sexta-feira, 16 de maio de 2025

Eight Days a Week

Paul e John nas filmagens do programa de tevê Ready Steady Go! Londres, 1964

Eight Days a Week
Compositores: Paul McCartney e John Lennon
Gravação: Abbey Road Studios, Londres
Lançamento: Beatles for Sale, 1964

Ooh I need your love, babe
Guess you know it’s true
Hope you need my love, babe
Just like I need you

Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week

Love you every day, girl
Always on my mind
One thing I can say, girl
Love you all the time

Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, girl
Eight days a week

Eight days a week
I love you
Eight days a week
Is not enough to show I care

Ooh I need your love, babe
Guess you know it’s true
Hope you need my love, babe
Just like I need you
Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week

Eight days a week
I love you
Eight days a week
Is not enough to show I care

Love you every day, girl
Always on my mind
One thing I can say, girl
Love you all the time

Hold me, love me
Hold me, love me
I ain’t got nothin’ but love, babe
Eight days a week
Eight days a week
Eight days a week

O problema era que todos nós gostávamos de dirigir em alta velocidade, e eu mesmo já tinha sido multado diversas vezes. A polícia apreendeu minha carteira de motorista e fiquei proibido de dirigir por um ano. Se eu quisesse ir a algum lugar, eu precisava pegar ônibus, trem ou, às vezes, contratar um motorista. Quando recuperei a carteira, já tínhamos ganhado dinheiro suficiente para termos um motorista.
Eu ia muito à casa de John em Weybridge e, naquele dia em especial, fui batendo papo com o chofer e, no final da viagem, despretensiosamente indaguei o que ele andava fazendo. Ele respondeu: “Ah, eu trabalho oito dias por semana”. Entrei correndo na casa de John avisando: “O título eu já tenho”.
Nós dois tínhamos a nosso favor uma importante qualidade: quando aparecia uma oportunidade inesperada, nós a percebíamos e a agarrávamos. E a outra coisa é que John e eu nos complementávamos. Se ele tivesse um bloqueio num verso, eu terminava. Se eu estivesse num beco sem saída, ele dava uma ideia. É muito útil ter alguém para nos ensinar a saída do labirinto. Um inspirava o outro. Então, quando eu trouxe o título, ele ficou feliz por termos um ponto de partida. Quer dizer, acho que nenhum de nós jamais achou que seria uma grande canção, mas a ideia era legal.
Lembrar da letra – esse era o truque. E para ela ser fácil de ser lembrada, tínhamos que escrever algo marcante. Sabe, se fôssemos escrever algo muito inteligente ou muito isso ou aquilo, provavelmente não nos lembraríamos depois. Eu sempre notava que, ao chegar em casa à noite e tomar um drinque, eu já tinha me esquecido completamente da letra. “Ah, que droga”, eu pensava. “Bem, ele vai se lembrar. Mas e se ele também bebeu e nós dois nos esquecermos?”
Mas, pela manhã, eu acordava cantando a letra. Estava lá, com o frescor de uma margarida no campo. Agora tínhamos a letra de “Eight Days a Week” e eu a repetia em meu cérebro. Quando chegamos à sessão, John e eu a mostramos tocando violões a George, Ringo, George Martin e o engenheiro. Ninguém mais tinha ouvido a canção antes. John e eu éramos as únicas duas pessoas que a conheciam, mas em vinte minutos todos já tinham aprendido a canção.

Paul MacCartney, em As Letras – 1956 até o presente

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