As
coisas que procuro
Não
têm nome.
A
minha fala de amor
Não
tem segredo.
Perguntam-me
se quero
A
vida ou a morte.
E
me perguntam sempre
Coisas
duras.
Tive
casa e jardim.
E
rosas no canteiro.
E
nunca perguntei
Ao
jardineiro
O
porquê do jasmim
— Sua
brancura, o cheiro.
Queiram-me
assim.
Tenho
sorrido apenas.
E
o mais certo é sorrir
Quando
se tem amor
Dentro
do peito.
Hilda Hilst, em De amor tenho vivido – 50 poemas
Nenhum comentário:
Postar um comentário