Oh
yeah, alright
Are
you gonna be in my dreams tonight?
And
in the end the love you take
Is
equal to the love you make
Copiando
versos de “O conto da prioresa”, de Os contos da Cantuária, de
Geoffrey Chaucer. Caderno escolar de Literatura Inglesa de Paul
John
nem de longe compartilhava de meu interesse pela literatura, embora
curtisse Lewis Carroll e, em particular, Winston Churchill. A tia
dele, a Dona Mimi, tinha muitos livros de Churchill na sala de
visitas. É uma sólida base educacional.
No
meu caso, sempre fui fascinado pelo dístico, ou parelha, a estrofe
com dois versos rimados. Se você for parar para pensar, o dístico
tem sido o carro-chefe da poesia inglesa desde o início. Chaucer,
Pope, Wilfred Owen. Sempre me fascino pela forma como Shakespeare usa
o dístico para arrematar uma cena ou uma peça inteira. Basta dar
uma folheada em Macbeth, por exemplo, para você encontrar
maravilhas como:
Receive
what cheer you may:
The
night is long that never finds the day.
ou
I
go, and it is done; the bell invites me.
Hear
it not, Duncan; for it is a knell
That
summons thee to heaven or to hell.
Essa
era a maneira de Shakespeare dizer: “Isso é tudo, pessoal”, e a
canção “The End” foi a nossa maneira de dizer o mesmo.
And
in the end the love you take
Is
equal to the love you make
Esse
é um daqueles dísticos que deixam a gente pensando um tempão. Pode
ter a ver com um bom carma. Tudo o que vai, um dia volta, como se
diz.
Muitas
vezes, eu penso no que poderia ter acontecido se eu não tivesse
entrado numa banda que acabou levando a minha vida de roldão. Fico
me perguntando sobre o caminho que pensei trilhar com meu conceito A
em Literatura Inglesa e aonde isso poderia ter me levado.
Paul McCartney, em As Letras – 1956 até o presente

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