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30/08/2012

Pai da Paraolimpíada é médico que fugiu do nazismo e usou esporte para mudar vidas

Foto: BBC

Ludwig Guttmann era um médico judeu que escapou da Alemanha nazista. Ele ajudou a fundar e comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna no hospital de Stoke Mandeville, na Grã-Bretanha.
Guttmann promoveria as primeiras competições públicas para pessoas com necessidades especiais na abertura dos Jogos de Londres, em 1948.
Nos anos 60, estas práticas incorporadas aos Jogos Olímpicos. Nasciam, assim, as Paraolimpíadas.
Os Jogos de 2012 foram inaugurados nesta quarta-feira, no Estádio Olímpico de Londres, e as competições paraolímpicas começaram nesta quinta.

27/07/2012

O Sonho Olímpico do Barão de Coubertin


"O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade." Esse era o lema do educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin.
A frase, entretanto, não é de sua autoria: teria sido pronunciada pelo bispo de Londres em um ato religioso antes dos Jogos de 1908.
Nascido em Paris, no dia 1º de janeiro de 1863, o Barão de Coubertin era descendente de uma família nobre, cujos antepassados receberam o título de nobreza do Rei Luís XI, em 1471. Em 1567, um de seus ascendentes adquiriu o Senhorio de Coubertin, perto de Paris, fazendo com que a família adotasse o nome da localidade.
Formando na Universidade de Ciências Políticas, o Barão de Coubertin recusou a carreira militar. Movido por seu ideal pedagógico, optou por se dedicar à reforma do sistema educacional francês. Em 1892, apresentou na Universidade Sorbonne, em Paris, um estudo sobre "Os exercícios físicos no mundo moderno". Na ocasião, mostrou o projeto de recriar os Jogos Olímpicos, que não foi muito bem aceito.
Mesmo assim, o francês não desistiu. Numa convenção realizada em 1894 na própria Universidade de Sorbonne, que contou com delegados de 13 países, o Barão conseguiu a promessa dos gregos de abrigar os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.
O Barão de Coubertin tornou-se, então, uma das mais importantes personalidades do esporte, mesmo sem ter marcado um único gol ou único ponto em competições oficiais. Devido a seu empenho, os Jogos Olímpicos renasceram, após quase 16 séculos de hibernação.
No mesmo ano de 1894 nascia o Comitê Olímpico Internacional (COI), com o objetivo de organizar a cada quatro anos uma nova edição dos Jogos, promovendo, assim, a união entre os países.
Certo de que a Grécia havia atingido o domínio da Idade Antiga por causa do culto ao corpo e ao esporte, Coubertin passou a pregar a realização dos novos Jogos. O Barão fez visitas aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Prússia tentando fortalecer a ideia, mas quase sempre recebeu um "não" como resposta.
A primeira edição das Olimpíadas modernas foi marcada para a primavera de 1896, em Atenas, após o rei Jorge I ceder a cidade para a realização dos Jogos. A Grécia passava por uma grave crise financeira e inicialmente seu primeiro-ministro, Charilos Tricoupis, não liberou verbas para a organização da competição. As Olimpíadas foram salvas graças a uma generosa contribuição do bilionário arquiteto egípcio Georgios Averoff.
Com o dinheiro de Averoff, os organizadores dos Jogos puderam reformular Atenas, pavimentando ruas e ampliando a iluminação pública. Além disso, foram construídos um estádio e um hipódromo para a disputa.
No dia 6 de janeiro de 1896, finalmente a chama olímpica pôde brilhar novamente. Recomeçavam os Jogos Olímpicos, com a presença de 13 países e 311 atletas.
Um pouco antes do início dos Jogos de Atenas, o Barão de Coubertin assumiu a presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI), cargo que ocupou até 1925. A principal luta do francês foi impedir a presença de atletas profissionais nas disputas.
O Barão de Coubertin gastou praticamente toda sua fortuna para colocar em prática o sonho da Olimpíada. Morreu pobre e isolado, em 2 de setembro de 1937, em Genebra, na Suíça. Como forma de reconhecimento, seu coração foi transportado para Olímpia, onde repousa até hoje em um mausoléu.
Fonte: esporte.uol.com.br