-lo aqui se não for necessário.
Ivan Nikoláievitch olhou de soslaio, desconfiado, mas assim mesmo resmungou:
Graças a Deus! Até que enfim apareceu um normal entre os idiotas, e o primeiro deles é essa besta quadrada do Sáchka!1
E quem é esse Sáchka besta quadrada? — quis saber o médico.
Esse daí, Riúkhin! — respondeu Ivan e apontou para Riúkhin com o dedo sujo.
O outro se inflamou, indignado.
É assim que ele me agradece”, pensou amargamente, “por eu ter me preocupado com ele! Realmente, é um traste!”
Tem a mentalidade de um típico cúlaque2 de nada — começou Ivan Nikoláievitch, que, pelo visto, desandou a acusar Riúkhin — e ainda por cima é um cúlaque de nada que tem o cuidado de se disfarçar de proletário. Olhem só para seu ar de carola e comparem com os poemas grandiloquentes que ele compôs para o primeiro de maio! He, he, he... “Icem!” e “Abram!”... mas sondem o seu íntimo... e o que ele pensa... e ficarão boquiabertos! — Então Ivan Nikoláievitch desandou a soltar gargalhadas sinistras.
Riúkhin estava ofegante, todo vermelho, e só pensava em uma coisa, que ele tinha acalentado uma víbora em seu seio, tinha se preocupado com alguém que na realidade tinha se revelado um inimigo perverso. E o pior, não podia fazer nada: não há discussões com doentes mentais!
E, no fundo, por que trouxeram o senhor para cá? — perguntou o médico, depois de ouvir com atenção as acusações de Bezdômny.
Ah, o diabo que os carregue, aqueles imbecis. Agarraram-me, amarraram-me com uns trapos e me arrastaram para cá em um caminhão!
Permita-me que eu lhe pergunte, mas por que o senhor apareceu no restaurante só com a roupa de baixo?
Isso não tem nada de extraordinário — respondeu Ivan. — Fui nadar no rio Moscou, aí surrupiaram minha roupa e deixaram esses trastes! Eu não podia andar por Moscou nu! Vesti o que havia à mão porque tinha pressa para chegar ao restaurante de Griboiêdov.
O médico lançou um olhar interrogativo para Riúkhin, que balbuciou sobriamente:
É assim mesmo que se chama o restaurante.
A-hã — disse o médico —, e por que tinha tanta pressa? Algum encontro de negócios?
Estou correndo atrás de um consultor — respondeu Ivan Nikoláievitch e olhou ao redor, aflito.
Que consultor?
O senhor conhece Berlioz? — perguntou Ivan, com ar de importância.
O… compositor?
Ivan ficou transtornado.
Que compositor o quê? Ah, tá... Nada disso! O compositor tem o mesmo sobrenome de Micha Berlioz.
Riúkhin não tinha vontade de dizer nada, mas sentiu-se obrigado a explicar:
Berlioz, secretário da Massolit, foi esmagado por um bonde hoje à noite, em Patriarchi.
Pare de mentir, você não sabe de nada! — Ivan ficou furioso com Riúkhin. — Eu estava lá quando tudo aconteceu, e não você! Ele o meteu debaixo do bonde de propósito!
Empurrou?
Mas o que é que “empurrou” tem a ver com isso? — exclamou Ivan, furioso com a estupidez geral. — Pessoas desse tipo não precisam nem empurrar! São capazes de aprontar cada uma que sai de baixo! Ele já sabia que Berlioz ia parar debaixo de um bonde de antemão!
E mais alguém, além do senhor, viu esse consultor?
Aí é que está o problema. Só eu e Berlioz o vimos.
Está bem. E quais foram as medidas que o senhor tomou para capturar esse assassino? — Nesse instante, o médico virou-se e lançou um olhar para uma mulher de jaleco branco, sentada em frente a uma mesa, ao lado. Ela, por sua vez, pegou uma folha e começou a preencher os espaços em branco de uma tabela.
