quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Tradução atrasada

Como epígrafe de meu romance, A paixão segundo G. H., escolhi, ou melhor, caiu-me por milagre nas mãos, depois do livro escrito, uma frase de Bernard Berenson, o crítico de arte. Usei-a como epígrafe, talvez sem mesmo que tivesse muito a ver com o livro, mas não resisti à tentação de copiá-la.
Só que cometi um erro: Não a traduzi, deixei em inglês mesmo, esquecendo de que o leitor brasileiro não é obrigado a entender outra língua. A frase em português é: “Uma vida completa talvez seja a que termine em tal plena identificação com o não eu, que não resta nenhum eu para morrer.” Em inglês fica mais íntegra a frase, além de mais bonita.

Clarice Lispector, in Todas as crônicas

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