Mostrando postagens com marcador Renato Teixeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Renato Teixeira. Mostrar todas as postagens
15/10/2024
02/09/2024
18/08/2024
14/08/2024
06/05/2024
22/09/2023
30/05/2023
Romaria | Renato Teixeira, 1977
Nos
anos 1970, a música sertaneja vivia em um mundo à parte, era
chamada de caipira e restrita ao interior de São Paulo, Minas e
Goiás. Longe demais, portanto, do eixo Rio-São Paulo, no qual
estavam os principais estúdios e emissoras de rádio e TV e vivia a
constelação de astros da canção. Caso de Elis Regina, em 1977, ao
lançar essa toada no álbum Elis.
Paulista
de Taubaté, com fortes raízes sertanejas mas formado ao som da
bossa nova e da MPB, Renato Teixeira de Oliveira (1945) ganhava a
vida como compositor de jingles em São Paulo até conhecer o casal
Elis Regina e César Camargo Mariano por intermédio de seu irmão,
Roberto de Oliveira, na época produtor musical de Elis. Os dois
perceberam de imediato o potencial daquela poderosa canção-prece,
ao mesmo tempo de construção refinada e popular, com cheiro de
terra e de mato, cantada por um sertanejo em sua jornada de fé a
caminho de Aparecida do Norte:
“Sou
caipira pirapora, Nossa / Senhora de Aparecida / ilumina a mina
escura e funda o trem da minha vida.”
Incluída
num disco repleto de material inédito de pesos-pesados da MPB como
Milton Nascimento e Fernando Brant, João Bosco e Aldir Blanc, Ivan
Lins e Vitor Martins, “Romaria” roubou a missa. Tocou maciçamente
em todo o Brasil, antecipando em quase duas décadas a febre
sertaneja que se instalou nos anos 1990 e continua imperando no
Brasil do século XXI.
O
sucesso também serviu de cartão de visita para Renato Teixeira e,
graças a “Romaria”, ele pôde trocar a publicidade pela
dedicação de corpo e alma à música, tornando-se uma das maiores
referências do melhor sertanejo, ao lado de Almir Sater, com quem
realizou memoráveis discos e shows com um padrão de qualidade muito
acima e além da vulgaridade do sertanejo-pop que veio depois.
Nelson Motta, in 101 canções que tocaram o Brasil
15/11/2014
Renato fala sobre a morte do seu filho João Lavraz

João Lavraz e Renato Teixeira
Após a
morte do filho João Lavraz, no dia 1º de novembro, o músico Renato Teixeira
escreveu uma carta emocionada na qual lembra-se com carinho de Taubaté, onde
passou a maior parte de sua infância, e agradece aos amigos de infância da
cidade e que o ajudaram a confortar a dor da perda.
João morreu no mesmo dia em que o artista, que é embaixador do Esporte Clube Taubaté, faria o show comemorativo pelos 100 anos do time. Na carta Teixeira lamenta o cancelamento da apresentação e promete ser “mais amigo, mais irmão e mais fiel à minha terra”.
João morreu no mesmo dia em que o artista, que é embaixador do Esporte Clube Taubaté, faria o show comemorativo pelos 100 anos do time. Na carta Teixeira lamenta o cancelamento da apresentação e promete ser “mais amigo, mais irmão e mais fiel à minha terra”.
"Meu
filho João cometeu suicídio. Então tudo fica muito estranho e a vida meio que
perde um pouco o sentido. Um vácuo, um vazio. São dias difíceis que precisam
ser administrados com coragem e, principalmente, humildade, para poder aceitar
os desígnios da natureza sem se deixar levar pelo desespero. Os amigos nessa hora são um esteio, uma proteção
contra a aflição. Nos momentos limítrofes, pensei e chorei baixinho por todos
os que se foram como ele e em todos os que ficaram, como eu fiquei. Unidos na
dor de outros seres, serenei o que me foi possível serenar. Nada a fazer. A
grande nau segue viagem e eu terei que viver o que me resta, conversando comigo
mesmo, tentando consolar meu coração. Quando Jorge (Kather) me abraçou me deu
uma vontade imensa de voltar a ser criança, de estar de novo na Juca Esteves
chutando bola na porta de aço da garagem do doutor Euclides. Queria poder
voltar e fazer tudo de novo, igualzinho… teria assim uma outra chance de rever
meu filho, lá no futuro… São pensamentos malucos, mas a cabeça da gente delira…
Tenho mais três filhos e tenho seis netos pequenos. Somos muito unidos e o que
levou João foi uma doença que existe e que leva a isso.
Saberemos
estar unidos e confiantes daqui pra frente encontrando o jeito de viver que
existe e que saberemos encontrar. A presença de meus amigos de infância no
sepultamento confortou meu coração e eu senti um imenso amor por Taubaté… tudo
que estava ali, meus amigos, meus parentes, tudo, de alguma maneira, veio de
Taubaté comigo. Daqui pra frente eu serei visto também como aquele que perdeu
um filho tragicamente. Tentarei ser melhor, tentarei ser mais amigo, mais irmão
e mais fiel à minha terra que, na verdade, é tudo que eu tenho. Teria que ir
cumprir minha missão de embaixador do Esporte bem no dia em que tudo aconteceu.
Não deu. Sugiro com meu coração partido e visivelmente sob o domínio dessa
emoção indesejável, que cada um de vocês que me leem, perdoe seus inimigos, se
os tiver e se proponha a ser mais generoso com a vida. Divirtam-se mais, amem
mais, deixem-se estar expostos as brisas frescas, saboreiem as frutas da terra,
sintam o gosto da água matando sua sede. Ouçam música! Não se deixem sofrer
pelas coisas que não são vitais em suas vidas. E que Nossa Senhora Aparecida
ilumine nossos corações e acaricie nossas almas; as nossas e a de João, meu
filho!"
*Texto de Renato Teixeira
publicado originalmente no Jornal Contato número 667
23/01/2013
09/08/2012
Tocando em frente
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe,
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei.
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs.
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso chuva para florir.
Sinto que seguir a vida
Seja simplesmente
Conhecer a marcha
E ir tocando em frente.
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Cada um de nós compõe
A sua própria história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz.
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora.
Composição:
Almir Sater e Renato TeixeiraE levo esse sorriso
Porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe,
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei.
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs.
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso chuva para florir.
Sinto que seguir a vida
Seja simplesmente
Conhecer a marcha
E ir tocando em frente.
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Cada um de nós compõe
A sua própria história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz.
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora.
21/06/2012
23/09/2011
Raridade: Renato Teixeira canta Amora (1979)
Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá
Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração
Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora
Vou pintar a minha boca
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora.
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora.
Composição: Renato Teixeira
16/05/2011
Amizade sincera
A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo.
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo.
Renato Teixeira e Dominguinhos
Assinar:
Postagens (Atom)
