Como
epígrafe de meu romance, A paixão segundo G. H., escolhi, ou
melhor, caiu-me por milagre nas mãos, depois do livro escrito, uma
frase de Bernard Berenson, o crítico de arte. Usei-a como epígrafe,
talvez sem mesmo que tivesse muito a ver com o livro, mas não
resisti à tentação de copiá-la.
Só
que cometi um erro: Não a traduzi, deixei em inglês mesmo,
esquecendo de que o leitor brasileiro não é obrigado a entender
outra língua. A frase em português é: “Uma vida completa talvez
seja a que termine em tal plena identificação com o não eu, que
não resta nenhum eu para morrer.” Em inglês fica mais íntegra a
frase, além de mais bonita.
Clarice Lispector, in Todas as crônicas
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