Ah,
meu coração
fluente
atento apocalíptico resoluto
pleno
de vícios
alegre
formoso
e
em forma de gota.
No
amor tem seu reino:
exercício
inquieto e longo
(de
claro e lúcido desempenho)
invadindo
o outro
mas
invadindo-o de fato
além
do tato do cansaço do medo
cavalgando-o
como ideia
esporas
leves
pernas
rudes
Égua
e cavalos
galope
escancarado
à
luz de outras janelas.
Porque
se não agarra assim o outro
meu
coração se perde
deixa-se
ficar como coisa conclusa
vendo
e tendo como urgente
um
limite falso e amortizado.
Solidão
de árvore
esperando
o fruto.
Solidão
de Lázaro
esperando
o Cristo.
Solidão
de alvo
esperando
a seta.
Ave,
poeta.
Neide
Archanjo
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