As medidas... foram as seguintes. Peguei uma vela na cozinha...
Aquela ali? — perguntou o médico, indicando a vela partida, ao lado do ícone, em cima da mesa diante da mulher.
Essa mesma, e...
E o ícone era para quê?
Ah, é, o ícone... — Ivan ficou ruborizado. — Foi o ícone que os assustou, mais do que qualquer outra coisa. — E de novo apontou Riúkhin com o dedo. — Mas o problema é que ele, o consultor, ele... vamos direto ao assunto... está envolvido com forças impuras... não é tão simples capturá-lo.
Os enfermeiros, sabe-se lá por quê, estenderam as mãos em posição de sentido e não desgrudavam os olhos de Ivan.
É — continuava Ivan —, está mesmo! É um fato irreversível. Ele falou com Pôncio Pilatos pessoalmente. Não tem por que me olhar desse jeito! Estou dizendo a verdade! Ele viu tudo: a varanda, as palmeiras. Resumindo, ele esteve com Pôncio Pilatos, eu garanto.
Jura...
É isso. Aí eu pendurei o ícone no peito com um alfinete e comecei a correr...
De repente o relógio bateu duas vezes.
Oh-oh! — exclamou Ivan, e levantou-se do sofá. — São duas horas, e eu aqui perdendo tempo com vocês! Desculpem-me, mas onde fica o telefone?
Podem deixar ele usar o telefone — determinou o médico aos enfermeiros.
Ivan agarrou-se ao fone, e a mulher, a essa altura, perguntou baixinho a Riúkhin:
Ele é casado?
Solteiro — respondeu Riúkhin, assustado.
É membro de algum sindicato?
É.
É da polícia? — gritou Ivan para o fone. — É da polícia? Camarada plantonista, ordene agora mesmo que enviem cinco motocicletas com metralhadoras para capturar o consultor estrangeiro. O quê? Venham me buscar, eu vou com vocês... Quem fala é o poeta Bezdômny, do hospício... Qual é o endereço de vocês aqui? — perguntou Bezdômny ao doutor, cochichando, tapando o fone com a palma da mão, e depois gritou de novo para o fone: — Está me ouvindo? Alô!... Que desaforo! — berrou Ivan de repente e arremessou o fone contra a parede. Depois, virou-se para o médico, estendeu-lhe a mão, disse um seco “até logo” e preparou-se para sair.
Perdão, para onde o senhor quer ir? — falou o médico, olhando Ivan bem nos olhos. — Altas horas da noite, com a roupa de baixo... está se sentindo mal, fique aqui!
Deixem-me passar — disse Ivan aos enfermeiros, que barraram a porta. — Vão me deixar ou não? — gritou o poeta com uma voz horrível.
Riúkhin começou a tremer, a mulher apertou um botão na mesa e sob a superfície de vidro irrompeu uma caixinha brilhante com uma ampola lacrada.
Ah, então é assim?! — proferiu Ivan, olhando ao redor como um selvagem encurralado. — Então está bem. Adeus!! — e atirou-se de cabeça contra a cortina que encobria a janela.
O estrondo foi bem forte, mas o vidro atrás da cortina não chegou nem a rachar e, um instante depois, Ivan Nikoláievitch estava se estrebuchando nas mãos dos enfermeiros. Ele urrava, tentava morder, gritava:
Então é esse tipo de vidro que vocês arranjaram para suas janelas!... Soltem-me! Soltem-me!
Uma seringa brilhou nas mãos do médico, e em um só golpe a mulher rasgou a manga puída da camisa e agarrou-se ao braço de Ivan com uma força nada feminina. Um cheiro de éter invadiu o ar, Ivan fraquejou nas mãos de quatro pessoas e o médico, esperto, aproveitou o momento para enfiar a agulha em seu braço. Seguraram-no mais alguns segundos e depois o deixaram no sofá.
