Ganhei
o troféu da criança-1967, com meu livro infantil O mistério do
coelho pensante. Fiquei contente, é claro. Mas muito mais
contente ainda ao me ocorrer que me chamam de escritora hermética.
Como é? Quando escrevo para crianças, sou compreendida, mas quando
escrevo para adultos fico difícil? Deveria eu escrever para
os adultos com as palavras e os sentimentos adequados a uma criança?
Não posso falar de igual para igual?
Mas,
oh Deus, como tudo isso tem pouca importância.
Clarice Lispector, em Crônicas para jovens: de escrita e vida
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