Paul e John nas filmagens do
programa de tevê Ready Steady Go! Londres, 1964
Eight Days a Week
Compositores: Paul McCartney e John
Lennon
Gravação: Abbey Road Studios,
Londres
Lançamento: Beatles for Sale,
1964
Ooh I need your love, babe
Guess you know it’s true
Hope you need my love, babe
Just like I need you
Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week
Love you every day, girl
Always on my mind
One thing I can say, girl
Love you all the time
Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, girl
Eight days a week
Eight days a week
I love you
Eight days a week
Is not enough to show I care
Ooh I need your love, babe
Guess you know it’s true
Hope you need my love, babe
Just like I need you
Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week
Eight days a week
I love you
Eight days a week
Is not enough to show I care
Love you every day, girl
Always on my mind
One thing I can say, girl
Love you all the time
Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week
Eight days a week
Eight days a week
O problema era que todos nós
gostávamos de dirigir em alta velocidade, e eu mesmo já tinha sido
multado diversas vezes. A polícia apreendeu minha carteira de
motorista e fiquei proibido de dirigir por um ano. Se eu quisesse ir
a algum lugar, eu precisava pegar ônibus, trem ou, às vezes,
contratar um motorista. Quando recuperei a carteira, já tínhamos
ganhado dinheiro suficiente para termos um motorista.
Eu ia muito à casa de John em
Weybridge e, naquele dia em especial, fui batendo papo com o chofer
e, no final da viagem, despretensiosamente indaguei o que ele andava
fazendo. Ele respondeu: “Ah, eu trabalho oito dias por semana”.
Entrei correndo na casa de John avisando: “O título eu já tenho”.
Nós dois tínhamos a nosso favor uma
importante qualidade: quando aparecia uma oportunidade inesperada,
nós a percebíamos e a agarrávamos. E a outra coisa é que John e
eu nos complementávamos. Se ele tivesse um bloqueio num verso, eu
terminava. Se eu estivesse num beco sem saída, ele dava uma ideia. É
muito útil ter alguém para nos ensinar a saída do labirinto. Um
inspirava o outro. Então, quando eu trouxe o título, ele ficou
feliz por termos um ponto de partida. Quer dizer, acho que nenhum de
nós jamais achou que seria uma grande canção, mas a ideia era
legal.
Lembrar da letra – esse era o
truque. E para ela ser fácil de ser lembrada, tínhamos que escrever
algo marcante. Sabe, se fôssemos escrever algo muito inteligente ou
muito isso ou aquilo, provavelmente não nos lembraríamos depois. Eu
sempre notava que, ao chegar em casa à noite e tomar um drinque, eu
já tinha me esquecido completamente da letra. “Ah, que droga”,
eu pensava. “Bem, ele vai se lembrar. Mas e se ele também bebeu e
nós dois nos esquecermos?”
Mas, pela manhã, eu acordava cantando
a letra. Estava lá, com o frescor de uma margarida no campo. Agora
tínhamos a letra de “Eight Days a Week” e eu a repetia em meu
cérebro. Quando chegamos à sessão, John e eu a mostramos tocando
violões a George, Ringo, George Martin e o engenheiro. Ninguém mais
tinha ouvido a canção antes. John e eu éramos as únicas duas
pessoas que a conheciam, mas em vinte minutos todos já tinham
aprendido a canção.
Paul MacCartney, em As Letras – 1956 até o presente

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