A
razão e a arte da racionalidade são poderes suficientes para você
e suas obras. Partem de um princípio inerente e caminham até o fim
que lhes foi proposto. Como atos racionais prosseguem em linha reta,
são denominados “atos corretos”.
*
Nenhuma
dessas coisas deve ser atribuída ao homem caso não pertença à sua
constituição típica. Elas não lhe são exigidas, não são
prometidas pela sua natureza e não constituem os meios pelos quais a
natureza do homem alcança seu fim. Além disso, nelas não reside a
finalidade do homem ou aquilo que o ajuda a alcançá-la—e somente
aquelas que contribuem para isso são boas.
Caso
alguma dessas coisas lhe pertencesse, seria errado desprezá-la e se
opor a ela. Um homem que demonstrasse não querê-las não seria
digno de elogio. Um homem que se limitou a qualquer uma delas não
seria bom. No entanto, quanto mais um homem se priva ou é privado
dessas coisas ou de similares, mais suporta a perda com paciência e
melhor se torna.
Marco Aurélio, in Meditações
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