The
Fool on the Hill, de Paul McCartney e John Lennon
Lançamento: Magical
Mystery Tour, 1967
Day
after day
Alone
on a hill
The
man with the foolish grin
Is
keeping perfectly still
But
nobody wants to know him
They
can see that he’s just a fool
And
he never gives an answer
But
the fool on the hill
Sees
the sun going down
And
the eyes in his head
See
the world spinning round
Well
on the way
Head
in a cloud
The
man of a thousand voices
Talking
perfectly loud
But
nobody ever hears him
Or
the sound he appears to make
And
he never seems to notice
But
the fool on the hill
Sees
the sun going down
And
the eyes in his head
See
the world spinning round
And
nobody seems to like him
They
can tell what he wants to do
And
he never shows his feelings
But
the fool on the hill
Sees
the sun going down
And
the eyes in his head
See
the world spinning round
Round,
round, round, round, round
He
never listens to them
He
knows that they’re the fools
They
don’t like him
The
fool on the hill
Sees
the sun going down
And
the eyes in his head
See
the world spinning round
Round,
round, round, round, round
Algumas
pessoas consideravam que Maharishi Mahesh Yogi era uma espécie de
conselheiro espiritual dos Beatles. E eu acho justo dizer que ele
era. Esta canção foi escrita na época de nosso envolvimento com o
Maharishi e sem dúvida aborda esse tipo de experiência.
Eu
me lembro de que comecei a trabalhar nesta canção em Heswall, na
península de Wirral, onde o meu pai morava na época. O meu pai
tinha um piano em casa porque também era músico. E talvez seja em
parte porque ele era músico e teve sua própria banda de jazz que
ele apreciou tanto o nosso sucesso. Tinha muito orgulho de mim. Ele
ficava encantado com a ideia de que o filho dele tinha alcançado
reconhecimento. Quando íamos a um restaurante ou a um bar e
estávamos lá sentados, ele corria o olhar em volta. Localizava
alguém que tinha me visto e dizia: “Eles já te reconheceram, eles
já te reconheceram”.
De
um modo estranho, justamente porque as pessoas nos “reconheciam”,
já não éramos mais capazes de sermos nós mesmos. Foi isso que
deixou os Beatles tão abertos às possibilidades oferecidas pelo
Maharishi. Era necessário nos recentrarmos. Voltar ao básico. Quem
nos apresentou ao Maharishi em 1967 foi George Harrison, que tinha
ido ver uma palestra dele no Hilton, em Park Lane, em Londres. Um
tempinho depois, todos nós fomos estudar com ele em Bangor, no País
de Gales. Mais tarde, no início de 1968, fomos a Rishikesh, na
Índia, no que deveria ser uma temporada prolongada. Ringo e a
esposa, Maureen, partiram após dez dias. Cinco semanas depois, foi a
vez de Jane Asher e eu irmos embora. George e John e suas mulheres
partiram cerca de quinze dias depois disso. Mas o Maharishi imprimiu
sua marca em todos nós.
Sei
que algumas pessoas pensam que a minha descrição do Maharishi como
“fool” é depreciativa. Não tem nada a ver. Costumo receber a
carta “The Fool” (“O louco”) nas leituras de tarô, por
exemplo. Talvez seja por minha tendência de tentar enxergar o lado
positivo das coisas ou de ficar de olho em novas ideias e aventuras.
Na canção, estou simplesmente descrevendo como o Maharishi era
percebido por tantas pessoas – como o “guru sorridente”. Essa
não era a minha própria percepção. Eu fico pasmo com a
dificuldade que as pessoas têm em captar a ironia.
Portanto,
em suma, acho que “The Fool on the Hill” é um retrato muito
elogioso e representa o Maharishi com a capacidade de se manter
perfeitamente imóvel no meio do tumulto. Ele é admiravelmente
autossuficiente e não dá muita bola à opinião popular. É uma
pessoa exposta ao ridículo por causa de suas crenças, mas suas
crenças podem muito bem estar certas. Acho que ele pode ter alguma
relação com o Bobo da Corte que fala as verdades em Rei Lear.
Paul McCartney, em As Letras: 1956 até o presente

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