– Pai,
essas passarelas servem pra quê?
– Ver
acidente de cima.
– E
a gente tem que pagar entrada?
– Não.
O atropelado é que paga pra morrer: ISS, INPS, FGTS...
Eu
estava de ressaca e minha filha preferiu encerrar o assunto. Pus-me a
cantarolar trechos de “O Rio amanheceu sangrando...”. Prefiro
paródias malpassadas a, por exemplo, com Afif a fé afunda o
fi-o-fó.
Moro
na Muda. Todo dia tem foguetório nos morros. A criançada já sabe:
chegou o bregueti ou estão queimando alguém. Medelin é aqui.
Um
impasse brabo, mais ou menos o seguinte: se pessoas ligadas à
tortura comandam (ui!) a maior festa popular do mundo, well, é
melhor lançar logo a campanha Tarado-Esperança e leiloar as
Paquitas, sob a chancela daquele pedófilo da Unicef que, vendo a
imoralidade ganhar terreno, suspirou:
– Deixai...
Id-Amin as criancinhas...
O
Haiti é aqui. No alto do Juramento, o cachorro Surtão, com a tíbia
do Mengele entre os dentes, observa a noiva do megaespeculador
durante a compra de um quilo do branco.
– Uau!
– Vibra a moça.
Surtão
larga o osso e comenta com o leitão Dondinho:
– A
diferença entre os cachorros e as moças da nossa melhor sociedade,
Dinho, é que o latido delas tem um u a mais…
Aldir Blanc, in Brasil passado a sujo
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