Bandidos! — gritou Ivan e levantou-se do sofá num salto, mas fizeram com que voltasse a se deitar. Mal o deixaram, ele tentou saltar de novo, mas sentou-se mais uma vez, só que sozinho. Ficou calado, olhando ao redor como um selvagem, depois, do nada, bocejou e sorriu, perverso.
Conseguiram me enclausurar — disse ele. Bocejou mais uma vez e, de repente, deitou-se, pôs a cabeça no travesseiro, o punho embaixo da bochecha como uma criança, e começou a balbuciar já com a voz sonolenta, nada perversa: — Então, que bom... vocês mesmos vão pagar caro por tudo isso. Eu avisei, façam como bem entenderem... Agora, mais do que tudo, estou interessado em Pôncio Pilatos... Pilatos... — E fechou os olhos.
Um banho, quarto individual 117 e olho nele — ordenou o médico, colocando os óculos. Riúkhin estremeceu de novo: silenciosamente, as portas brancas se abriram, atrás delas um corredor, iluminado por lâmpadas noturnas azuis. Do corredor saiu uma maca com rodinhas de borracha, para a qual Ivan, aplacado, foi transferido, e assim ele saiu pelo corredor, as portas se fechando atrás dele.
Doutor — perguntou Riúkhin, abalado, cochichando —, quer dizer que ele está realmente doente?
Oh, está — respondeu o médico.
E o que há com ele? — perguntou Riúkhin, tímido.
O médico, cansado, olhou para Riúkhin e respondeu desanimadamente:
Excitação motora e verbal... interpretações delirantes... um caso complexo, pelo visto... Esquizofrenia, deve-se supor. E, ainda por cima, o alcoolismo...
Riúkhin não entendeu uma palavra do que o doutor disse; apenas que a situação de Ivan Nikoláievitch, claro, não era nada boa. Então perguntou, suspirando:
E por que ele só fala de um tal consultor?
Decerto viu alguém que impressionou sua imaginação transtornada. Mas pode ser uma alucinação...
Alguns minutos depois, o caminhão levava Riúkhin de volta a Moscou. Estava amanhecendo, e as luzes ainda acesas na estrada eram já desnecessárias e incômodas. O motorista, irritado por ter perdido a noite, pisava fundo, derrapando nas curvas.
A floresta se deitou, ficou em algum lugar atrás, o rio desviou-se para algum lado, as coisas mais variadas se esparramavam ao encontro do caminhão: cercas com guaritas, pilhas de lenha, postes altíssimos, polos com bobinas enfiadas, montes de cascalhos, terra sulcada por canais — em resumo, sentia-se que, logo, logo, lá estaria ela, Moscou, que depois de uma curva irromperia e o engoliria.
Riúkhin chacoalhava e balançava; o toco no qual ele se instalara volta e meia queria escorregar debaixo dele. As toalhas do restaurante, jogadas ali pelo policial e por Panteliêi, que tinham ido embora mais cedo, de trólebus, rolavam por toda a caçamba. Riúkhin estava tentando recolhê-las, mas, sabe-se lá por quê, sibilou, perverso: “O diabo que as carregue! Francamente, por que estou zanzando como um idiota?” Chutou-as e parou de olhar.
O estado de espírito do viajante era terrível. Ficava claro que a visita à casa da aflição deixara nele uma marca profunda. Riúkhin tentava entender o que o atormentava. Aquele corredor com lâmpadas azuis, que não desgrudava da sua memória? O pensamento de que não havia no mundo desgraça pior do que a perda da razão? Claro, claro, isso também. Mas esse, veja bem, é um pensamento comum. Só que havia algo mais. E o que será? Uma ofensa, é isso. Isso mesmo, palavras ofensivas que Bezdômny jogou na sua cara. O problema não é que sejam ofensivas, e sim que encerram a verdade.
O poeta não olhava mais ao redor; com o olhar fixo no chão sujo, que chacoalhava, começou a balbuciar, lamuriar-se, atormentando-se.
