A inocência fora de seu tempo ameaça
como
os saqueadores. Isso seria um
argumento, não
fosse a carne exposta. Inocentes e
saqueadores
compram alimentos, vão ao comício,
se apertam
e, por um segundo, desenham a linha
sem norte
da intolerância.
Entre vozes perdidas, uma canção
vidente.
Não é por ela que a tarde paralisa e
avança.
Turbulento navio.
Por tão explícito motivo, a pele que
antes nos
cobria, escama-se.
Na desnuda paisagem, vocifera a
infância.
Edimilson de Almeida Pereira, em Guelras
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