26/11/2011

Brasil em branco e preto, de Valdemir Cunha

Meninas Brincam na Foz do rio São Francisco


Sertão do Rio Grande do Norte


Pescador nos Lençois Maranhenses


Aparados da Serra



O último discurso



“Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina!
Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos”.
          Charles Chaplin, in O Grande Ditador

Sua Estupidez*

*Raridade: precedida por um depoimento de Tom Zé, em uma explosiva declaração de amor, Gal Costa interpreta Sua Estupidez, no Programa Ensaio, de  1970.  



Meu bem
Meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Meu bem
Meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo
Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo.

Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Falo de valores literários

Sono demorando a chegar, fico impaciente e vou à estante a escolher alguma coisa para distrair o tempo. Batem-me os olhos, à primeira vista, no "Ficções Fricções Aficções" de Franklin Jorge. Pronto, eis o livro, mais do que tudo, para renovar-me no gosto da prosa limpa desse grande escritor nosso. Dos poucos, pouquíssimos, autores potiguares que ainda leio, e de leitura que posso dizer frequente. 
Dele, disse muito bem o nosso (de Mossoró) Jaime Hipólito Dantas, "um artista da palavra". A propósito, quem que, por estas bandas e além delas, escreveu, ou escreve, melhor do que Jaime, contista e ensaísta literário melhor entre os melhores? E fique bem claro: exigente como era, e mais positivo, não lhe fez Jaime favor de amizades.
Não lhe era do temperamento o falsear valores em nome desses rompantes, sem outro propósito que não fosse o de afagar a mediocridade vaidosa. Bem; não esqueci o que ia dizendo. Seja: a leitura do Franklin Jorge, não como espantalho da insônia, no que cometeria um sacrilégio literário, e sim pelo prazer estético que esse grande escritor costuma trazer-me, até num simples bilhete. 
Pois bem; estou a pensar neste momento em que escrevo, na facilidade com que escritores medíocres, ou bem abaixo disso, conseguem grande público, inclusive com destaque em resenha crítica, algo assemelhada ao brilho de colunas sociais. E penso isso sem abrir mão da minha maneira franca de encarar as coisas, isto da louvação fácil, isto é, como traição de mim mesmo. Se não gosto... 
Uma digressão para largo elogio ao Ceará fazendo compor a lista de autores para o exame vestibular os seus melhores autores, em prosa e verso, antigos e contemporâneos. Aos quais, justiça lhes seja feita, em nada ficam a dever, prosadores, Franklin Jorge, do Ceará Mirim, e os mossoroenses Jaime Hipólito Dantas e Dorian Jorge Freire. No universo mágico da poesia - R. Leontino Filho. 
E nós, aqui em Mossoró, particularmente? Ah, nem se fale. Uma vez que se deu vez a escritor prata da casa, em programa do vestibular, foi para humilhar os legítimos valores locais. O que digo? Diminuir a própria cidade, com o perdão da palavra franca. Não sei fazer do sambenito gala, é isto. Bem; deixem-me volver à arte do grande escritor nosso, que é esse enorme Franklin Jorge.

José Nicodemos, escritor de Areia Branca – RN, in Jornal de Fato, de Mossoró, em 24/11/2011

Charge, de Newton Silva


Sacilotto


Digitalização do poema concreto de Augusto de Campos

A outra face da Inveja

“Aqueles que são invejados entristecem-se com o rancor que sentem à sua volta; se são orgulhosos, por receio de algum prejuízo; se generosos, por compaixão dos que invejam. Mas depressa se alegram: se me invejam, isso quer dizer que tenho um valor, dos méritos, das graças; quer dizer que sentem e reconhecem a minha grandeza, o meu triunfo. A inveja é a sombra obrigatória do gênio e da glória, e os invejosos não passam, de forma odiosa, de admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias. Não custa muito perdoar-lhes, quando existe o direito de me comprazer e desprezá-los. Posso mesmo estar-lhes, com frequência, gratos pelo fato de o veneno da inveja ser, para os indolentes, um vinho generoso que confere novo vigor para novas obras e novas conquistas. A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar consiste em ensaiar um voo para um cume mais elevado. E talvez não subisse tanto sem o impulso de quem me queria por terra.
O indivíduo verdadeiramente sagaz faz mais: serve-se da própria difamação para retocar melhor o seu retrato e suprimir as sombras que lhe afetam a luz. O invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da sua perfeição”.

Giovanni Papini, in Relatório Sobre os Homens

O maior acervo de vídeos de jazz da internet

O Jazz Music Tube é o maior acervo de vídeos clássicos de jazz da internet. Os vídeos são listados por estilo, pelo nome do artista, ou podem ser pesquisados pela busca do site. Um passeio pela história do jazz de 1920 a 2010, de Earl Hines a colagens jazzísticas dos anos 2000. Cerca de 10 mil vídeos estão disponíveis. Destaque para os 100 melhores vídeos de jazz de todos os tempos. Para acessar: http://bit.ly/ellBDg.
Você pode assistir músicos brasileiros, como o Brasil Jazz Trio.

