Na desilusão e angústia
Dividem o que nunca somaram
Para diminuir a dor.
Suspendem-se em etéreas escadas
Para alcançar velhos sonhos
E entre um trago e outro
O tempo se esvai.
Feito aqueles destilados
Que não se podem entornar
Mas entram na conta final
Que não se pode fiar.
O bar é um espaço livre
Onde flui a emoção
E nada escapa ao debate:
Futebol, mulher e canção.
Os tira-gostos da vida
Dão consolo à sofrência
Parece que amenizam o álcool
Que anestesia a vivência.
Antro ou chique, pouco importa,
Partilham-se os mesmos ideais
Em cada dose, esquecer as mazelas
Baseadas em fatos reais.
Elilson Batista, in Versos à procura de canções
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