Preciso urgentemente de um Chorinho amigo
que me faça escrever a paixão com jeitinho
brasileiro de ser, pois tudo o que eu rabisco,
o poema devolve, e pede um cavaquinho.
Preciso urgentemente o sorriso de flautas,
que me ensine a acender no rosto do soneto
a alegria e a emoção das velhas serenatas
e os fins de madrugadas... a praça... o coreto!
Pandeiro e o violão: instrumentos do crime...
polícia e o camburão: sol nascendo entre as grades...
- e tudo em Patrocínio era a felicidade!
Lembrar felicidade em sonetos, suprime
palavras e amizades, (não cabem nas linhas)
mas guardo esta saudade ao som de Pixinguinha.
que me faça escrever a paixão com jeitinho
brasileiro de ser, pois tudo o que eu rabisco,
o poema devolve, e pede um cavaquinho.
Preciso urgentemente o sorriso de flautas,
que me ensine a acender no rosto do soneto
a alegria e a emoção das velhas serenatas
e os fins de madrugadas... a praça... o coreto!
Pandeiro e o violão: instrumentos do crime...
polícia e o camburão: sol nascendo entre as grades...
- e tudo em Patrocínio era a felicidade!
Lembrar felicidade em sonetos, suprime
palavras e amizades, (não cabem nas linhas)
mas guardo esta saudade ao som de Pixinguinha.
Nathan de Castro, poeta mineiro
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