25/11/2011

Lagoa das moças

Vancê tá vendo êsse lago,
pequeno, desse tamanho?
Apois bem, é a lagoinha,
onde as moças tomam banho,
quaje tôda menhanzinha.

Eu num sei pruque razão
essa água cheira tanto?
Num sei mesmo pruque é...
Mas, descunfio e agaranto:
sê do suô das muié.

- Mas, se eu fôsse essa lagoa,
se ela eu pudesse sê!
Se quando as moças chegasse,
eu pudesse as moças vê...
Aí, os óios eu feixasse...

Quando n’água elas caísse
eu pegava, abria os óios.
Uns óios desse tamanho!!!
Só pra vê aqueles móios
de moça tomando banho.

Renato Caldas (08/10/1902 - 26/10/1991), poeta assuense, é considerado o maior representante da poesia matuta norte-rio-grandense. Comparado a nomes como Catullo da Paixão Cearense e Zé da Luz, Caldas conseguia, de modo simples e espontâneo, abordar temas como o amor, a vida no meio rural, a simplicidade do homem do campo, a natureza e a beleza feminina. Recebeu a alcunha de “O poeta das melodias selvagens” por causa da rudeza e originalidade de seus versos. A obra mais conhecida do poeta chama-se Fulô do Mato (1940).

Propaganda marcante, a gente nunca esquece


"Quando não se pode fazer o que se deve, deve-se fazer o que não se pode."
Leonardo da Vinci

Charge, de Samuca


Caminhão de mudança


Vai pela estrada um caminhão repleto de mudança
Levando a herança de herdeiros de poucos herdados:
Os engradados de uma cama finalmente em pé
Arca e Noé prisioneiros desse estaqueado
Encaixotados os tecidos, mimos e quebráveis
E os incontáveis cacarecos soltos remexidos
Dois falecidos num retrato olham pra paisagem
Guardando imagens e lembranças dos seus tempos idos.

Um velho espelho já trincado mostra o azul do céu
E o mundaréu ensolarado se faz de carona
Uma meia-lona sobreposta com o melhor arrojo
Se faz de estojo pra relíquia da velha sanfona
Uma poltrona escancarada de pernas pra cima
Fazendo esgrima com cadeiras, bancas e tramelas
De sentinela dois pilões de bojo carcomido
E um retorcido pé de bucha de flor amarela.

Em dois colchões almofadados dorme a bicicleta
E duas setas de uma caixa mostram dois achados:
Um emoldurado de retrato com um Jesus sereno
E o último aceno de saudade de um cortinado.
Desbandeirado segue o carro rumo a seu destino
Um peregrino pitombado de grande esperança
Vai, na boleia, um passageiro carregando sonhos
Vai, na traseira, dez carradas de velhas lembranças. 
  
Jessier Quirino

A leveza do barro: a cerâmica de Valéria Nascimento

A cerâmica em formas que parecem levantar voo: mais do que dar beleza a lugares, a leveza, o tom e as formas das criações da artista brasileira Valéria Nascimento dão beleza a olhares.

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Uma visita a um ateliê de cerâmica no Rio de Janeiro despertou não somente a curiosidade, mas o talento da arquiteta Valéria Nascimento. Fascinada pela arte do barro, e inspirada pela arquitetura, Valéria começou a trabalhar com a cerâmica e a porcelana, criando peças de uma ternura indescritível.
O trabalho artístico é todo feito à mão e todas as peças têm influência da natureza, na intenção de transmitir leveza: tanto é que sua arte parece criar vida a olhos nus.

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Por causa da maleabilidade da porcelana – usada pura ou com pigmentação natural em tons cinza, marrom e preto – é possível criar formas que resultam em composições sequenciais – elementos individuais que juntos compõem um grupo escultural e causam impressão de movimento.
A artista brasileira revela interesse e talento para projetos de grande escala. Prova disso é sua segunda exposição individual que acontece, até dia 13 de Dezembro, na Woolff Gallery, em Londres, cidade onde reside há 12 anos.
A exposição, intitulada “Botânica”, apresenta peças que, segundo a artista, exploram o lado orgânico da natureza que nos cerca. A arte de Valéria é composta por peças singulares, com centenas de elementos que formam uma única e complexa instalação.
Além da mostra individual em Londres, Valéria tem uma clientela seletiva, que espera por suas encomendas, como Tiffany & Co, Wedgewood, Channel, ou o Barts Hospital London - o primeiro hospital de Londres a introduzir arte nos ambientes internos.

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Rejane Borges, in obviousmag.org

Tu dás-me Objetivos, Direção e Felicidade

“Eu estava à procura na ciência da satisfação que o esforço da pesquisa e o momento da descoberta oferecem; eu nunca fui daquelas pessoas que não aguentam o pensamento de terem desperdiçado a sua vida antes de terem conseguido escrever o seu nome na rocha pelo meio das ondas. Mas quando penso como é que eu seria se não te tivesse encontrado – sem ambição, sem saber desfrutar os pequenos prazeres da vida, sem qualquer fascínio pela magia do ouro, e ao mesmo tempo dotado de uma inteligência moderada e sem quaisquer meios materiais – iria sentir-me muito miserável e entraria em declínio. Tu dás-me não apenas objetivos e direção, mas também tanta felicidade, que nunca poderia sentir-me insatisfeito com o presente infortunado que vivo neste momento; tu dás-me esperança e a certeza do sucesso. Eu sabia-o mesmo antes de tu me amares e sei-o agora que tu me amas, e é graças a ti que me tornei um homem autoconfiante e corajoso”.

