sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Noturno

Se os poetas as temeram no passado – um por
imaginá-la indo à morte por tocar a esfera
e outro por intuí-la no calor da cidade
estranha
por que não exibiria o horror nas pupilas
o recém-chegado?
Um pardal furioso desce sobre os farelos. Ao
seu impacto, o menino cresce. Logo os
pombos lutam pelos restos.
A infância se enerva.

Uma boca derrama os seus amaros signos. Não
é a bruxa
o morcego não é
e nos penumbra.

A boca que rediz não satura os pássaros. O seu
guia é contrário à paz das almas.

Edimilson de Almeida Pereira, em Guelras

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