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Uma poesia ártica,
claro,
é isso que desejo.
Uma
prática pálida,
três
versos de gelo.
Uma
frase-superfície
onde
vida-frase alguma
não
seja mais possível.
Frase,
não. Nenhuma.
Uma
lira nula,
reduzida
ao puro mínimo,
um
piscar do espírito,
a
única coisa única.
Mas
falo. E, ao falar, provoco
nuvens
de equívocos
(ou
enxame de monólogos?).
Sim,
inverno, estamos vivos.
Paulo
Leminski
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