Excerto de Carta de Sigmund Freud a Martha Bernays, 9 de Setembro 1883 

Crônica do Sertão II - O Vaqueiro

Vamos medir as poesias? Desafiou o vaqueiro.
O poeta sorriu no canto da boca, mas nem disse que sim, nem que não.
O vaqueiro devolveu o chapéu à cabeça, reorganizou o tronco que curvara em direção ao outro e deu meia volta. Meteu o pé no estribo e, de um salto, montou no cavalo. O conjunto da cela fez um barulho tilintante e o gibão chiou com o movimento.
De forma que era impossível para o poeta o desafio. O vaqueiro estava certo e ele gostava de saber disso. Não poderia medir nem o caráter, que dirá a coragem. Havia no velho homem, em seu cavalo, uma altivez que suprimia qualquer certeza; que expelia para distante todo conhecimento adquirido nos bancos e nos livros. Não existia comparação porque o vaqueiro era um livro que, por mais previsível, não se podia ler.
Olhar debaixo as marcas daquela obra, cheia de razão e discórdia, verdade e mentira, vívida e inalcançável, parecia-lhe a possibilidade de um autor sob o seu maior feito. Uma música em cores raiando das páginas para formar a massa física de um homem sob o olhar frêmito de um mero mortal. E foi aí que ele se deu conta do que estava havendo ali e do que poderia presenciar caso dissesse qualquer afronta. O outro entenderia assim, com a seriedade de quem não leva desaforo e esse ato tornaria ativo um diálogo que poderia ser central para o capítulo que hora se constituía.
E tudo ao redor do poeta se refez. Do chão empoeirado e fino à sombra disforme que descia do animal; da mata cinzenta, que confundia o olhar e os tons, tornando tudo xilográfico. Ali, impaciente, na altura que lhe cabia, estava um sujeito comum e sem casta, tão indefinido quanto o gado que campeava; tão Fabiano, Riobaldo, Ojuara e outros adjetivos impraticáveis e suprimíveis.
Havia naquela atmosfera um ar de discordância e descoberta. Uma substantivação dos feitos e dos eitos que levava ao descontrole os dois indivíduos. Um querendo arremedar pela garganta o mundo que lhe cercava, cumprindo sua sina de arrebanhador. O outro tentando entendê-lo, não como material tátil, mas como elemento constitutivo. Embora fossem os dois homens do mesmo ambiente, só um realmente pertencia ao plano subjetivo da poesia.
O poeta sabia de seu limite. Entendia-se como uma ficção maior do que tentava ser. Frígido e seco como todo impotente menor que sua própria arte. O vaqueiro não pensava nada, só sabia que seu aboio era incapaz de ser imitado, embora não fosse tão diferente dos que aboiavam pelo gado e pela vida. E ele sabia disso. Tanto que não se importava em ser como os outros e até dizia sê-lo, comparando-se a uns tantos como ele.
O ponto de distanciamento entre os dois estava nítido, mas ainda mais nítida a vontade de um deles provar de sua descoberta, mesmo conhecendo o seu fracasso.
O poeta é um fingidor… Iniciou o poeta.


José de Paiva Rebouças, jornalista e escritor mossoroense

24/11/2011

"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no fato de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões."
Bertrand Russell

Ah, Como eu amei!*


O amor que eu tenho guardado no peito
Me faz ser alegre, sofrido e carente 
Aaahhh!! Como eu amei
Eu sonho, sou verso, 
sou terra, sou sol
sentimento aberto
Aaahhh!!  Como eu amei
Aaahhh!!  Eu caminhei
Aaahhh!!  Não entendi
Eu era feliz, era a vida
Minha espera acabou
Meu corpo cansado e eu mais velho
Meu sorriso sem graça chorou
Aaahhh!!  Como eu amei
Aaahhh!!  Eu caminhei
Tem dias que eu paro
Me lembro e choro,
Com medo eu reflito que 
não fui perfeito
Aaahhh!!  Como eu amei
Eu sonho, sou verso, 
sou terra, sou sol
sentimento aberto
Aaahhh!!  Como eu amei
Aaahhh!!  Eu caminhei
Aaahhh!!  Não entendi
Eu era feliz, era a vida
Minha espera acabou
Meu corpo cansado e eu mais velho
Meu sorriso sem graça chorou
Aaahhh!! Como eu amei
Aaahhh!! Eu caminhei.

Composição: Jota Velloso e Ney Velloso

*Emocionada interpretação de Benito di Paula, relembrando o seu irmão falecido Jota Velloso, e amparado no vocal por seu outro irmão, Ney Velloso. De arrepiar!!

Charge, de Nani