Ó
Sérgio, Sérgio, somos ainda
crianças.
Nossas almas são novas.
Não
chegamos a adquirir antigas
ciências.
Dizem que o que destroça
de
tempos em tempos nossas crenças
são
catástrofes, que nos impedem
de
amadurecer. Mas quem se lembra
mesmo
ou se importa se, ao que parece,
o
que nasceu merece morrer?
Desprezar
a morte, amar o doce,
o
justo, o belo e o saber: esse é
o
buquê. Ontem nasceu o mundo.
Amanhã
talvez pereça. Hoje
viva
o esquecimento e morra o luto.
Antonio Cícero, em A cidade e os livros
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