Ele
se dirige ao celeiro e entra no pífio, com as costas abauladas.
Dewey
Dell carrega o cesto num braço, e na outra mão alguma coisa
quadrada, embrulhada em jornal. Seu rosto está calmo e sério, os
olhos cavilosos e alertas; dentro deles, posso ver as costas de
Peabody como duas ervilhas redondas em dois dedais: talvez nas costas
de Peabody existam dois desses vermes que nos corroem
sub-repticiamente, com firmeza, e saem do outro lado e então a gente
desperta logo do sono ou da vigília, com uma expressão súbita,
intensa, de preocupação na cara. Ela põe o cesto na carroça e
sobe, a perna surgindo comprida embaixo do vestido justo: a alavanca
que move o mundo; o calibre que mede o comprimento e a largura da
vida. Ela se senta ao lado de Vardaman e deixa o pacote no colo.
Então,
ele entra no celeiro. Não olhou para trás. “Não é direito”,
diz Pai. “Não lhe custa ter um pouco de consideração pela
morta.”
“Vamos”,
diz Cash. “Ele que fique aqui, se quiser. E se sentirá muito bem.
Talvez vá pernoitar na casa de Tull.”
“Ele
nos alcançará”, eu digo. “Irá pelo atalho e nos pegará no
caminho de Tull.”
“Ele
teria encilhado aquele cavalo”, diz Pai, “se eu não o impedisse.
Esta maldita besta selvagem, pior que um gato montes. Uma ofensa
deliberada contra ela e contra mim.” A carroça se move; as orelhas
das mulas sacodem-se. Atrás de nós, por cima da casa, imóveis no
céu, em círculos ascendentes, eles diminuem de tamanho e
desaparecem.
William Faulkner, em Enquanto Agonizo

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