Observe, de cima para baixo, as
incontáveis multidões de homens e suas cerimônias. As infinitas e
variadas viagens em meio a tempestades e em meio à calmaria. As
diferenças entre aqueles que juntos nascem, vivem e morrem.
Contemple as vidas de outros em tempos
antigos. As vidas daqueles que viverão depois de você. As vidas
agora sendo vivenciadas em nações bárbaras. Quantos nem sequer
sabem o seu nome! Quantos logo o esquecerão! Como você, amanhã,
talvez será culpado por aqueles pelos quais, hoje, é louvado. Como
nomes de antepassados carecem de valor, de reputação e de qualquer
relevância.
Marco Aurélio, em Meditações
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