Se os poetas as temeram no passado –
um por
imaginá-la indo à morte por tocar a
esfera
e outro por intuí-la no calor da
cidade
estranha
– por que não exibiria o horror nas
pupilas
o recém-chegado?
Um pardal furioso desce sobre os
farelos. Ao
seu impacto, o menino cresce. Logo os
pombos lutam pelos restos.
A infância se enerva.
Uma boca derrama os seus amaros
signos. Não
é a bruxa
o morcego não é
e nos penumbra.
A boca que rediz não satura os
pássaros. O seu
guia é contrário à paz das almas.
Edimilson de Almeida Pereira, em Guelras
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