Adormeci
nas reticências da vida,
enquanto
meditava tempos.
Aconcheguei-me
nas dobras do vento,
onde
a sombra tricota interrogação.
Não
sei se me quedei assim vencido
por
obra do cansaço, ou covardia,
recém-saído
que vinha
da
galeria do herói arrependido.
Às
vezes despertando
para
olhar na fresta da suspeita,
quando
a visão se esforça,
(mas
somente estreita),
tentando
vislumbrar um movimento.
Hoje
parece que vem um sol boiando lento,
querendo
aportar em minha lassidão.
A
vida reticente que me dê licença,
mas
o brilho é forte, a tentação imensa,
desvisto
o escuro,
descasco
o vazio,
abraço
o futuro.
Embarco
num ponto de exclamação!
Flora
Figueiredo
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