É, a poesia... Tinha trinta e dois anos! Realmente, e agora? Agora continuaria a escrever uns quantos poemas por ano. Até ficar velho? É, até ficar velho. E o que esses poemas lhe trarão de bom? A glória? “Que absurdo! Não engane a si mesmo, pelo menos. A glória nunca chegará àquele que escreve poemas ruins. E por que são ruins? A verdade, ele disse a verdade!”, Riúkhin referia-se a si mesmo, impiedoso. “Não acredito em uma palavra do que escrevo...”
Envenenado por uma explosão de neurastenia, o poeta balançou e o chão sob ele parou de chacoalhar. Riúkhin ergueu a cabeça e percebeu que havia muito estava em Moscou e, mais do que isso, viu que Moscou estava tomada pelo amanhecer, que uma nuvem carregava uma luz dourada, que o caminhão estava parado, preso em uma coluna de carros numa curva para o bulevar, e que bem pertinho dele, em um pedestal, havia um homem de metal, com a cabeça um pouco inclinada, olhando, indiferente, para o bulevar.
Alguns pensamentos estranhos invadiram a cabeça do poeta adoecido. “Veja um exemplo de verdadeira sorte...” Então, Riúkhin levantou-se de corpo inteiro na caçamba e suspendeu o braço, lançando-se, sabe-se lá por quê, contra o homem de ferro fundido, que não incomodava ninguém. “Todos os passos que deu na vida, acontecesse o que acontecesse com ele, tudo lhe favoreceu, tudo se voltou para sua glória. Mas o que ele fez? Não consigo conceber... Há algo de especial nestas palavras? ‘A tempestade com a bruma’... Não entendo... Foi sorte, sorte!”, concluiu Riúkhin, de repente, e sentiu que o caminhão se mexeu debaixo dele. “Aquele soldado branco atirou nele, atirou sim, esfacelou sua bacia e garantiu-lhe a imortalidade...”
A coluna pôs-se em movimento. Totalmente doente e até mesmo envelhecido, não mais do que dois minutos depois o poeta entrou na varanda de Griboiêdov. Já estava vazia. Em um canto um grupo terminava uma garrafa e, na área central, agitava-se um famoso animador, de solidéu e com uma taça de vinho Abrau-Durso5 na mão.
Riúkhin, sobrecarregado de toalhas, foi recebido afavelmente por Artchibald Artchibáldovitch e na mesma hora livrado dos malditos panos. Se Riúkhin não estivesse tão exacerbado pela clínica e pelo caminhão, decerto sentiria prazer ao contar como tudo ocorreu na clínica, enfeitando a história com detalhes inventados. Porém, agora não podia com isso e, por mais observador que fosse, depois da tortura no caminhão ele pela primeira vez olhou fixamente nos olhos do pirata e entendeu que, apesar de ele fazer perguntas sobre Bezdômny e até exclamar “ai, ai, ai!”, na realidade o destino de Bezdômny lhe era totalmente indiferente, e não tinha a mínima pena dele. “Muito bem! Está certo!”, pensou Riúkhin, com uma perversidade cínica e autodestrutiva e, interrompendo o relato sobre a esquizofrenia, pediu:
Artchibald Artchibáldovitch, uma vodcazinha para mim...
O pirata fez cara de compaixão e cochichou:
Entendo... agorinha mesmo... — E acenou para o garçom.
Quinze minutos depois, Riúkhin, em completa solidão, estava sentado, debruçado sobre um peixe, bebendo um cálice atrás do outro, entendendo e reconhecendo que não poderia corrigir mais nada em sua vida, e que agora só restava esquecer.
O poeta perdeu sua noite, enquanto os outros comemoravam, e agora entendia que não podia fazê-la voltar. Bastava erguer a cabeça para o céu por cima da lâmpada para compreender que a noite estava perdida, sem volta. Os garçons arrancavam as toalhas das mesas às pressas. Os gatos que perambulavam em volta da varanda tinham um ar matinal. O dia caía impetuosamente sobre o poeta.

Mikhail Bulgákov, em O Mestre e Margarida

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