segunda-feira, 2 de março de 2015

Tecido


Arte poética de Cláudia Regina Telles

O texto tem sua face
de avesso na superfície:
é dia e noite, sintaxe
do que se pensa, ou se disse.

Tudo no texto é disfarce,
ritual de voz e artifício,
como se tudo falasse
por si mesmo, na planície.

Seja por dentro ou por fora,
seja de lado ou durante,
o texto é sempre demora:

o descompasso da escrita
e da leitura no grande
intervalo dos sentidos.
Gilberto Mendonça Teles

Um comentário:

  1. Olá saudações poéticas
    por cortesia, por curiosidade de autora, que interessa saber os caminhos que o que transbordou de si chega aos longes...
    esteja a vontade...

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